E esta foi minha decisão:
Onde não me cultivas, não floresço
Docemente assim,
Se não estás disposto a cuidar do solo, não espere os frutos
Quem me regas merece meu mais lindo broto
Só não cuides de mim apenas quando lhe convém,
Não me abandones quando algumas folhas minhas caírem,
E absolutamente não me culpes pelas lagartas que tu mesmo me botastes
Se quiseres me descartar,
Para abrir espaço a outra flor,
Não se esqueças de retirar até minhas raízes,
Pois não pretendo brotar em seu jardim novamente
Nem que meu destino seja “enxerto”,
Com pedaços de podridão que me deixastes,
Delas sairão uma bela nova flor,
Pois minhas preciosidades também surgem em meio a enchente
Refloresço com as características de quem me roubou do meu quintal
E assim me descubro colorida,
Por mais dolorida seja,
Minha experiência em suas terras
- Severidade (29/11/2021)













