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@sfsc-minho
Boyfriend Material. w: Satoshi
Clube de Culinária. w: @sfsc-satoshi
Minho se animava com uma facilidade espantosa. Qualquer coisa era motivo pra deixar ele feliz e animado. E se tinha uma coisa que deixava ele feliz essa coisa era comida. Desde que entrou naquela escola teve a certeza que iria participar do clube de culinária. Por isso foi a única atividade extracurricular que ele nunca mudou. Já tinha feito futebol, natação e agora estava no time de basquete, mas desde o primeiro ano tentava aprimorar os seus dotes culinários. Ele tinha bons motivos para isso, queria ser um bom marido, gostava de cozinhar mas o principal é que gostava de comer.
Aquele dia em especial ele estava mais animado que tudo e todos. Passou o dia inteiro pensando no que ia fazer no clube de culinária e quando finalmente essa hora chegou ele não pode conter a felicidade de terem que fazer um bolo. Era exatamente isso que ele queria fazer e esse momento não podia ser melhor. Iria fazer o melhor bolo que podia, afinal teria um destino para aquele doce.
Gostava sempre de tentar fazer os trabalhos dos clubes com pessoas diferentes. Era quase um hábito nunca fazer as coisas com uma mesma pessoa e dessa vez resolveu ficar perto de Satoshi. Nunca tinha se aproximado dele e talvez essa fosse uma experiência interessante. Assim ele abriu o seu mais largo e animado sorriso quando sentou do lado do colega. - Oi Satoshi. - Ele apoiou o rosto com uma das mãos e ficou olhando fixo pro colega. - Você quer ser minha dupla pra fazer esse bolo hoje?
Me deixa ser o pai dos seus filhos. w. Heike
O primeiro dia de aula sempre era o mais difícil para Heike, que já tinha mudado de escola algumas vezes em Berlim. Mas naquele país era completamente diferente, ainda mais complicado, porque, além de não conhecer as pessoas dali, ela ainda tinha que aguentar o fato de que não sabia direito onde ficavam os lugares ou qualquer coisa do tipo. Odiava com todas as suas forças o fato de que tinha que se apresentar também, e foi o que teve que fazer quando chegou, mas preferiu ignorar isso, afinal só o faria uma vez.
Naquela hora, por sorte, já podiam sair da sala, o que era muito mais feliz do que poderia imaginar. Só não estava mesmo contando com alguém vindo falar consigo assim, logo no primeiro dia. Nunca acontecera em nenhuma outra escola. Mas, como já era de se esperar, aquele país sempre acabava trazendo várias surpresas, e o garoto que chegou perto foi a principal do dia, principalmente porque ele já chegou derrubando tudo pela frente. Esperava que não tivesse percebido que notara, mas não era como se sua preocupação estivesse nisso também.
As palavras do rapaz fizeram com que Heike risse, negando com a cabeça algumas vezes, por não acreditar que ele estava tão nervoso assim. E olha que a ideia de se apresentar foi dele mesmo. — Oi… Meu nome é Heike e é um prazer conhecer você, Minho! — Não tinha muita ideia de como cumprimentá-lo, porque sabia que as pessoas daquele país eram complicadas quando se falava sobre contatos físicos, e era exatamente assim que a menina agia com as pessoas recém conhecidas. — Você… Derrubou quase a sala toda, antes de chegar aqui. Não se machucou, né?
Se perguntassem o que tinha acabado de acontecer ele diria que não sabia. Porque realmente não sabia, o nervosismo fazia com que as coisas passassem despercebidas. Era muito difícil ficar nervoso com alguma coisa mas era muito fácil que derrubasse praticamente tudo o que estava a sua volta. Quando as duas coisas se encontravam o rapaz conseguia tornar tudo um verdadeiro desastre e o melhor de tudo era que ele não percebia. Por isso ficou surpreso quando ouviu que tinha derrubado a sala quase toda e o olhar voltou para o caminho que tinha feito. Os olhos se abriram mais que o normal quando percebeu o que tinha feito. - Nossa senhora, fui eu que derrubei isso?
Mas aquilo não era importante, o importante mesmo era a nova colega que ele por pura distração acabou esquecendo o nome. Esquecendo a pergunta. Se perguntassem ele também teria esquecido o próprio nome. Ele ficou alguns instantes calado na tentativa de lembrar o nome dela, mas sabia o quanto isso poderia parecer estranho. Apesar de que toda a situação ali parecia bem estranha. De todo modo, Minho não ligava. Ele acabou dando de ombros e então se virando completamente para ela. - Bom, nós não temos mais aulas por enquanto. Você quer ir almoçar comigo? Assim você pode me contar como era na sua escola antes de vir pra cá. - Ele meio que tinha essa habilidade de fingir que nada tinha acontecido. Não por maldade mas sim por pura e completa inocência. Quando ele não sabia lidar bem com alguma coisa ele acabava ignorando.
strange disaster ∽ minho.♡
@sfsc-minho ∙ início da noite ∙ escadas ∙ público
O fluxo em direção ao refeitório era lento naquele início de noite, uma vez que o cansaço gerado após um longo dia cheio de atividades e responsabilidades faziam com que os estudantes diminuíssem o ritmo. Hae Soo não estava diferente deles, talvez tão cansada quanto, uma vez que sua chegada fora de época tinha lhe gerado uma sobrecarga de estudos. No entanto, manter-se ocupada lhe agradava, pois assim ocupava seu tempo e tinha a sensação de que os dias passavam mais rápidos. Diferente de sua escola anterior, ali ela estava se adaptando e administrando melhor seu tempo; toda a pressão que sofria no Japão, agora tinha amenizado e com isso, tinha se tornado menos desastrada.
Ou assim pensava, pois até então não tinha acontecido nada de grave. O fato poderia ser considerado um milagre, uma vez que ela não era uma das pessoas mais controladas do universo, mas só de não ter derrubado nenhum tubo de ensaio com ácido na aula de química, já se sentia vitoriosa.
No entanto, toda aquela distração de pensamentos deu fim ao marasmo que se abatia sobre seu carma. Pisando em falso um dos últimos degraus da escada, o corpo se desequilibrou à frente e estando ela longe do corrimão, sua única opção foi se agarrar desesperadamente no estudante à sua frente, girando um pouco o corpo durante a queda. Irem ao chão foi inevitável. O baque, no entanto, foi mais macio do que esperava.
Abriu os olhos ─ que sequer percebeu ter fechado ─, e encarou a situação. Estava sobre aquele que tinha puxado, de um jeito meio bagunçado, mas ainda segurava sua roupa e o susto, seguido do avermelhar do rosto logo afastaram aquelas mãos. — Meu Deus, me-me desculpa! Você se machucou? Deixa eu te ajudar. Não bastasse já ter feito o outro cair e suportar seu peso, em meio ao seu desespero para se levantar e evitar uma cena mais embaraçosa, seu joelho acabou acertando a região do baixo-ventre do rapaz. Acabou se afastando, mas o ar que puxou e o levar das mãos à boca só mostravam que ela estava chocada por ter conseguido piorar tudo. — Moço! Não quero te matar, mas parece que eu quero… Juro que foi um acidente. Ai… Você tá bem?
Aquela lerdeza desse povo cansado tava deixando Minho impaciente. Ele não conseguia entender porque estavam andando tão devagar e todo mundo conseguia andar na mesma velocidade. A vontade dele era de andar correndo e sair empurrando todo mundo pra poder chegar logo onde queria. O jantar era sua hora favorita e todos os dias pareciam um grande complô pra tornar tudo mais difícil pra ele. Aquela formação de estudantes todos um do lado do outro andando como se a vida de seus corpos tivesse sido sugada fazia com que Minho ficasse realmente estressado.
Quando ele finalmente viu um pequeno espaço para passar por entre as pessoas saiu pedindo licença e andando em passos rápidos para ultrapassa-las o mais rápido que conseguia. Quando ele finalmente chegou na escada pensou que seu trajeto para o refeitório seria mais rápido e tranquilo. Uma pena era que ele estava errado. Estava acostumado a descer a escada com rapidez, mas não estava acostumado com as pessoas o puxando. Por isso quando sentiu seu braço ser segurado não teve muito como reagir. O seu próximo destino foi o chão.
Não percebeu como aquilo aconteceu e nem mesmo porque. Tudo o que sabia era que estava no chão com uma garota por cima de si. Os olhos ficaram abertos, quase arregalados durante todo o acontecimento da queda dos dois. Não tinha sido uma queda muito grande, não faltavam muitos degraus para chegar ao fim da escada, mas ainda tinha sido um susto e tanto. Ele não sentia nenhuma dor, não sabia se era pelo susto ou porque não tinha mesmo se machucado. Queria ter ficado sem sentir nenhuma dor, mas aquela garota parecia mesmo que queria machuca-lo. Não conseguiu nem gritar quando sentiu o joelho dela contra o corpo. Apenas sentiu uma lagrima escorrer pelo rosto e ele se encolheu no chão. Prendeu a respiração e sentiu todo o seu rosto ficar vermelho.
music, books n’ some tea — minho&suke
monday, september 12. 19:23p.m. cafeteria. public.
@sfsc-minho
Mais uma semana se iniciava, e com ela, vinha a intensa monotonia a qual todos os alunos do colégio estavam submetidos; não era fácil passar pelas longas horas que a segunda-feira reservava sem sentir pelo menos uma pequena parcela de preguiça, ou sem querer que a semana passasse rápido o suficiente para que a sexta-feira chegasse novamente; aquilo era o que a coreana pensava, afinal. Mesmo que sua tarde fosse maravilhosamente preenchida pelos treinos de vôlei, taekwondo e pelas horas gratificantes passadas no clube de botânica, era difícil ignorar todo o resto. Eram poucas as pessoas que realmente aproveitavam um dia inteiro; Suke tentava ao máximo forçar-se a acreditar que tal situação mudaria algum dia para ela, mesmo que já estivesse em seu quarto ano. A garota não odiava estudar, porém, sabia que as aulas eram a pior parte de todas aquelas 24 horas.
Apesar de tantos pontos negativos, havia algo que realmente agradava a coreana; todas as segundas, era possível encontrá-la após finalizadas as atividades extracurriculares sentada em uma mesa afastada no refeitório, próxima as gigantescas janelas dali, observando a paisagem enquanto dividia sua atenção no livro que trazia em mãos, no chá que bebia e ainda na música que ouvia em seus fones de ouvido. Da mesma forma que muitos possuíam hábitos, aquele era um dos seus mais frequentes; ela sentia que o dia não era ao todo uma grande decepção ao encontrar sua paz, mesmo que por pouco tempo, sozinha com seus pensamentos, sorrindo para o nada e mergulhando em mais uma das histórias de seus livros curiosos.
Após cumprir todas as suas tarefas do dia, Suke seguiu seu caminho em direção ao refeitório, localizando sua mesa preferida sem muitas dificuldades, a xícara de chá tilintando em cima do livro grosso que a mesma trazia, e a cabeça movendo-se suavemente ao som da música que tocava em seus fones de ouvido plugados ao celular. O suspiro pesado que escapara dos lábios da coreana refletia muito bem sua situação; as últimas horas haviam sido exaustivas, e nem seu banho havia sido capaz de fazê-la relaxar. Mas ela sabia bem que aqueles poucos minutos isolada com suas maiores paixões aliviariam sua mente de todas as preocupações; ou pelo menos, era o que a garota pensava.
Não foram necessários mais que 20 minutos para que Sukeun se encontrasse deitada sob o tampo da mesa, a respiração calma e os lábios entreabertos fazendo-se presentes, os braços servindo de apoio para que seu pescoço não sofresse as consequências de dormir em um lugar tão inusitado; ela realmente não percebera que estava tão cansada. Mas nada mais importava; o sono pesado contribuía para que os ruídos dos alunos no refeitório não lhe incomodassem, e estar desacordada não a fez notar o exato momento em que seu livro fora roubado de si, além dos fones de ouvido e do chá. Após despertar em um sobressalto, os olhos negros estreitaram-se ao tentar distinguir quem era o corajoso que resolvera apossar-se de suas coisas; a sonolência lhe fazia distinguir mãos masculinas, e um sorriso divertido.
— Pelo visto você está se divertindo muito com as minhas coisas… — a garota suspirou, a voz saindo de forma rouca por conta do sono, a expressão ferina de sempre espreitando o garoto por olhos semicerrados, enquanto um sorriso tão divertido quanto o dele fazia-se presente em sua face.
Adorava treinar e não se importava nem um pouco de ficar um pouco mais nos treinos, mesmo depois de todo mundo ir embora. Geralmente ele sempre tomava banho antes de ir pro refeitório comer alguma coisa, mas isso não aconteceu naquele dia. Acabou saindo do treino todo suado e sem saber se estava fedendo e foi direito para o refeitório. Não tinha tanta gente assim o que foi uma vitória. Ele tinha um objetivo na cabeça, mas Minho não era exatamente uma das pessoas mais centradas da face da terra.
Seu caminho teve que ser desviado quando viu uma garota dormindo. Achou aquilo engraçado e por algum motivo o qual ele não sabia ainda resolveu ir ver se ela tava mesmo dormindo. Sabia que provavelmente não era um sono muito pesado, já que ninguém dormia de babar no refeitório. Só que ele teve uma surpresa maravilhosa quando viu que ela estava lendo um livro que ele adorava. Uma pena que não tinha terminado de ler e quando ignorou o barulho dos colegas pelo lugar e ouviu a música que saía dos fones dela ele não conseguiu se controlar. Teve que pegar os fones. Tirou com bastante cuidado dela e se já estava pegando os fones, por que não pegar o livro? Assim em poucos instantes ele estava sentado de frente para ela, lendo o seu livro e ouvindo sua música. Até o chá dela tinha sido tirado do lugar, mas se perguntassem ele jurava que não queria pegar as coisas dela.
Minho podia ganhar o prêmio de mais sem noção da escola fácil fácil. Ele não fazia as coisas por maldade ou para irritar os outros, muito pelo contrário, ou ele tentava agradar ou estava sendo completamente inocente em relação as suas ações. E por que seria diferente naquela situação? Nem pensou direito quando resolveu pegar as coisas daquela menina, mas é que tanto o seu gosto musical como o livro que estava lendo eram muito bons e isso deixou Minho muito animado. Ele não se conteve e pegou as coisas dela.
Mas na sua cabeça a explicação era óbvia para ter feito aquilo. Primeiro que tirou o chá de perto dela para que ela não esbarrasse no mesmo e não causasse um desastre completo na mesa. Afinal ele tinha passado por isso e tinha molhado e estragado suas coisas só porque esbarrou a mão em um copo enquanto dormia na mesa. Pegar os fones de ouvido dela também tinham uma boa explicação. Ela estava dormindo e a música alta podia acorda-la. Não só isso, a sua audição podia ser prejudicada por uma música que nem estava aproveitando. Assim Minho tinha feito dois favores para ela. Ter pegado o livro era meio errado, isso ele tinha uma certa noção. Mas se parasse para pensar ela podia deixar o livro cair e perder a página que estava lendo. Assim ele tinha feito três favores para ela.
Por isso respondeu a garota com toda a calma do mundo. Ele até levantou a mão e mostrou o dedo indicador como quem pede para ela esperar. Terminou de ler o parágrafo que estava lendo e abaixou o livro. Também afastou os fones de ouvido e abriu o sorriso mais sem vergonha que podia. - Você tem um ótimo gosto musical e esse livro é muito bom! Eu não terminei de ler porque tive que devolver pra biblioteca antes de terminar.
Viagem de Família. w. Minah
Penúltimo tempo de quarta-feira. Aula de história. Uma de suas matérias favoritas. Com sua professora favorita . Óbvio que Minah estava completamente imersa na aula. Tanto que só percebeu que tinha algo errado quando se passara alguns minutos que a professora se calara e encarava a garota com um olhar de desaprovação. Olhou em volta rapidamente e viu o irmão levantando e a olhando de canto de olho. Logo percebendo que também fora chamada.
Levantou-se rapidamente e acompanhou Minho. Mil coisas passaram pela sua cabeça. Não conseguia acreditar que seria punida mais uma vez pelo que seu gêmeo fez. Porque obviamente Minho tinha feito alguma coisa, senão não estariam sendo chamados a direção. Disso ela tinha certeza, apenas rezava para que não fosse nada muito grave, já que não queria reviver os dias que seus pais eram constantemente chamados a comparecer à sua antiga escola.
Ter um gêmeo até tinha suas vantagens. Passaram tanto tempo juntos quando cresciam que acabaram desenvolvendo uma linguagem própria que usavam até os dias atuais. E fora essa linguagem que o irmão usara quando o alcançou. - A pergunta certa seria: o que diabos você fez dessa vez Son Minho? - disse baixo olhando-o séria diretamente nos olhos.
Arregalou os olhos e ficou olhando fixo para irmã, visivelmente ofendido. Dessa vez ele tinha certeza que não tinha feito nada de errado. Tinha deixado esse espírito destruidor que fazia os dois terem problemas para trás. Ele negou com a cabeça e se encolheu um pouco antes de voltar a falar. - Eu não fiz nada! Juro! Pensei que você soubesse o que aconteceu.
A partir dali a cabeça de Minho foi em outro planeta e não voltou. Ele conseguiu imaginar de tudo, desde um colega reclamando dos dois, algum treinador ou algum dos irmãos. Também pensou que podia ter acontecido com os pais e daí as opções só foram ficando piores. Alguém sofreu algum acidente, eles teriam que mudar de cidade, ou de casa, ou de escola de novo.
A opção de terem feito alguma coisa errada era bem melhor do que qualquer outra que passou pela cabeça do rapaz. - Tem certeza que você... - Ele nem terminou a frase quando a pessoa que os acompanhavam brigou para que ele calasse a boca. O corpo que já estava murchinho por ter sido chamado na direção sem saber o que tinha feito ficou ainda mais encolhido. Sentia até que poderia chorar a qualquer momento.
Nothing religious. w. Anthony
Era aula de religião e Anthony estava um pouco apreensivo por conta do modo em que o professor havia dito que seriam as duplas; sorteio. Normalmente sempre escolhia amigos mais próximos e que sabia que conseguiria fazer um bom trabalho sem grandes discussões afinal era aula de estudo religioso e sabia que muitos de seus colegas não eram exatamente católicos. E o americano era religioso mesmo que não fosse tão tradicional e ortodoxo tendo certos pensamentos modernos e liberais, fato este que fazia com que conseguisse conversar abertamente sobre quase todos os assuntos com os vários colegas da escola.
O rapaz não pôde deixar de ficar intrigado com seu colega de dupla não que tivesse pensamentos negativos sobre ele, mas nunca tinha feito qualquer trabalho escolar com o mesmo por mais que fossem até mesmo colegas de casa e praticassem juntos seja no vôlei quanto o basquete, eram bons companheiros de time e isso de alguma forma deixava o estudante mais contente seria uma ótima oportunidade de conhecer melhor aquele seu amigo de esportes em outro contexto escolar.
– Oi Minho! – O colega cumprimentou o outro com um sorriso no rosto assim que o professor liberou para as duplas se reunirem para falarem sobre o trabalho em sala e iniciarem. – Fico contente que estamos na mesma dupla. – Não era mentira, Anthony sentia-se mais aliviado por já conhecer o colega embora não soubesse como o garoto trabalha em atividades como aquela. – Então… O trabalho é sobre os sacramentos da igreja católica. Precisamos escrever um pequeno artigo sobre eles exemplificando a importância. – O garoto iniciou uma leitura em seu próprio caderno enquanto ajeitava o material para aquilo.
O garoto puxou uma cadeira para poder sentar ao lado do colega e afirmou com a cabeça a cada palavra que ele dizia. Quando viu ele com o caderno até pensou em pegar o próprio, mas a probabilidade de não ter nada escrito e de conter uma série de desenhos aleatórios era muito grande. Achou que seria menos embaraçoso não ter o caderno do que não ter nada no mesmo. Assim ele só apoiou o rosto nas mãos e ficou olhando o colega.
Não podia começar o trabalho com ele sem antes falar dos possíveis problemas que teriam durante o caminho. O problema maior nem era a falta de religiosidade dele, mas sim a falta de foco pra fazer trabalhos ou a incapacidade de produzir algo que fosse aceitável para os professores. Minho ganhava pontos pelo seu esforço máximo mas suas coisas nunca deixavam de beirar a mediocridade. Ele engoliu a saliva em seco e depois de longos segundos de silêncio voltou a falar. - Sabe, Anthony... Eu não sou muito bom com essas coisa de trabalho... - Ele passou as unhas sem muita força pela nuca enquanto ia falando. - Geralmente eu faço os trabalhos com a minha irmã, porque ela tem paciência mas... - Ele balançou os ombros sem saber mais o que dizer.
Ficou um tanto encolhido na cadeira. Às vezes queria ser daquelas pessoas que simplesmente não falam nada e deixam os outros descobrirem as coisas sozinhos, mas Minho não conseguia guardar as coisas para si. - E hn... Eu também não sei essas coisas de religião. A gente só veio estudar aqui por causa de uma amiga da minha mãe. - Ele soltou um longo suspiro, tinha certeza que era um péssimo colega pra fazer o trabalho. - Mas eu juro que vou me esforçar. Você só vai precisar me dizer o que eu tenho que fazer.
Nothing religious. w. Anthony
Seg. 14h; Aula de educação religiosa w: @sfsc-anthony
Se existia a necessidade de trabalhos em grupo a probabilidade de Minho fazer com a irmã eram sempre grandes. Menos quando os professores resolviam que sortear os grupos e duplas era uma boa ideia. Para Minho isso nem fazia muita diferença, mas se preocupava com a irmã, que não era tão boa assim de lidar com os colegas. Mas não tinha escolha, não é mesmo? Além de que nenhum dos dois era assim tão religioso. Só estudavam naquela escola por indicação de algum amigo dos pais e essa podia ser uma oportunidade de Minho aprender um pouco mais sobre a religião e o que os colegas de classe pensavam sobre aquilo.
E quando viu quem seria seu colega para o trabalho acabou sentindo uma espécie de alívio. Era ninguém menos do que Anthony. Já o conhecia dos treinos da Grey Wolf e do que via pela escola e o colega era excepcional. Não poderia ter ficado com alguém melhor para fazer o trabalho. O provavel problema que os dois teriam seria exatamente Minho. Ele não tinha um bom foco para as coisas, apenas para os esportes.
Antes de ir falar com o colega colocou na cabeça que se esforçaria mais que o normal para que não tivessem problemas ao fazer o trabalho. Mesmo que em poucos minutos já tivesse esquecido o que era para eles fazerem. Era segunda feira e tinham almoçado há pouco tempo, era de mais para a cabecinha de Minho. Por isso ainda demorou um pouco para se aproximar de Anthony e deixou que o mais largo de seus sorrisos tomasse conta do rosto. - Boa tarde. Vamos ter que fazer o trabalho juntos, né?
Viagem de Família. w. Minah
Se estava prestando atenção na aula? Era óbvio que não. Por isso praticamente pulou da cadeira quando ouviu o próprio nome ser chamado. Não teve nem tempo de pensar no que tinha feito de errado até que ouviu o nome da irmã. Desviou o olhar rapidamente na direção dela tentando pensar no que os dois poderia ter feito juntos de errado, não era possível que tinham feito besteira juntos. Por um momento ele ficou nervoso mas então deu de ombros, não fazia tanta diferença.
Levantou da cadeira com toda a calma do mundo e foi caminhando para a saída da sala, não pensou em olhar para a irmã já que não conseguia se lembrar de nada que tinha feito, a culpa só podia ser dela então. A consciência do garoto estava limpa, então se a culpa não era da irmã só poderia ser um mal entendido entre os gêmeos e a direção. Ele no mínimo estava curioso para saber o que estava acontecendo, por isso foi dando passos lentos na esperança de ficar lado a lado com a irmã.
Sorriu o mais inocente que conseguia quando ela se aproximou e deu um leve empurrão nela com o ombro e perguntou como quem não quer nada. - O que será que eles querem com a gente? - Ele tinha absoluta certeza de que a pessoa que os acompanhava não entendia o que ele tinha dito, já que usava uma linguagem que só ele e a irmã poderiam entender.
Sistra @sfsc-minah
Me deixa ser o pai dos seus filhos. w. Heike
With: @sfsc-heike
Minho não é o aluno mais espetacular, mas isso não quer dizer que ele é desleixado. Ele só se distrai com muita facilidade e gosta mais de brincar do que dar atenção para aula. Naquele dia ele até que estava concentrado na aula, estava dando o seu melhor para não perder a linha de pensamento do professor. Mas era como se o mundo conspirasse para que ele não cumprisse a missão de prestar atenção na aula. E o motivo para ele se distrair não podia ser melhor: uma aluna nova. De primeira ele nem deu muita bola pra apresentação dela aos colegas, mas quando ela passou ao lado de Minho para se sentar foi como se o coração dele tivesse parado.
Depois disso foi impossível prestar atenção na aula. Minho ficou quase que completamente virado na direção da garota. Apoiou o rosto com uma das mãos e assim passou o resto da aula. O olhar só não estava fixo na garota porque às vezes ele precisava fingir que prestava atenção na aula. Mas o pouco tempo em que a aula durou foi o suficiente para ele se imaginar casado e sendo pai dos filhos dela. E infelizmente aquela aula passou rápido de mais, ele não teve tempo de imaginar todos os detalhes da vida dos dois até que eles fossem enterrados um do lado outro.
Quando viu que ela estava arrumando as coisas para ir embora ele se levantou o mais rápido que conseguiu e foi ai que o charme de Minho apareceu. Primeiro ele derrubou as próprias coisas, fez um pouco de barulho mas ele não se importou muito. Depois enquanto dava seus passos rápidos na direção da mesa dela ainda conseguiu esbarrar na carteira dos colegas e derrubar as coisas dos outros. Quando finalmente chegou na mesa dela deixou o seu toque final, esbarrou na mesa dela com o pé, fazendo com que suas coisas caíssem no chão. Ele ficou praticamente congelado depois do que fez. Os lábios se entreabriram para falar mas nenhuma palavra saiu. Quando finalmente conseguiu falar sua voz falhou e ele acabou gaguejando. - De... Desculpa! - Ele colocou as mãos na lateral do corpo e fez uma reverência de 90°. Sentiu seu rosto queimar e não entendeu porque estava desse jeito. Mas ele era persistente, não desistiu de se apresentar. - Me... Me... Me chamo Son Min... Minho!
오빠