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ignite the fire in me
Jupiter in Five Filters
by Judy Schmidt
“Meu maior medo é que essas crises existenciais se tornem frequentes, que essa sensação de derrota me consuma cada vez mais, que eu não consiga ver tudo de bom que a vida ainda pode me oferecer. Eu tenho medo de me tornar aquelas pessoas chatas que reclamam de tudo e de todos, eu me sinto mal por ser assim, mas eu te prometo que se você me quiser, nós dois seremos as pessoas mais felizes desse mundo, porque você me traz paz em meio a todo esse caos, porque mesmo não acreditando nesse papo de destino e nem de alma gêmea eu acredito que a gente se pertence de alguma forma.”
— Desabei
Filtro Solar - Mary Schmich e Pedro Bial
odeio não ter uma resposta pro que estou sentindo.
Sobre perdas
Uma hora ou outra, alguém ou alguma coisa sempre fica pra trás.
É mais fácil fingir que tá tudo bem.
Hoje eu me sentei e lembrei dos livros que lia-mos na época e que hoje não passam e lembranças.
“Falávamos como se nos conhecêssemos há anos. Há vidas, quem sabe.”
— Caio Fernando Abreu.
“Eu nem tentei escrever. Parecia que todas as palavras eram insuficientes para expressar qualquer dor, qualquer resquício da imensa saudade que eu sentia. E o pior, você não iria ler, você não iria ver. Não haveria abraço, não haveriam suas palavras e não tem você.”
— A falta que você me faz.
“Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei. Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser. Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro. Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser. Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre. Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter. Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências. Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer. Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar. Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que… Não sei onde… Para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi… Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês… Mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados… Para contar dinheiro… Fazer amor… Declarar sentimentos fortes… Seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples “I miss you” ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades. Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis. De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência.”
— Clarice Lispector. (via promessasvazias)
Talvez um dia eu consiga te contar todas as vezes que sonhei com você no último ano, ou te conte que me apaixonei no segundo seguinte ao que você sorriu pra mim.
Talvez nesse dia eu tenha coragem de te contar o quanto eu te amo, mesmo sabendo que você me acharia louca por isso.
Mas, por enquanto, eu continuo fingindo que não te amo tanto assim e que tanto faz você ficar indo e voltando, pelo menos isso te mantém perto de mim. E por mais que eu não esteja inteira, a maior parte de mim fica feliz quando você está por perto.
— Nathália Bezerra
“Sonhe com aquilo que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que quer. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passaram por suas vidas.”
— Clarice Lispector
“Eu tenho medos intensos habitando em mim, consegue compreender? Um deles é o de sempre lembrar que as coisas possuem um ponto final, uma despedida desastrosa, pois sinceramente, a última coisa que quero agora é lhe ver partir. Meu coração sempre se parte com a possibilidade do adeus, e eu nunca consigo me adaptar a isto, pois normalmente é assim: uma hora tudo está indo super bem, e de repente, as coisas começam a retroceder, e aqueles que antes prometeram permanecer, logo decidem ir embora, levando consigo um pedaço insubstituível de mim, e ocasionalmente me deixando a dor da saudade do que talvez nunca mais poderá ser.”
— Esqueciam & Eternue
“Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso. É estar perto das pessoas que amamos, que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva e as mágoas, que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los. É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las.”
— Friedrich Nietzsche