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@seon-sunmi
kxngmark:
Apesar de não se sentir muito mais confortável com aquelas simulações todas, algo que ele observava apenas como uma forma deles o manterem em constante movimento e sendo assim não encherem tanto o saco dos funcionários pelo menos era uma ambientação que estava de certo modo familiarizado. Era muito mais fácil fingir que estava apenas em um jogo durante aquelas simulações, concentrar-se apenas naquele momento. Talvez fosse por conta disso, mas quando estava realizando esse tipo de teste Mark sentia-se renovado de uma maneira que não sabia explicar muito bem. De qualquer forma era reconfortante pelo menos por algum curto espaço de tempo deixar de lado todas as suas frustrações e se concentrar em uma missão, por mais boba que a mesma pudesse ser. Como ja estava mais do que acostumado a jogar jogos de combate uma das primeiras coisas que o moreno fazia ao adentrar uma “fase” nova era olhar ao redor em busca de algum sinal de perigo imediato. Quando constatava que não haveria nenhuma aproximação de nenhum dos lados ele finalmente se colocava a analisar o ambiente em si. Desta vez ele estava naquilo que parecia uma especie de pântano, mais adiante aquilo que se assemelhava uma cidade em ruínas, com alguns edifícios espalhados de maneira aparentemente aleatória. Como o terreno mais para frente ficava mais alto, e sendo assim saindo daquela água irritante, que poderia igualmente estar escondendo algum perigo silencioso ele não pensou duas vezes antes de se aproximar do local. Estava começando a pensar o que faria em seguida, como revistar os edifícios abandonados em busca de alguma dica do que deveria fazer em seguida quando uma voz feminina atraiu sua atenção. Soube pela forma como a mesma estava se aproximando que não deveria se tratar de uma ameaça. — Olá. — respondeu simplesmente, seu olhar a medindo da cabeça aos pés como se analisando se ela serviria de ajuda ou não. Caso contrario pelo menos ja tinha um escudo humano, por mais que a altura não favorecesse muito. — Parece que sim. — respondeu por fim, ainda demonstrando certa relutância com relação a mesma. — Vamos dar uma olhada naqueles edifícios mais a frente. — por fim ordenou não esperando para escutar a opinião dela antes de se desencostar da parede e seguir em frente.
Ela não era de muito contato com as outras pessoas mas sabia que naquelas situações precisava contar com o que tinha, não que não conseguisse se defender, claro que conseguia porém não sabia o que o outro conseguia fazer e se manter perto era melhor do que distante, manteve os olhos na paisagem embora tivesse ouvido a voz do rapaz não costumava manter muito contato visual, estava mais focada em saber onde aquilo ia levar, odiava aquelas simulações pois na última havia machucado o tornozelo e não havia conseguido atravessar nem uma misera porta, era uma maldição não conseguir usar aquilo quando queria, então qual era a vantagem? No seu ponto de vista nenhum, mas da ultima vez estava sozinha e a humilhação não foi muita, ao contrário e agora que estava acompanhada de um desconhecido, e era isso que a preocupava ainda mais. — Claro. — acatou o que ele havia dito porém a mão dela continuava deslizando sobre a parede do prédio conforme caminhava seguindo sua linha, ela nunca sabia o que fazer naquelas situações. — Eu nunca sei o que fazer nessas simulações. — suspirou fundo conforme movia seus pés para o conjunto de prédios a sua frente, assim que pararam a frente do conjunto de prédios e assim que o fez ouviu um farfalhar vindo de dentro. A lista de pessoas em quem Bobbi confiava era relativamente estreita, especialmente desde a Você pode ir na frente se quiser, é maior do que eu e com certeza mais corajoso e mais forte. — ela falou dando um passo para trás, não tinha certeza se queria fazer isso. A lista de pessoas em quem Sunmi confiava era relativamente estreita, especialmente desde que foi colocada naquele lugar horrivel. Jihoon era o único em que ela confiava por isso estava relutante em entrar ali com alguém em que ela não confiava, sabia que se tivesse oportunidade o outro se salvaria e a deixaria para trás com toda certeza, não podia então se dar ao luxo de baixar a guarda e confiar, não quando não sabia nada a respeito dele, ainda assim teria que fazer, mesmo que tentasse adiar aquilo ao máximo que podia, por isso que disse para ir primeiro. — Eu não sei, pode ser uma boa ideia checar pelas janelas antes. — ela comentou, dando mais alguns passos, seu olhar recaindo por uma das janelas. — Você sabe, esses lugares costumam ter alguns perigos. Eu espero que a gente não caia facilmente em nenhum deles. — tão facilmente quanto havia começado a parar ela parou apenas escutando. — Pode me dizer o que você consegue fazer, queria saber com o que vou lidar mesmo que seja por alto."
You and I'll be safe and sound II seon twins
tfiojihoon:
Era bom estar perto dela novamente, abraçá-la e sentir que poderia proteger a gêmea como sempre havia feito. O tempo parecia correr mais rápido enquanto estavam ali, ele não sabia o que esperar e nem muito menos como agir, tudo parecia distante dele e Jihoon não sabia mais no que acreditar. Havia esperado tempo demais para mais uma vez poder sentir a sensação de estar com Sunmi porque desde sempre tinha sido daquele jeito, não se separavam nem mesmo quando eram obrigados e esse comportamento protetor que tinham um pelo outro fortaleceu-se durante os anos conforme cresciam. Jihoon teria pensado diversas vezes em como sua irmã estaria lidando com a situação considerando que estavam afastados, muito embora ambos fossem reservados para com os outros ele sabia que Sunmi era mais firme nesta questão, ela não se deixava ser mais acessível como o gêmeo que por vezes se permitia uma conversa com algum desconhecido, interagia com as pessoas bem mais do que a irmã e estava ciente de tudo isto por essa razão que o assustava não poder estar com ela, era perturbador e amargo a sensação de não conseguir estar com Sun uma vez que Jihoon sabia que ambos precisavam enfrentar aquele obstáculo juntos.
Mas, tirando o fato de não saberem onde estavam, dali em diante o Seon sabia que tudo ficaria bem, haviam se reunido novamente e não se separariam mais nem que ele tivesse de lutar dando sua vida para que a promessa de estar com Sunmi fosse realizada. Jihoon sabia que não poderia se mostrar frágil porque precisava ser aquele cujo estaria a frente sempre pronto para proteger a irmã, não poderia se abalar por qualquer coisa ou deixar que alguém viesse a intervir na relação de ambos porque as circunstâncias da vida dos Seon os fizeram ser muito próximos, desde que eram crianças sempre havia sido Jihoon e Sunmi porque eles só tinham um ao outro, por essa razão ele sentia que deveria buscar ser mais forte, mais corajoso e, acima de tudo, mais firme considerando que estavam em um local totalmente desconhecido seria muito mais difícil para Sunmi se habituar ou mesmo ter sua antiga rotina como ela tanto gostava de ter, eram raros os momentos em que Jihoon se recordava de ver a irmã tão bem como quando, por exemplo, estava na confeitaria, então ele queria poder trazer novamente aquele conforto para Sun para que ela não se sentisse sozinha ou com medo. Nada era mais importante para si do que ver um sorriso no rosto daquela que ele mais amava, sem dúvida alguma, era reconfortante para o oriental vê-la bem.
“Mas é minha culpa ter falhado, deveria ser mais cuidadoso. Pois bem, isso também já passou, agora estamos juntos e vamos dar um jeito de superar…” Parou por alguns segundos observando o local e tentando se recordar de algo, porém nada funcionou, não conseguia se lembrar. “… O que quer que estamos passando.” Concluiu, por fim, começando uma carícia nos cabelos negros da gêmea. Ele não precisava de muito em sua vida para ter sua felicidade, seus gostos eram e sempre seriam os mais simples mas, certamente, ter Sunmi perto de si e saber que poderia ajudar a irmã no que ela precisasse era a melhor coisa para Jihoon, Sun já havia sofrido muito em sua vida e ele queria que ela não precisasse passar por mais uma situação que a fizesse se tornar mais fechada ainda para o mundo. “Não, não iremos.” A voz baixa do irmão saira com firmeza e convicção, de fato não deixaria que os afastassem novamente e sabia que não só era o que Sunmi queria, tal como ele, como também iria lutar para que ficassem juntos, a relação de ambos sempre havia sido daquele jeito e era bom saber que não estava sozinho naquele barco, eles enfrentavam a maré juntos todas as vezes e aquela não seria diferente. Jihoon tornou a apertá-la delicademente em seus braços ao ouvir a fala da irmã, a pontada dentro de si se fez presente mais uma vez e ele sentiu o estômago formigar com a possibilidade de causar mais preocupação na gêmea. “Eu sei, Sun, também foi horrível ficar longe de você. Não se preocupe, estou bem. E eu sempre vou voltar para te encontrar, não irá me perder. Nunca.”
A cada dia sem Jihoon ali era uma tortura para Sunmi, ela não conseguia se alimentar sem ser forçada a isso, ficava pelos cantos e só sabia chorar, se resguardava ainda com mais cautela diante da ausência dele, pois se sentia desprotegida. No entanto, agora podia ouvir a voz familiar se dirigindo a ela com carinho, o cheiro tão pertencente invadir suas narinas, era o que lhe dava completa certeza de que não estava alucinando, era real e seu gêmeo havia voltado para ela, suas mãos caíram para o lado dela enquanto uma respiração imediata de alivio saía de seus lábios. Se havia alguém com quem ela baixava a guarda completamente era o irmão, e ninguém além dele até hoje conseguiu conquistar a confiança de Sunmi para que ela fizesse isso. E junto com ele voltavam os sorrisos, que lhe iluminavam a face, apesar de toda a apreensão de saber se ele ainda era seu Jihoon, como dizer a ele que ela não era mais a mesma Sunmi? Estremeceu nos braços dele apenas com o pensamento de que o irmão a repudiasse, ou sentisse medo dela caso ela se descontrolasse a atravessa-se alguma coisa sem querer. Ela tinha que contar pra ele o que fizeram com ela, mas como se ela nem lembrava de tudo com detalhes, alias ela só lembrava de ter acordado ali, nada além disso. Ela mesma havia se assustado quando atravessou um objeto.
“ Seria errado da minha parte ainda ter alguma esperança de sair daqui?” ela perguntou, as palavras abafadas pelo tecido da blusa alheia em seu rosto ainda afundando em seu ombro. Aquela pode não ter sido a circunstância ideal para ter encontrado ele, com várias pessoas presas ali, a ameaça iminente dela se descontrolar, e agora ela nem era mais a mesma Sunmi. De alguma forma, considerando suas vidas no atual momento qualquer chande de escapar era considerada. Seus braços voltaram a aperta-lo uma ultima vez antes de se desvencilhar dele, eles não podiam ficar ali, entrelaçou os dedos com os dele e puxou o irmão pela mão, a abrindo esperando que ele entrasse para fecha-la novamente, seus olhos pousaram no moreno. “ Bem, precisamos conversar algo muito importante Ji.” ela disse e podia-se notar que sua mão tremia levemente ao pensar em como falar. Ela passou o trinco na porta e se sentou na beirada da cama. “ Eu não sei como mas fizeram alguma coisa comigo, algo de que eu não consigo lembrar, mas eu estou diferente agora Jiwoon...” ela fez uma pausa e encarrou o chão, ela não sabia quais palavras usar para explicar o que as vezes acontecia com ela, talvez se tentasse conseguisse, mas havia a possibilidade de não conseguir realizar já que ainda era cedo para se ter um controle sobre aquilo. Quantas vezes ela se viu pensando o que haviam feito ao irmão, se ele agora também era como ela, haviam muitas perguntas que ela gostaria de fazer, e muitas coisas ´para se explicar, mas sabia que por mais que falasse a respeito a dor do que acontecia com ela, não sumiria, ela continuaria sendo diferente, uma aberração e por isso precisava ser escondida. “ Eu fico feliz e aliviada por isso. Eu tive tanto medo. E como você está? Não aconteceu nada de diferente com você? Por que comigo aconteceu algo muito raro e estranho.”
Não havia um jeito fácil de introduzir aquilo, mas ela estava tentando ser delicada pelo seu próprio bem, as pessoas não entendiam por que ela era muito fechada, mas ela nem mesmo sabia, o que tentava era se proteger, das decepções que a vida lhe traria, todos estavam suscetíveis para sofrer os reveses da vida, abandonos, traições, falta de sensibilidade. Mas ela não queria mais aquilo em sua vida, e sabia que Jihoon não a machucaria, não tinha certeza das outras pessoas, por isso as mantinha afastadas. Ali naquela situação era ainda muito pior, ela não sabia ao certo o que estava acontecendo com seu corpo, eles não explicavam o que ela tinha, o que eles haviam feito com ela, por isso as vezes dormia chorando, desejando ter a vida de antes, em ser a Sunmi alegre que fazia bolos e doces para trazer alegrias as outras crianças, uma alegria que ela não teve enquanto infante. Ali naquele lugar não poderia fazer nenhuma das coisas que lhe traziam felicidade, ali so havia Jihoon e mesmo assim desconfiava que não poderiam permanecer juntos por muito tempo. Aquela nova realidade a sufocava a cada minuto que passava, tirava o brilho dos seus olhos e qualquer sombra de alegria por menor que estivessem presas nas Iris de seus olhos cor de avelã. Ela só queria que tudo aquilo acabasse e pudesse ter sua casa de volta e sua pacata vida ao lado de Jihoon.
Blackpink for Marie Claire Magazine March Issue '18
@kxngmark
Em um olhar investigativo virou-se para baixo, para a água negra que lhe batia o tornozelo e que cobria o chão, seus olhos cor de avelã permanecendo atentos ao seu entorno. Sunmi só tinha entrado no simulador momentos atrás, mas como ela fez com qualquer novo local, seu primeiro passo foi obter uma parcela da terra - o que poderia ser útil, representar um problema ou simplesmente ser usada para sua vantagem em algum momento. Porém daquela vez Sunmi não estava sozinha, alguns momentos antes tinham colocado alguém no simulador antes dela e isso dava medo. Ela teve a sorte de chegar a ir depois, talvez entrar primeiro fosse burrice mas não sabia onde a pessoa estava, por enquanto estava sozinha, um pequeno conforto em um ambiente desconhecido.
Parecia um pântano e ela estava se mantendo calma, exceto pelo fato de que queria sair daquela água, era pouca estava nos seus tornozelos, mas ali dentro poderia haver alguma cobra ou outros bichos. Felizmente chegou em um trecho onde havia terra, a tão preciosa terra para ela. Retirou os pés de dentro da água e então pode vê-lo. Já tinha o visto uma vez no refeitório mas nunca havia trocado uma palavra, nem mesmo sabia seu nome, mas apesar disso seus passos se tornaram na direção dele.
Sunmi deixou a mão arrastar-se pela lateral de um edifício aparentemente abandonado, voltando sua atenção para as janelas, procurando qualquer movimento além do rapaz que já tinha visto. Seus dedos bateram ao longo de uma parede enquanto ela andava. “ Olá... Parece que resolveram testar em duplas agora.”
@tfiojihoon
Hey, brother There’s an endless road to re-discover Hey, sister Know the water's sweet but blood is thicker Oh, if the sky comes falling down, for you There’s nothing in this world I wouldn’t do
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tfiojihoon:
Tudo que ele sabia era que estava sozinho em alguma espécie de cubículo; não havia janelas ou sequer móveis com exceção de um colchão cujo propósito era para que ele dormisse - bem, era, porque Jihoon não conseguia dormir -, a única porta daquele aposento estava totalmente fechada sem nem ao menos uma fresta com a qual poderia entrar uma luz. O jovem havia batido e gritado tantas vezes que suas cordas vocais juntamente dos punhos latejavam sem parar, ele sentia como se alguém estivesse lhe estrangulando por não saber onde estava, não saber de sua irmã e não poder estar com Sunmi considerando que nunca teriam se afastado daquela forma. Jihoon sentia as pálpebras pesarem mas por mais que tentasse pegar no sono a preocupação e o peso que sentia sempre o faziam permanecer acordado, era como se estivesse entrando em estado de loucura desde que o colocaram naquele local.
O Seon não sabia o que se passava lá fora e deveria ter perdido peso por rejeitar a comida - todas as vezes que tentava ingerir algo, seu estômago começava a revirar -, não tinha ideia das horas e nem quantos dias estava ali; havia perdido totalmente a noção de qualquer coisa. Passou a mão no cabelo frustrado consigo mesmo por ter sido tão estúpido ao ponto de não tomar cautela suficiente quando tentou abrir a tela que ficava ao redor da sede, imaginou que se conseguisse arranjar um jeito de fugirem dali poderiam finalmente se ver livres das garras daqueles desconhecidos mas estava tão enganado! As dúvidas não paravam um segundo enquanto permanecia ali, completamente sozinho, apenas na sombra dele mesmo, por que haviam sequestrado os gêmeos? O que pretendiam? Qual era o propósito? No final ele sentiu que seu cérebro iria torrar por estar ligado a vinte e quatro horas sem que pudesse ter um descanso, ou seja, dormir.
Sem que Jihoon percebesse os dias iam se passando e quando a única abertura do pequeno aposento em que estava fora escancarada permitindo que uma luz forte entrasse iluminando o ambiente, ele teve de colocar o braço na frente do rosto para que a súbita claridade não lhe cegasse e antes mesmo que conseguisse de fato se ajustar alguém o puxou empurrando-o para fora do quarto. “Se comporte, senão a próxima que irá entrar aqui e definhar sozinha é sua querida irmãzinha.” Os olhos âmbar fitaram a face do mais velho com pura repulsa, ele sentiu uma pontada forte em seu coração e a respiração havia acelerado com o pensamento de fazer algo errado levando Sunmi a ficar naquele inferno que havia sido seus últimos dias. Jihoon assentiu lentamente ainda transtornado com a ameaça e foi escoltado por dois seguranças até um corredor com nada além de portas da mesma coloração que tudo naquele ambiente estranho; branco.
Quando foi deixado sozinho para adentrar o dormitório ele sabia que não conseguiria dormir antes de encontrar sua gêmea, por isso Jihoon seguiu por aqueles corredores procurando por algum tempo até que os olhos âmbar bateram na porta sendo aberta e revelando a silhueta da irmã. O alívio foi imediato, não tardando para andar em direção a Sunmi com uma expressão suave e o canto dos lábios arqueados esboçando assim um sorriso para a gêmea. “Sun!” Exclamou baixo para que não fossem pegos colocando as mãos no ombro da mais baixa antes de trazê-la para perto de seu corpo envolvendo Sunmi em um abraço apertado. “Eu estava tão preocupado. Me desculpe, eu sinto muito. E-eu… Eu não deveria… Não deveria ter feito aquela estupidez, por minha causa nos afastaram.” A voz ligeiramente abafada por estar com o rosto na curvatura do pescoço dela saía trêmula indicando o quão nervoso ele estava. “Não deixarei que nos separem nunca mais. Eu prometo.”
Com um gemido abafado Sunmi se deixou ser abraçada por seu gêmeo, ela esteve tão perdida sem ele ao seu lado. Seu coração começou a bater mais acelerado enquanto era envolvida no abraço que tanto gostava, agora se sentia protegida não importava o que os outros dissessem. Com ele se sentia mais forte e ela precisava se sentir assim, principalmente por que não sabia como ele reagiria ao saber o que havia acontecido a ela, sentia medo da rejeição e de ver na face alheia a mascara do desgosto, sua inquietação provavelmente tinha algo a ver com isso.O relacionamento de Sun com as outras pessoas sempre foi um tanto instável, e ela fez questão de ficar fora dos caminhos das demais pessoas, evitando envolvimentos tanto com amizades quanto amorosos. Ela tinha medo de ser magoada assim como os pais fizeram com eles, tinha medo de abaixar a guarda e ser enganada com palavras doces e gentis, como vira acontecer com outras pessoas. Portanto era mais fechada, mantendo na vida apenas contatos estritamente profissionais. Até que tinha sido brutalmente sequestrada.
Agora estava ali, machucada por dentro e indefesa, recebendo o colo que tanto tinha ansiado desde que havia acordado ali. Sem saber como adquirira aquele poder estranho que lhe afetava o toque sobre as coisas, tentando suprimir as emoções para não explodir ou atravessar as coisas pois estava sem controle. Mas tinha coisas que nunca mudavam, mesmo naquele lugar terrível, Jihoon ainda era seu porto seguro e somente ele. Se perguntassem obviamente ela diria que não queria que Jihoon a soltasse nunca mais, talvez se fechasse os olhos iria descobrir em seguida quando acordasse que tudo não passou de um pesadelo, ela sorriu contra o peito do gêmeo, o envolvendo e o apertando como se para ter certeza de que não era um delirio da sua mente já conturbada em resposta.
Era um conforto muito bom ouvi-lo sussurrar seu apelido. "Não precisa se desculpar você estava tentando nos tirar daqui, não é sua culpa.", disse Sun, com a voz baixa e recheada de carinho, tentando conter a felicidade para não ser ouvida por terceiros, e ele ser punido novamente. Era muito medo de ser afastada dele novamente. “ Mas agora já passou e estamos bem, não vão nos separar de novo.” era o que ele esperava mas não tinha como saber, só queria consola-lo de alguma forma, não aceitava que sofresse daquela forma, odiava vê-lo assim tão frágil quanto ela própria. “ Por favor... foi horrível ficar sem você, sem saber se estava vivo ou muito machucado, eu não posso te perder, não posso.”
Character Development
We are, as a species, addicted to story. Even when the body goes to sleep, the mind stays up all night, telling itself stories.
Jonathan Gottschall, The Storytelling Animal: How Stories Make Us Human (via wordsnquotes)
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@tfiojihoon
Onde quer que Sunmi estivesse, era francamente estranho. Entre as paisagens inconstantes e as criaturas que de repente começaram a aparecer em seus pesadelos, ela sabia que eles eram frutos de sua saudade e preocupação com Jihoon. Ela se recusava a acreditar que estava sozinha vivendo aquele pesadelo infeliz, ela já não comia a um dia e meio, e não queria comer, embora seu corpo reclamasse da falta de nutrientes. Sunmi apenas comeu obrigada, antes que aqueles homens a forçassem a comer a força bruta. Ela se recusava a acreditar que acabaria assim, isolada em algum tipo de lugar secreto sem Jihoon com ela, a asiática nunca havia ficado tanto tempo longe do gêmeo. Pensou que realmente morrer fosse melhor, seu próprio ser caindo em cinzas ao seu redor, seria bom desfazer toda aquela dor que se instalou dentro de si.
Mesmo o fato de que ela podia sentir uma ligação, um sentido interior dizendo para estar forte que logo Jihoon iria estar com ela, um sussurro profundo que esteve presente durante a maior parte de sua vida, não a influenciou, embora ela mesma soubesse que era racional e normal que sentisse que ele estava bem, eles tinham aquela ligação. Era tentador demais deixar-se acreditar que talvez a quietude e sua resultante sensação daquilo a que ela se referia apenas como paz fosse algo a ser saboreado e apreciado, em vez de um sinal de que algo estava muito, muito errado.
Agora estava escondida pelas sombras de seu quarto, encostou-se a uma parede e concentrou-se em respirar, a ação simples a acalmava, ouvir o som da própria respiração a deixava mais leve. Embora possuía o conhecimento de que deveria deixar seus sentidos em alerta máximo, seus pensamentos estavam calmos e precisos quando ela começou a pensar no que fazer para achar o irmão. .
O som de um passo, deu-lhe uma pausa e instintivamente se levantou indo em direção a porta e abriu. Sua cabeça se virou na direção do som enquanto se preparava para se trancar no quarto se fosse necessário.