Ultimamente, meus pensamentos têm sido solo hostil. Há uma agonia silenciosa em tentar me convencer de que o chão está firme quando tudo por dentro treme. Uns temem o fim da vida; eu temo o não viver. Temo a interrupção dos planos, o invisível dos sonhos que ainda não ganharam corpo, a distância de não ver minhas pessoas favoritas florescerem. O futuro desconhecido me sufoca. E essa busca exaustiva por me manter de pé, tratando a ansiedade como um duelo diário, tem me cobrado um preço alto demais.
Carolina Alves














