
bliss lane
taylor price

Love Begins
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
sheepfilms
almost home
The Bowery Presents
h
EXPECTATIONS
★
Not today Justin

titsay

izzy's playlists!
Claire Keane
Lint Roller? I Barely Know Her

Origami Around

@theartofmadeline

if i look back, i am lost
tumblr dot com
The Bright Sessions

seen from Indonesia

seen from United Kingdom
seen from Italy
seen from Kenya

seen from Mexico
seen from United Kingdom

seen from Türkiye

seen from France

seen from Türkiye

seen from Türkiye
seen from Guatemala

seen from South Korea
seen from Colombia

seen from Venezuela
seen from India

seen from United States

seen from United States
seen from Canada
seen from Malaysia

seen from Colombia
@silenciodefora-blog
Female Bust, 1937 ~ Pablo Picasso
(via @lonequixote)
Ocorreu e foi emético
Tenho pouco fôlego agora. De inspiração pouco sei. Escrever é transpirar. Mas respirei? Perdi o ar. E faço rimas pobres sem querer, por esperar que você compreenda aquilo que eu não entendo. Cai aqui. Não foi escolha. E entre os homens, só sou eu mulher. Posta em meio a desordem, do caos, da fúria das horas que passam e nem sei mais se sinto. Me vi, aqui, perdida. Quando você menos espera a vida te carrega para lugares que você jamais pensou ver, e de repente viu, e agora é. Sou o que? Imagem. Daquilo que o outro vê. Mas como vê? Pelas metades? Metades de um eu que se constrói, assim, sem minha permissão. Sem meu aval. Metade do que se reconhece, talvez sim, talvez não, por meio daquilo que dizem que sou. Mas… sou? Sopro de algo. De alguém. O conjunto de duas pessoas que um dia se uniram e inconsequentemente me puseram aqui. Que faço agora? Há a responsabilidade, é claro. Todos os dias, constantemente, viver e andar e comer e sorrir e sentir e transar e dormir. Nada disso, porém tudo. No automático é claro. No meio do caminho paro, me lembro, porém logo esqueço e sigo fazendo a rotina e logo me perco. Que faço agora? Lembrei. Devo viver. Essa vida que não escolhi porém me foi imposta. Será que o fim é como dizem? De qualquer forma, tantas hipóteses. Talvez isso, talvez aquilo. Talvez nada, ou tudo. Será pecado? Ou será rendição? Bom, alguns dizem que o fim, por fim, é felicidade. Paz. Pouco conheço desse fato agora que vivo em meio a rotina e tudo corrido vai acontecendo. Silêncio… No caos. Nas beiradas, tudo calmo. Ali, no meio, no miolo de tudo eu não ouço nada. É o ruído. De alguma forma tudo se mistura e de repente quando penso já não ouvir é porque tudo ao fundo virou: nada. Deve ser. Assim, como é. Se sou. Se é que sou alguma coisa é assim que deve ser. Se não for, logo veremos. Quando o tempo parar, veremos. E se não parar também. No último passo uma luz há de vir. Se não vier, não veio. Mas todos dizem que há uma luz no fim do túnel.
Priscila Yamaguchi
Desespero
Nunca fui boa com as palavras, nunca fui boa em me expressar, nunca fui boa em dizer o que acho das coisas que acontecem ao meu redor, perdi meu senso crítico, perdi mais do que o senso crítico, pra ser sincera. Perdi a minha vontade, minha vontade de que? de tudo? Sim, de tudo mesmo. Nunca escrevi o que sentia, nunca quis que outros soubessem o que sinto, mas agora, o que mais quero é ser compreendida. Quero encontrar outras pessoas que se sintam como eu me sinto. Sinto um aperto grande no peito, nesse momento lágrimas caem sobre a minha camisa, eu não sei o que fazer, não sei pra onde ir, com quem falar, eu só penso que vou encontrar algo que vai tirar tudo isso de mim, como uma roupa que tiro no final do dia. Não sei dizer o que sinto exatamente, não sei resumir tudo em apenas uma palavra, é uma enorme mistura de emoções sem controle, tomando conta de mim, uma tristeza imensa, falta de vontade de fazer qualquer coisa, até mesmo das coisas que mais gosto, ou digo gostar. Não sei do que gosto, só sei do que não gosto, e o que não gosto é de me sentir assim o tempo todo, uma tristeza, desesperança, o medo, o pânico, o aperto no peito, o nó na garganta, o tremor, a inquietação, essa angústia, o desânimo, desinteresse, o sentimento de culpa, a impaciência... entre tantas outras coisas que estão sempre comigo, todos os dias, que me levam a pensar em uma só coisa, algo da qual nunca me orgulhei, mas que sinto ser a única saída, o suicídio.
A felicidade é apenas uma invenção para tornar a vida mais suportável.
As Palavras de Saramago (via livrariapessoal)
Que merda. Eu daria um grande filósofo, diria a todo mundo como somos tolos, zanzando por aí a sugar ar para dentro e para fora dos pulmões.
BUKOWSKI, Charles. Pulp. (via realidadelimitada)
Tinha um pouco de cerveja na geladeira e ficamos lá sentados, conversando. E só então percebi que estava diante de uma criatura cheia de delicadeza e carinho. Que se traía sem se dar conta. Ao mesmo tempo se encolhia numa mistura de insensatez e incoerência. Uma verdadeira preciosidade. Uma joia, linda e espiritual. Talvez algum homem, uma coisa qualquer, um dia a destruísse para sempre. Fiquei torcendo para que não fosse eu.
Charles Bukowski. (via vagarmente)
Tempo livre: É muito importante e temos que parar por completo, não fazer nada por longos períodos para não perdê-los inteiramente. Ficar na cama olhando o teto. Quem faz isso nesta sociedade moderna? Pouquíssimas pessoas. Por isso é que a maioria está louca, frustrada, enojada e com ódio.
Charles Bukowski, em entrevista feita por Sean Penn. (via florescedora)
Uma vez li um poema que dizia: “O cigarro apaga. as lâmpadas queimam, o café esfria, nada é pra sempre e não pense diferente em relação ao amor.” Não quero me intrometer nos poemas alheios mas, na minha humilde opinião, cigarros e lâmpadas podem ser substituídos e o amor assim como o café, pode ser aquecido quando esfriar. Então é isso: Só existe um fim quando não lutamos por um novo começo.
Ana Luisa Hickmann. (via lecionar)
O amor não compreende esses cálculos e esses raciocínios próprios da fraqueza humana; criado com uma partícula do fogo divino, ele eleva o homem acima da terra, desprende-o da argila que o envolve, e dá-lhe força para dominar todos os obstáculos, para querer o impossível.
Migalhas de José de Alencar (via florescedora)
Velho é o tempo, que está aqui desde o começo. Moço é o tempo, que ainda corre sem tropeço. Velho é o tempo, que nunca nasceu, apenas existiu. Moço é o tempo, que tem fôlego pra curar mazela de quem se iludiu. Velho é o tempo, que nem o vento acompanha, pois vive na solidão. Moço é o tempo, que tem mania de se renovar a cada estação.
E o tempo, sinhô? (parte II) Morgana Rocha (via despoeticamente)
O ceticismo filosófico e eu
Tenho uma coisa trágica para vos contar: não tenho certeza de nada, não tenho verdade, vivo de questionamentos… ora, nem sei se vivo. Nada me aparenta ser veraz, desacredito até de mim. Sem dogmas ou conceitos. Vejo tudo ao meu redor em constante metamorfose. Que garantia eu tenho de que a verdade de hoje não seja a mentira de amanhã? Eu tenho medo das comprovações, talvez eu seja apenas uma projeção. As verdades absolutas de antes, já se tornaram mentiras. E se minha verdade também estiver errada? Verdades podem se tornarem uma hipótese sem fundamento, motivo de gargalhadas dos nossos futuros descendentes (ou talvez nem tenhamos descendentes). Eu faço isso, você também. Quando pegamos os ideais de um alquimista da Idade Média e comparamos com todo o nosso conhecimento atual (que consideramos certo), quase morremos afogados em mares de escárnio. Não quero ser bobo-da-corte, não quero ser motivo de risos, nem de palhaços eu gosto. Portanto não quero fazer parte dessa mentira do futuro, se o futuro existir.
Eu preciso de verdades sobre a minha dúvida. Redundância em si. Mistérios sem mistério, pois não há um segredo.
Morgana Rocha
O Ser Humano é uma coisa perversa, espera uma tragédia para poder se alimentar. Não se importa com a felicidade de alguém, mas parecem urubus quando acontecem as desgraças. Vejo multidões ao redor de um acidente automobilístico, mas ninguém repara no senhor que toca pandeiro na praça. São saciados pela dor alheia e não se comovem por isso. Estupidez ao extremo.
Carnificinas do ser Humano (teste I), Morgana Rocha (via despoeticamente)
Contradição bárbara de atores desvalidos
Nas gargalhadas mais demoníacas, tento expelir todo o ódio desse amor fraternal que forja existência. O grito do meu silêncio está entediado desse inferno de sentimentos, estou gélida no calor das inquietações. Observo a hipocrisia dos que reclamam dos hipócritas. Cume da redundância. Há estereótipo até em quem tenta ser diferente em sua indiferença de ordem europeia. A imensidão de sua ideologia se resume a insânia copiada de um poeta-filósofo qualquer. E a cada segundo que passa, vou criando a certeza de que todos nós somos uma mentira. Encenamos a cada momento e acabamos por levar muito a sério essa ideia de que a vida é uma peça de teatro. Essa foi a decadência dos seres que se dizem humanos. Há um egoísmo escondido de cada um, portanto todos são os protagonistas de uma única história, trazendo conflitos internos no elenco. Faço dos meus risos um espetáculo, na qual ninguém quer assistir, pois todos estão preocupados com a sua própria cena. Todo o protagonista que está entre outros protagonistas, precisa menosprezar o outro para poder se elevar. E lá estão todos analisando a hipocrisia alheia e tentando convencer ao público sobre a mesma. É uma pena que esse público não esteja prestando atenção, todos estão focando em seu próprio espetáculo para o mesmo público desatento.
Morgana Rocha