Desde o começo, tudo parecia simples. Não era amor, não era compromisso, mas ainda assim, era um momento que deveria ter sido respeitado. O plano era só nós dois, uma noite tranquila, sem grandes promessas. Mas você confundiu o básico: respeito e consideração nunca deveriam ser opcionais.
Você estava do meu lado, mas sua atenção flutuava. Seu toque se desviava. Eu senti no ar que algo estava errado, mas tentei ignorar, tentei manter o momento. Até que se tornou impossível não enxergar—quando eu saí, você tentou algo com ela. Como se eu não estivesse ali, como se o que combinamos não significasse nada.
E mesmo depois disso, eu ainda fiquei. Talvez por carência, talvez por um último desejo de que as coisas pudessem ser diferentes. Mas não foi. Como poderia ser, se meu coração já estava machucado antes mesmo do fim da noite?
Hoje, eu queria ao menos uma desculpa, um gesto que mostrasse que, de alguma forma, eu importei. Mas tudo que recebi foram respostas frias, desculpas sem profundidade, e um emoji no final da conversa, como se isso pudesse tapar o buraco da sua indiferença.
E agora eu me pergunto: por que ainda dói tanto, se nunca deveria ter sido algo profundo? Talvez porque não é sobre romance ou paixão, mas sobre o básico que me foi negado—respeito, consideração, um mínimo de cuidado.
Mas chega uma hora em que insistir deixa de ser querer e passa a ser aceitar menos do que se merece. Eu estou magoada, estou chateada, mas não vou mais me diminuir para caber no pouco que você me oferece.
E a partir de hoje, eu escolho a mim.











