Lana Del Rey leaving Roundhouse in Camden, London (September 9, 2012)
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@shedrivesmywild
Lana Del Rey leaving Roundhouse in Camden, London (September 9, 2012)
Favorite capture 🤗
Arctic Monkeys.
Arabella’s got a seventies head But she’s a modern lover It’s an exploration, she’s made of outer space And her lips are like the galaxy’s edge And her kiss the colour of a constellation falling into place
“When the sun goes down”- Arctic Monkeys
Arctic Monkeys “Four Stars Out of Five” - Directed by Ben Chappell and Aaron Brown
- Por que um moleque meche tanto comigo? Logo eu que já fui tão fria e recusei vários caras gostosões sem nem pensar. - Por que a vida é assim. Daqui a uns dias tu vai estar imaginando uma vida inteira com ele. E ficar tipo “Puta que pariu, eu sempre achei isso tão estranho nos outros. Nunca imaginei que ia pensar esse tipo de coisa”. Mas vai pensar. Vai ficar com saudade dele dez minutos depois de ele ir embora. Vai sonhar com ele. É a vida. Mas em compensação os momentos em que tu estiver com ele, tu vai se sentir acolhida. O abraço dele vai parecer o melhor lugar do mundo. E as putarias não vão ser mais “só putarias”. Vão ser putarias com amor, o que é muito melhor, vai por mim. Tu vai ver que muita coisa vai mudar. E vai mudar pra melhor, apesar de algumas brigas. Isso é normal. Então n fica mal por ele estar mexendo contigo, por que isso tudo no fim vai valer a pena.
A Otária (Conversa de 11/09/16 00:19)
Por que você quer se parecer com um homem?
Fonte: https://feminismoasraizes.wordpress.com/2014/02/22/porque-voce-quer-parecer-homem/ Texto de autoria de Laura Couto.
Minhas roupas são compradas na seção masculina. Os pêlos nas minhas pernas são mais compridos que a maioria dos cabelos na minha cabeça. Eu nunca uso maquiagem, não importa se estou saindo para comprar pão de manhã ou se estou indo a uma festa. As pessoas na rua muitas vezes me chamam de “senhor”. Outras partem para o insulto, às vezes me chamando de “sapatão”, outras vezes me chamando de “viado”, em ambos os casos demonstrando sua desaprovação da minha aparência física. Vejo crianças pequenas perguntando às suas mães, aos sussurros, se eu sou um menino ou uma menina. E me perguntam o tempo todo “por que eu quero me parecer com um homem?”.
A resposta é simples. Eu não quero.
E eu não me pareço com um homem.
Eu me pareço com uma mulher que se recusa a fazer a performance da feminilidade.
Minhas pernas peludas não me fazem parecer masculina, elas são MINHAS pernas, e é o MEU pêlo, e eu sou uma mulher. Minhas roupas “de menino” vestem o meu corpo, o corpo de uma mulher. Meu rosto nu, sem pintura, é o rosto de uma mulher. Eu sou uma mulher, e isto não é definido por um corte de cabelo ou uma escolha de vestimenta, ou por batom e sapatos de salto, ou por cuecas e desodorante masculino aplicado em axilas cabeludas. Não têm nada “másculo” em mim.
Eu sou uma mulher, e isso não é uma escolha, mas um fato. Porque “mulher” é uma realidade imposta a mim, do dia em que eu nasci e recebi um nome de mulher, ao dia em que eu tinha seis anos de idade e me disseram, em um dia escaldante de verão, que eu não podia tirar a camisa porque no futuro eu teria seios, até a noite passada, em que eu voltei para casa a pé, num estado de hiper-atenção, com as chaves de casa apertadas firmemente entre os dedos, seguindo cada movimento de cada homem que andava na rua escura.
Eu sou mulher porque, desde antes do meu nascimento, quando uma imagem de ultrassom informou aos meus pais que eu nasceria com uma vulva, eu fui educada para ser um membro da classe mulher, a classe reprodutora, a classe do sexo, a classe subalterna. Eu fui ensinada a sempre acomodar os outros e a falar de maneira mansa, a não chamar atenção para mim mesma e a poupar os egos e os sentimentos dos homens. Me ensinaram que o menino que puxou o meu cabelo e atirou seu trenzinho de brinquedo em mim, mirando na minha cabeça, provavelmente o fez porque ele gostava de mim, e que meninos são assim mesmo. Aprendi que, se eu fizesse o mesmo a ele, eu era uma encrenqueira, causadora de problemas. Que ser assertiva é feio, não é atitude de mocinha. Que um dia eu iria me casar e ter os filhos de algum homem, e isso era praticamente destino, uma certeza da vida. Que meu maior valor estava na minha aparência, muito mais que na minha mente. Sou mulher porque me foram ensinadas todas essas coisas, e sou mulher porque as pessoas esperam que eu saiba todas essas lições de cor, e siga cada uma delas.
Quando as pessoas me perguntam por que eu quero me parecer com um homem, o que elas realmente estão perguntando é por que eu me recuso a me apresentar como um membro da classe mulher. Elas estão me perguntando o porquê de eu não estar representando o papel da feminilidade, me apresentando de maneira agradável e inofensiva aos olhos da classe dominante, a classe dos homens. Minha mãe uma vez comentou, preocupada, que tinha medo que minha apresentação e atitude me tornassem alvo para a violência masculina, e ela está certa em sua preocupação. Eu sou percebida como um membro da classe subalterna que se recusa a se portar e apresentar e cumprir o papel imposto a mim. Eu me recuso a depilar minhas pernas para me parecer com uma criança pré-pubere, inocente e vulnerável, ou a usar sapatos que me forcem a andar apoiada nas pontas dos meus pés, de maneira lenta e com equilíbrio precário, e isso enfurece os homens, pois é um ato consciente de rebelião. Isto sou eu dizendo que não pertenço a eles. Que não vou agradá-los. Que não desejo sua atenção ou sua aprovação. E os homens frequentemente tratam com violência quem se recusa a fazer o que eles querem.
Minha escolha de apresentação física me torna um exemplo negativo. Eu sou a feminista lésbica, feia e cabeluda, aquela que os homens usam para servir de aviso às outras mulheres. “Não seja como ela”, eles dizem, “ou nenhum homem vai te querer”. Mas eu também não os quero, e não quero me parecer com eles, ou ser como eles, ou ter qualquer coisa a ver com eles. Eu quero ser livre dos homens e seus padrões arbitrários. Quero poder andar orgulhosa, sem culpa ou vergonha por não ser “feminina”, do jeito que uma mulher é quando não está coberta de pintura e vestimentas restritivas, uma mulher que não se importa em agradar aos homens.
Eu não me pareço com um homem, e nada vai me fazer parecer um. Sou apenas uma mulher não-adulterada. Eu escolhi a mim mesma ao invés deles, e escolhi outras mulheres ao invés deles. Se isso fizer com que os homens me odeiem, que seja. Eu sou mulher, e eles vão me odiar de qualquer maneira.
Zayn Malik attends Tom Ford fashion show during New York Fashion Week September 2016 at 99E 52d St. on September 7, 2016 in New York City.
É estou crescendo, talvez eu goste disso, mas talvez eu ainda queira ser uma criança nos braços de sua mãe. Eu estou vendo a vida passar, mil coisas na minha vida mudar, de algumas mudanças eu gosto como estar com alguém que amo e me ama é eu que não achava que seria amada, estou sendo amada e isso é muito bom… No entanto crescendo assim, vejo que o mundo não é uma porta muito facíl de entrar, me sinto como uma menina que tem medo de olhar em baixo de sua cama e ver monstros, conforme cresci notei que os monstros estão em mim e nas pessoas ao meu redor que por tão pouco odeiam, que por tão pouco machucam ou julgam, querem ser melhores, é engraçado acharmos que somos racionais, mas do que vale essa racionalidade se queremos ser melhor que alguém, não seria tão mais facíl dar a mão e seguirmos juntos?, qual motivo nos leva a isso. Estou prestes a ter a idade onde ninguém responde por mim, onde não são meus pais que tomam as decisões, será somente eu. Quem sou eu?, eu não tenho respostas, sou curiosa e questionadora, sou um alguém com medos pertubadores, prezo mais a felicidade do próximo que a minha, mas isso não me faz melhor e nem pior, alguns podem me achar tonta, mas eu só sou alguém que não sabe quem é. Eu sou a pessoa que quer o mundo, mas não só para mim o quero compartilhar de forma que todos possam sorrir, que a dor que exista neles é a de estarem rindo tanto que a barriga chega a doer, eu quero que todos tenham amor e que saibam amar sobre toda e qualquer circunstância, até mesmo na hora da raiva…
Paula G. Da Silva (via cartas-para-ser-feliz)