Seph tivera uma noite perfeita de sono. Sem qualquer distúrbio, sem sonos incômodos, sem acordar por conta de sua ansiedade e também, sem nenhum remédio. Claro, não fora nada espontâneo. Tudo aquilo se devia a não ter que acordar para checar por si mesma as redondezas, ante que tinha alguém para fazê-lo por si. Ela acordou com o cheiro de café e um perfume amadeirado das roupas que Lorcan usava, ainda deitada em seu peito. Tinha outra vez caído no sono durante uma das madrugadas do filme, e imaginava que o traidor sequer tivesse tentado a acordar. Provavelmente nem deveriam estar assistindo filmes de terror por conta dos problemas que remetiam à ansiedade, mas também, com os olhos sendo tapados pelas mãos, quem assistia? Inclinou o rosto um pouco para cima, observando o sonserino ainda com os olhos fechados, como ela. Alguns poucos raios de sol do início da manhã infiltravam-se pela janela na cabeceira da cama da americana, passando pelas cortinas até incidirem nos fios cor de ouro do amigo. Estranhamente, ela se flagrou sorrindo. Não que fosse estranho para Sephora sorrir, aliás, era uma atividade perfeitamente comum, mas sorrir por conta daquela cena. Como se visse algo extremamente bonito. E realmente, não via? O rosto dela não estava muito distante do dele, e sem pedir permissão ela arriscou um beijo na bochecha do Scamander. “Você merece café, sabia?”
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