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"Propósito"
“Dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e dezenove.”
Já se passaram o quê? Horas? Dias? Semanas? Nem sei mais dizer. Fica ainda mais difícil quando não temos o ciclo do dia e da noite para servir de referência. Eu gostaria de um calendário. Olho pro meu pulso e vejo o relógio quebrado que está comigo desde que me lembro. O vidro trincado olha pra mim com as mesmas 14:08 há pelo menos uns cento vinte e oito mil degraus.
“Dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e vinte.”
Falando nos degraus. Os malditos – ou benditos – degraus. Cada um com aproximadamente três metros de profundidade, um metro e meio de altura e acho que cinco de largura. Degraus enormes, eu sei, e parece que a cada passo que dou eles ficam mais cansativos de se percorrer. Não fisicamente, óbvio. É óbvio? Não sei dizer, mas a fadiga mental que é ver a mesma coisa, os mesmos degraus desde que me lembro começa a pesar nos últimos trinta e cinco mil. Minha linha de raciocínio é interrompida pela voz feminina novamente.
“Dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e vinte e um.”
Eu a vi de longe. Eu acho. Havia parado para observar os degraus abaixo quando ainda estava sozinha e fico ali fiquei por sabe-se-lá quanto tempo. Quando percebi que alguém mais estava subindo esse jogo de escadas que não parecia ter fim, resolvi esperar. Uma das coisas mais estúpidas que eu provavelmente já fiz.
Olhando pra ela agora me pergunto qual o nome dela pela quinquagésima vez – Ahg! Malditos números! – Para a minha surpresa, a garota – Se é que pode ser chamada de garota, uma vez que parece muito mais uma cabra do que uma pessoa – acenou com a cabeça para mim ao chegar em meu degrau e, sem cerimônia, pôs-se a continuar a jornada, contando e a subir os degraus da mesma forma que sobe agora; sem me dirigir uma palavra, continuando a subir e contar.
“Dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e vinte e dois.”
Apoiando as duas patas – Ou seriam cascos? – A criatura com a voz que associo como feminina apoia-se no próximo degrau e, com um impulso quase que mecânico, sobe. Eu faço o mesmo, como tenho feito já há muito tempo. Dessa vez, porém, ela pára pela primeira vez. E fica olhando o último degrau. Consigo dar um suspiro de alívio, uma vez que não há mais escadas a serem subidas.
Ficamos em silêncio, lado a lado, por alguns instantes que parecem uma eternidade. Só então observo melhor a figura ao meu lado. A criatura se apoia nas patas traseiras como bípede e usa uma roupa que parece levemente vitoriana. Um vestido com babados em um tom pastel rosa, que cobre seus pés completamente. Por cima usa um colete de couro Marrom-bombom surrado – Que honestamente me parece sintético – e um chapéu-cuco de tom alaranjado.
“Dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e vinte e três.”
A criatura avança e repete o movimento para subir o degrau uma penúltima vez, dessa vez, contando antes de subir.
“Dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e vinte e quatro.”
Uma mudança de rotina, pra variar. Já aceito esse jeito há muito tempo. Já gritei tanto com a figura no passado, que cheguei a ficar sem voz por algum tempo. Em outro momento quase recorri à violência, desesperada por algum tipo de distração, e atenção, fosse uma conversa ou uma alternativa aos números (Malditos sejam cada um dos Dois milhões-e-sabe-se-lá-quantos números existam!). Mas me apegando ao resto de racionalidade e autocontrole que eu tinha, me contive.
Enquanto a criatura faz o que parece ser um alongamento, observo o lugar ao redor. Atrás de mim apenas escadas, as quais não suporto mais e por isso nem arrisco olhar para elas novamente. Ao meu redor, em um brilho sutil e incolor, uma névoa branca parece ocupar o chão de forma que sou incapaz de perceber no que estou pisando. Pilares com uma distância uniforme se estendem infinitamente para o céu, arquitetura grega. O que é isso? O salão de festas de algum tipo de céu?
“Dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e vinte e quatro.”
A voz ao meu lado repete e eu olho para ela sem surpresa
“Dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e vinte e quatro degraus, que é o mesmo que Um-vírgula-Seis-Um-Oito, mas mil seiscentas e dezoito vezes.”
Desacreditada, pisquei uma vez e antes que pudesse terminar de piscar a segunda, escutei de um coral de vozes:
“Eu te disse que eles foram projetados certinhos, Phi. Eu não mentiria nem se pudesse.”
O coral responde.
“Bom, é isso. Já vou descendo então”
A cabra, que agora suponho se chamar Phi, responde, começando a se mover.
“O quê?! Como assim? Mas acabamos de chegar!”
Explodi furiosa, me colocando entre ela e o resto do salão.
“Pra quê você subiu Dois milhões e tantos degraus afinal?!”
“Dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e vinte e quatro.”
A resposta veio num balido.
“Que fossem três! Qual o propósito de subir tanto? Achei que tinha alguma coisa importante aqui em cima!”
“E tem. Tem O Coral”
Phi diz sem cerimônia nenhuma.
“Oi e Obrigada!”
“E as colunas do Pátio.”
Phi diz com um movimento na direção geral do espaço em que estamos.
“E você subiu pra chegar até aqui e só?”
“Não. Eu subi para contar os degraus. E contei. E agora vou descer.”
Me apoiei em uma das colunas para evitar de cambalear e cair escada abaixo, a tontura que me atingiu era suficiente para derrubar um elefante. Por sorte eu não sou um elefante.
“Então você só subia pra saber quantos degraus tem na escada…?”
Encontrei minha resposta no aceno de cabeça de Phi. Insisti em conseguir mais respostas.
“E antes disso?”
“Antes disso eu desci para que pudesse contar seus degraus. Afinal, é mais fácil contar em ordem crescente quando se sobe, e é difícil contar em ordem decrescente quando não se sabe de qual número você está subtraindo.”
“Eu falei quantos degraus tinham a escada.”
O Coral respondeu.
“E eu preferi contar com meus próprios olhos.”
Phi respondeu sem olhar pra nenhum lugar em específico.
“Foi a mesma coisa com as colunas.”
O Coral... Suspirou?
“Eu te disse que eram Quatorze mil quinhentos e sessenta e dois pilares com uma distância de nove metros entre si cada.”
“E eu não acreditei. Você sabe quem é o pai da mentira.”
“Então tudo isso foi com um propósito tão fútil? O que têm no fim do salão afinal?”
Perguntei procurando algum significado nisso tudo. Se o salão tem uma quantidade determinada de pilares, deve ter um final. E muito provavelmente, algo lá.
“A escada que desce.”
O coral e Phi respondem, fazendo um coro de um balido e várias vozes.
Olho para trás desnorteada. A escada continua no mesmo lugar. Escadas não costumam mexer por conta própria, mas eu adoraria que essa desaparecesse ou saísse andando, pelo menos.
“Mas não podem usar essa para descer? Pra quê atravessar o salão com uma escada bem aqui?”
“Essa é a escada que sobe pro Pátio.”
O coral me responde, pacientemente.
“A escada que desce do Pátio fica do outro lado”
“Amo a escada que desce do Pátio e cada um de seus dois milhões, seiscentos e dezessete mil, novecentos e vinte e quatro degraus.”
Phi responde com algo que parece um sorriso em seu rosto. Eu não sabia que cabras sabial sorrir.
Um suspiro pesado escapa de mim enquanto me ajeito e começo a caminhar com Phi pelo salão.
“O que tem de especial no fim dessa escada?”
Questiono, o resto de esperança e ânimo que eu tinha se esvaindo aos poucos.
“O Salão. Onde fica a escada pra subir pro Pátio.”
I've been experimenting with iiSU frontend style for some time now, after gathering some inspo, I've directed some of my attention to Sailor moon once again.
I love that Wii/3ds feel it has.
Anyway, after experimenting on figma, I've settled with some components for using in some slides. So I'm here to register my progress so far!
Those were the components I was able to uh replicate? Copy? Call it whatever you like. I'm proud of them!
Getting a feel of how those would look together was also a thing
Since I'm planning on 9 slides, I made some covers too!
No chibiusa today, sorry!
And a preview of the slides where they are:
I'm satisfied of how they're looking so far, with a tint of XMB menu without being too intrusive. For now, that's all!
Playing sailor moon cause why not
Skip0s Reference Study #1
So I've been searching onto references and Stuff, wanting to get some insights into color and lineart, so this mostly to register and share what I've noticed.
For this one parricularly, Iv'e choosen a panel from Tsuioku a H-Visual Novel for PC98.
PC-98 graphics games mostly used the EGC mode with 640x400 res and 16 colors chosen from 12-bit (4 bits per channel) RGB.
Fisrt of all, I love the colors here and how vibrant they are.
The panel itself has only 480×280 res, and how my target is studying the image, to try to replicate the techniques and stuff to create something like it, we will forget the UI for this study.
Now let's focus and tackle this by parts:
MEGURINE LUKA
I'm probabbly gonna remake miku someday
WIP Megurine Luka #2
Need detailing shading and etecetera still
Also her arms are so big.....
Welp who cares call it my "artstyle"
LUKA WIP
I'm so, so sorry guys, but this one will be posted in 3 parts (WIP 1, WIP2 & Done).
At least you guys will be able to see better what my process looks like? Normally o just star with some really crap sketch (not even caring to look for proportions n' stuff, and then while I corret and refine the pose, detsils and composition i also do the lineart. Then glat colors and then shading.
I'm into a realy delicate sutuation right now and wasn't really able to spent my time to my little squares today, and probabbly will be the same tomorrow. But I'm sure stuff will calm down soon and maybe I even will be able to paint one for day! (High hopes huh)
Anyway hope that you guys understand!
Heres a little glow up that I were able to do
What are you guys insane
RIN KAGAMINE
I'm so proud!
I love how I was able to use less hard shadows on this one, the way the clothing is easily spotted, and how light and shadow is being showed.
Maybe there's one or two things that I would redo from the start, but as it is I see it as a finished piece.
Anyway, what did you think about it? Should I do who next?
Rin WIP
I dunno if I'll go back to the last post (almost sure I will...) but for now let's go back to simpler stuff.
WIP
I don't really like the way this is coming out, maybe I'll go back to 4 colours and stuff.
Hopefully I'll change my mind.
Miku
Done!
This was my first time workimg with such a limited amount of colours (I usually use like 16 or more) and I liked a lot.
Miku WIP
I've spent my share of time playing some old japanese VNs and so I tought to give it a try. I limited myself with the colors to those used by early versions of windows for UI and icons, but I'm planning to in the future try to make stuff as colorful as the games I played.
Still, I guess I'm doing a good job so far with this!!
The Idea is to work only with 4 colours and learn an abuse from techiniques I'm not that familiar with.
Belobog Heavy Industries Discord Banner Set!
"Our goal is not to build a house, but a home." For now that's it! Ill wait until more characters launch in the game so I can get better images. I'm probabbly going back to doing some pixelart and other kind of edits.
Victoria Housekeeping Discord Banner Set!
"Thank you for using Victoria Housekeeping. Your wish is our command." While I was searching pics and stuff to put down here, I have found some trivia about this faction. It's obivious the inspiration from the victorian era (like, look at the name: "VICTORIA housekeeping"), in the gothic clothes, presentation and etecetera. BUT did you got the reference of horror media? Corin with those Screws kinda like frankenstein and holding a chainsaw as a weapon Ellen Joe being a SHARK with scissors Von being a lycanthrope (or a werewolf boi) And Rina being spooky like a ghost, floating like one and interfering into eletromagnetic fields or something like that like... well, ghosts.