Uma década de um dos álbuns mais potentes do Avenged Sevenfold: Nightmare completa hoje (27/07), 10 anos de seu lançamento.
Todos os acontecimentos ocorridos durante a ‘era Nightmare’ parecem ter sido obras de um destino infeliz e trágico, mas também poético. O processo criativo, as gravações, a turnê e até mesmo os videoclipes soam hoje como coincidências absurdas.
Para dar início a esse artigo é importante deixar claro, aos novos fãs desavisados, ou aos leitores que caíram aqui por acaso, que Nightmare é o álbum póstumo de Jimmy Sullivan, o ex-baterista do Avenged Sevenfold. Embora o disco seja em tributo ao amigo, que faleceu em dezembro de 2009, o vocalista e frontman do A7X fez questão de deixar claro que Jimmy participou de todo o processo criativo de Nightmare.
A principal característica do álbum é, sem dúvidas, as letras melancólicas e com um tom de desesperança, que é completamente compreensível. Entretanto, o grande interesse da massa quanto a isso é: parece que o que aconteceria ali após o processo criativo e durante o processo de gravação, a morte de The Rev, já era algo esperado. Todavia, falaremos disso mais adiante.
O fato é que Nightmare é um álbum genial melodicamente falando. Talvez, nesse sentido, o meu favorito. Possui riffs potentes, que criam uma atmosfera pesada, de completo desconforto e isso traduzia bem o momento. Bons exemplos disso são os riffs de God Hates Us, logo após uma intro um tanto melódica que dá um contraste para a música; e Natural Born Killer, que além do riff se destaca também por ter um dos melhores solos da carreira de Synyster Gates. Contudo, apesar dos grandes riffs, Nightmare é o álbum mais melódico da banda, como é perceptível nas faixas Victim, Tonight The World Dies, Buried Alive (cuja dinâmica da música a torna uma das maiores obras da carreira do A7X), Save Me, So Far Away e Fiction – falaremos das duas últimas separadamente mais abaixo.
A linha de bateria do Nightmare é a mais bem trabalhada até o ano em que o disco foi lançado, embora o City of Evil traduza bem o estilo de Jimmy. Nightmare é um álbum em que todos os integrantes do Sevenfold puderam brilhar individualmente e, ainda assim, puderam mostrar que eram uma banda cujo trabalho é conjunto e sólido.
A ‘era Nightmare’ contou com apenas dois singles: Nightmare e Buried Alive, mas outras músicas do álbum tomaram enorme espaço como So Far Away e Fiction. Isso aconteceu porque Fiction foi a última música escrita e gravada por Jimmy antes de sua morte. O próprio Rev definiu Fiction como sua ‘última obra nesse mundo’, e a letra é um prenúncio do que viria acontecer. So Far Away, por sua vez, é uma balada escrita por Synyster Gates em homenagem ao amigo. A música, inicialmente, estava sendo escrita para seu avô, mas Gates decidiu concluí-la como uma homenagem ao melhor amigo. Com o grande sentimento por trás de So Far Away, a faixa logo se tornou uma das queridinhas dos fãs e, assim, ganhou um videoclipe (assista aqui) com imagens dos integrantes com Jimmy.
E por falar em videoclipe, a única música, além de SFA, a ganhar um clipe foi Nightmare (clique aqui), a música homônima do álbum. O clipe de Nightmare tem a inspiração de um dos filmes favoritos de Jimmy, ‘Jacob’s Ladder’, de 1990 e as semelhanças entre o clipe e cenas do filme são muitas, conforme o Avenged Sevenfold Brasil (aqui) registrou em sua conta do Instagram.
Buried Alive é até uma das músicas mais épicas da banda e ganharia um videoclipe, conforme o próprio Avenged Sevenfold havia anunciado em setembro de 2011, mas esse clipe nunca chegou a acontecer e, no lugar disso, a banda publicou um lyric vídeo do single apenas em fevereiro de 2013.
O período de gravações e lançamento do álbum Nightmare é indiscutivelmente o período mais sombrio e difícil que o A7X já enfrentou como uma banda e um dos momentos mais difíceis da vida de seus integrantes. Com a perda de Jimmy semanas após o início das gravações do disco, Mike Portnoy assumiu as baquetas nesse processo. Com toda sua experiência, Portnoy pode acrescentar muito ao álbum e o fez com muito respeito à memória de The Rev.
O burburinho da morte de Jimmy e o lançamento de Nightmare alavancaram o Avenged Sevenfold ao mainstream de uma maneira diferente e a banda passou a ser uma das mais cogitadas em grandes turnês e festivais. O Sevenfold, porém, não se sentia preparado para retornar aos palcos em uma turnê e levou um tempo até que eles retornassem às estradas. Mike Portnoy seguiu com eles durante todo o ano de 2010 (inclusive na passagem da banda aqui no Brasil, no Festival SWU) e em 2011 o Avenged Sevenfold entrou em turnê com Arin Ilejay, que viria a se tornar, um tempo depois, membro oficial da banda.
A quem não tinha ideia desse momento na carreira da banda, pode agora compreender porque Nightmare é um dos trabalhos mais queridos da banda. Aos fãs de longa data, celebrem esse momento como se o pesadelo no qual tivemos imersos tenha se tornado um lindo sonho que dura dez anos e que se perpetuará em nossos corações para sempre.
Para melhor compreensão desse período do Avenged Sevenfold, assista ao material complementar que nossa equipe preparou abaixo para vocês, além de conteúdos exclusivos que estão sendo publicados em nossas redes sociais, Instagram e Twitter.
‘In the Studio’ (commentary):
So Far Away
Welcome to the Family
Buried Alive
Making Of:
Nightmare (official video)
Breakdown:
Nightmare (part 01 of 02)
Nightmare (part 02 of 02)
Save Me (part 01 of 02)
Save Me (part 02 of 02)
Tour extras:
Uproar Tour
Buried Alive Tour
Festival:
SWU (2010) full show- Brasil
Rock Am Ring (2011) full show - Alemanha
Uproar Tour
Spokane, Washington (2011) full show














