Olha…eu não posso ir embora, mesmo você sendo um estranho eu não deixaria ninguém sozinho nesse estado. Não precisa de abrir nem explicar nada tá bom?– Anya tinha medo de invadir demais o espaço pessoal do desconhecido, mas ele claramente não estava em condições psicológicas de ficar sozinho, ela não iria embora.
- Você quem sabe. -- ele disse dando-se por vencido e deixou o corpo cair deitado na grama, fitando o céu, e as lágrimas ainda escorriam para as laterais de seu rosto. Porque o pai teria feito algo assim com ele ? Era muita maldade para um homem só.
Phoenix conseguia sentir a dor dele. De alguma forma, era como se os soluços e os sons de choro estivessem entrando em seu ouvido e se fixando dentro do corpo. Ela encolheu os ombros ao vê-lo se arrastar pela grama. Ela não gostava de vê-lo daquela maneira, ninguém merecia passar por isso. Nem mesmo seus piores inimigos. Atentamente, ouviu a voz dele, e o que dizia. E ela pode entender. Quando descobriu que Oliver havia tentado se matar, ela havia se sentindo da mesma maneira. E aquilo doía, machucava muito. Ela segurou a mão dele, fazendo um carinho com o polegar em sua mão. Qualquer tipo de conforto era bom naquelas horas — Não está sozinho, Goyle
Seu corpo ainda tremia, o que era incomodo. Se sentia como um bebê, fraco e indefeso. Não era assim, sempre fora o valentão, o forte, aquele que dava medo nas pessoas só de olhar e agora era só um menino que chorava encolhido na grama. Sentiu sua existência diminuir-se a nada. E continuou chorando. A mão dela veio a sua, Phoenix nunca foi do tipo que teve muito contato com ele, ainda mais o físico e ele se retraiu com aquilo -- Eu... eu estou sim, sozinho... Eu a matei... E agora ele se matou. Me deixou sozinho -- “eu a matei” se referia a mãe que morreu no seu parto.
Crabbe estava sentado nos jardins, mediando. Tinha ouvido uma garota da lufa lufa dizer que meditar fazia se conectar com a mente e o ambiente e achou que talvez isso funcionasse consigo, mas a prova de que não estava nada conectado foi prestar atenção num som que ecoou não tão longe assim. Subitamente ele abriu os olhos até que viu em outra extremidade do lago um rosto familiar, mas que não parecia conhecido no momento. Goyle estava… chorando? Ver a cena fez com que Crabbe sentisse um grande aperto no coração, o que o impulsionou a sair correndo até o amigo e se ajoelhar ao seu lado, envolvendo seus ombros num abraço. — O que foi? Você ta bem?
Seus ombros tremiam e as lágrimas rolavam sem parar no rosto do menino, parecia que tudo doía, mas porque doía ele não fazia ideia. Suas mãos se apertaram ao pano da calça com força e ele trincava os dentes com força uns contra os outros. Arfava como se não conseguisse respirar, e não conseguia mesmo. Braços por fim lhe envolveram. Seria bom que fosse o pai. Viu uma figura embaçada com a cara de Crabbe e o empurrou, sem forças o suficiente para colocá-lo para longe. Não tinha forças para nada. -- Sai... Vai embora sai. -- suas mãos o empurraram de novo e depois mais uma vez, mas no fim, sua cabeça se apoiou no ombro dele -- Ele me deixou Crabbe... me deixou sozinho -- ele disse entre os soluços.
Os olhos dela mantinham-se presos nele, observando suas reações e suas feições. Ele estava sofrendo, ela podia sentir isso. Não conseguia se lembrar de nenhuma vez em que Goyle houvesse chorado antes. Viu ele bater na xícara, a fazendo cair, e pegou a mesma do chão, delicadamente, olhando para dentro do objeto. Logo voltou os olhos pra ele — Quer ficar sozinho? Nem sempre é uma boa ideia. Não vou perguntar o que aconteceu, nem pressionar. Mas acho que é bom saber que tem alguém pra te ouvir — disse sentando ao lado dele, aonde o chá não havia caído, olhando pro lago. Todos sempre falavam que queriam ficar sozinhos, mas geralmente era apenas para afastar as perguntas, afastar os olhares intrometidos. Ela não queria pressiona-lo, não importaria saber ou não. Só queria poder fazer ele não se sentir sozinho, ou sem alguém pra ouvir. Se ele quisesse falar, ela estaria ali
O silêncio voltou a tomar conta do lugar, a não ser pelos tremores e suspiros de Goyle pelo choro. Não prestou atenção no que ela disse mas a ouviu, de fato, não era uma boa ideia estar sozinho, mas não era ele quem tinha escolhido isso. O maldito tinha deixado-a. As lágrimas vinham como uma cachoeira e ele apertava as mãos no pano da calça como sentisse uma dor terrível que não passava. E sentia. Não soube dizer quanto tempo passou, pareceu uma eternidade que rastejava lentamente. Suas pernas doíam e ele as esticou, sua cabeça doía e ele levou as mãos até ela, seu corpo tremia e ele se deitou na grama a fim de se encolher e fazer aquilo passar. Era como um bebê. -- Ele me deixou... Me deixou sozinho... -- foi tudo que conseguiu murmurar
–Desculpe eu só fiquei preocupada quando eu ouvi você– ela disse apreensiva, ele parecia não querer companhia. Mas seu rosto transmitia sofrimento, Anya não podia simplesmente ir e deixa-lo sofrer sozinho. Mesmo sendo um desconhecido. A morena abaixou a varinha para que a luz não ficasse no rosto dele e deu um passo a frente, estava com um certo medo de se aproximar. –Quer falar? As vezes é bom falar com alguém que não te conhece, pois não vai te julgar ou algo do tipo–
Ele não conseguia parar de chorar, o que o fazia odiar-se ainda mais. Não tinha de chorar, tinha de ser homem, mandar um grande foda-se mas não conseguia. Sozinho. A palavra rondava a sua mente como se tivesse grudado ali e ficado. E ficaria para sempre -- Não. Eu não quero falar. Quero que vá embora e me deixe em paz.
Phoenix caminhava na beira do lago negro, olhando pro céu, estava escuro e estrelado, a noite estava fria no geral. E ela mantinha os dedos quentes, segurando a caneca cheia de chá. Porém, seus olhos se voltaram para uma figura que andava quase correndo. Ele caiu de joelhos. E ela pode ouvir o grito alto que foi dado. Dor. Ela sabia o que era sentir dor. Havia passado por isso a pouco tempo, e ainda estava fragilizada pela situação. Ela caminhou calmamente até o rapaz, lhe estendendo a xícara de chá, com um sorriso. — Talvez melhore — ela falou a Goyle, tentando deixá-lo bem
Seu corpo desmoronou, curvando-se para frente e deixando as mãos caírem ao lado do corpo. Como ele poderia ter tido a coragem de se matar deste jeito? Bebendo até não acordar nunca mais e o deixando sozinho para o resto da vida. Sozinho. Aquela palavra parecia ecoar em sua cabeça o que era bem pior do que só apenas ouvi-la. as lágrimas rolaram seu rosto e caíram sobre a calça de cor escura. Não notou a aproximação, mas reconheceu a voz de Phoenix, não conhecia bem a garota, conversavam mais por obrigação, afinal ela tinha algumas ligações com a sua turma. Não queria ser grosso, mas isso era tudo que ele era. A mão bateu na caneca fazendo ela rolar algumas vezes no chão derrubando todo o chá. -- Vá embora. -- ele vociferou.
Ananya ainda não havia se recuperado da morte da mãe, era recente demais para estar recuperada. Depois de passar horas chorando em seu quarto, a menina foi na floresta alimentar os testrálios, era algo que a distría. Em seguida, ela decidiu ir para o lago negro. Já era noite mas Anya usava sua varinha como iluminação e não tinha medo. Assim que parou a margem do lado, apagou a varinha e ficou a olhar a paisagem escura. Até que assustou-se com o grito de alguém que parecia estar próximo –Lumos- A morena falou imediatamente se levantando. Ficou aliviada ao ver que não era nenhum ataque, mas franziu o cenho enquanto se aproximava, com certeza algo muito ruim havia acontecido. –Desculpa eu…ouvi você–
A dor era maior do que ele podua suportar. Como ele teve a capacidade de deixá-lo. Não tinha a mãe, morrera no seu parto, tinha apenas a ele e mais ninguém. Ninguém. Estava sozinho agora, sozinho e perdido. As lágrimas desceram por seu rosto e ele deixou o corpo pender sem forças algumas, seus ombros tremiam. Nunca havia pensado em qualquer outra pessoa que não ele, mas Goyle ainda sim o amava, era sua família. Não sabia o que fazer, nem para onde ir ou se tinha para onde ir. O clarão de uma varinha machucou seus olhos e ele fitou a garota, seu rosto só era dor e raiva -- Vá embora -- ele fociferou, a ultima coisa que precisava era de pessoas com dó dele.
Deu as costas à Dumbledore e saiu da sala, descendo as escadas e seguindo pelos corredores, trombava nas pessoas mais pouco se importava, a visão estava embaçada, as lágrimas mal permitiam ver para onde estava indo. “Sozinho... Ele me deixou sozinho”. Continuou seguindo a diante e mais além até se ver no lago negro. Caiu de joelhos. Um grito doloroso irrompeu de seus lábios e ecoou pelos ares
“Talk to me softly
There's something in your eyes
Don't hang your head in sorrow
And, please, don't cry“
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Era um dia comum como todos os outros, Goyle foi obrigado a acordar cedo para ir as aulas. Ele não sabia porque tinha de ir se estar lá e no quarto era o mesmo, ele não entenderia, ou melhor, não prestaria atenção alguma e por isso, não fazia diferença. Vestiu o uniforme da Slytherin e caminhou pelos corredores para a sua primeira aula, evitando o máximo de pessoas que conseguia. Tinha que aprender a controlar a sua raiva, foi o que lhe fora dito, e ele estava tentando, mas era complicado, as pessoas lhe davam raiva só por olharem-no diferente e convenhamos, olhavam sempre diferente para ele. “O cão de guarda do Malfoy”, porque esperaria um trato normal? Adentrou a sala e sentou-se numa das carteiras, logo, Crabbe, Pansy, Blaise e Draco estavam ali, conversaram algumas palavras mas o menino se mantinha distante, como se pressentisse que algo estava para acontecer.
E o restante do dia foi assim, passando de uma sala para outra, ouvindo reclamações dos professores por atrapalhar a aula. Mais duas detenções ganhadas naquele dia. DCAT e Estudo Trouxa. Aliás, Estudo Trouxa servia para que? Gente nojenta que nem deveria estar entre eles. “Nascidos-Trouxas”, já estava ai o lugar deles, no nome de sua própria raça. Pelo menos era o que Draco dizia, ele concordava, ou achava que sim, não fazia diferente, eram trouxas, nem deveriam ter poderes. Pareceu ter ofendido uma garota quando expôs sua opinião fazendo os amigos de casa rirem. “Babaca”, ele xingou mentalmente enquanto os amigos saiam e ele ficava na sala. Uma redação sobre trouxas, ainda não entendia porque uma coisa tão inútil estava entre as matérias.
Estava na primeira palavra ainda quando Snape adentrou a sala e disse que levaria-o dali. O que ele não sabia dizer se era pior ou não, afinal era o diretor de sua casa. Caminhou atrás dele sem dizer uma palavra, e o professor do mesmo modo. Caminhavam para a sala de Dumbledore. -- “- Eu não fiz nada... aquela garo...” -- ele começou tentando se explicar, teria sido tão ruim a ponto de ter de ir ver o velho? -- “Calado!” -- foi tudo que ele disse e Goyle obedeceu, seguindo adiante e subindo as escadas em espiral que dava para a sala do professor e diretor de Hogwarts. Dumbledore estava ao lado de sua fênix, mexendo com a ave. Snape fez menção ao homem e ele pediu que o mesmo saísse, deixando-o sozinho com o menino. “Senhor eu não fiz...”
- Nada? -- o homem questionou caminhando a sua mesa e calando o menino -- A Gregory, você faz muitas coisas, nós sabemos, por aquele seu amigo Draco, mas não é disso que quero falar hoje criança. Venha, sente-se. -- ele chamou indicando a cadeira a frente, Goyle o obedeceu e sentou-se, havia uma carta e o homem indicou-a em silêncio para que ele a pegasse e lê-se, o obedeceu mais uma vez e abriu a carta que por ventura já tinha o lacre rompido.
“Caro senhor Dumbledore,
Viemos em medida desta informar que o Sr. Goyle foi encontrado nesta noite de terça, dia 19 de novembro, morto na sala de sua casa. Uma perícia cautelosa fora feita e chegamos a conclusão de que o homem teve uma overdose após muitas doses. Como diretor da escola de magia e bruxaria Hogwarts e responsável pelos alunos, deixamos a tarefa de informar seu filho, Gregory Goyle da morte do homem e também deixá-lo ciente que como não há nenhum outro membro da família herdeiro, as poses e finanças passam a ser agora do rapaz.
O Ministério.”
Goyle não acreditou no que lia e olhou para o homem que o fitava esperando uma reação. “É verdade... Meu pai... Estou sozinho agora.”. -- Criança, você não está soz... -- o homem começou, como se pudesse ler seus pensamentos mais Goyle se levantou batendo a mão na mesa, apertava a carta entre os dedos. -- Não diga o que não sabe velho. Não diga o que não sabe. -- ele disse com a voz alterada, os olhos vermelhos, ele controlava as lágrimas mas o controle não durou muito tempo. Deu as costas ao homem e saiu da sala, descendo as escadas e seguindo pelos corredores, trombava nas pessoas mais pouco se importava. Continuou seguindo a diante e mais além até se ver no lago negro. Caiu de joelhos, não via muito bem pois seus olhos estavam embaçados. Um grito doloroso irrompeu de seus lábios e ecoou pelos ares.
Pega a sua varinha e desconta em algo imóvel que não vai te denunciar para ninguém e nem vai te colocar em detenção.Sei que não tem medo de detenção mas melhor evitar a perda de tempo.-disse concertando a gravata dele.-Agora respira fundo.Já acalmou?
- Prefiro descontar na cara daquele mini babaca. -- disse ainda um pouco nervoso encarando a garota ainda parado no mesmo lugar que antes. -- Não, ainda to nervoso...
How long, buddy? | Time Turner Task - Flashback {Crabbe & Goyle}
Crabbe estava mais aliviado de ter sido selecionado para Sonserina e ter reencontrado Draco Malfoy e Blaise Zabini. Sentia-se um pouco mais “em casa” sabendo que tinha garotos com os mesmo propósitos que o seu, ou então, que foram criados do mesmo modo. O tratamento por Draco não havia sido muito bom, o garoto estava deslumbrado demais com estar em Hogwarts e estava se achando uma celebridade, de modo que todo cuidado era pouco. Aquilo havia o irritado um pouco, mas nada que não pudesse superar, pelo menos agora tinha um grupo. Sentando-se no salão comunal abriu mais um saquinho de feijõezinhos de todos sabores, vendo uma garota de cabelos curtos reclamar que os pés doíam pelo salto. O que ela esperava? Tinha 11 anos, era nova demais para saltos. — Tudo tão estranho. — murmurou mais para si mesmo, comendo uns sapinhos enquanto observava a turma.
“Não seja um fraco derrotado”, foram as palavras de seu pai antes que ele embarcasse no Expresso Hogwarts. Não era bem o tipo de frase de um pai para um filho que estava prestes a passar uma maratona longe de casa pela primeira vez em sua vida, mas não se esperava mais do que isso de seu pai. Um homem machista e orgulhoso, o Sr. Goyle tomaria conta para que o filho não vacilasse com ele, mesmo que tivesse de puni-lo severamente por isso. -- Não ser um fraco derrotado. -- ele sussurrou para si mesmo enquanto entrava no salão comunal de sua casa, tinha sido selecionado para a Sonserina, como o próprio pai, talvez aquilo o orgulhasse mais, sem contar que isso significava que estava na mesma casa dos já amigos de infância. Se é que o que eles tiveram de vida poderia ser chamado de infância. Avistou Crabbe sentado quando prestou atenção no cômodo em que se encontrava, fazia, na realidade, um bom tempo que não via o garoto. -- Crabbe... -- ele chamou enquanto se aproximou e jogou-se ao lado dele no sofá. -- Do jeito que você sumiu o pessoal achou que você e seu pai tinham morrido. Pelo jeito não. -- ele disse com um meio tom de humor, era claro que sabia que eles não tinham morrido, ou quase isso, boatos eram boatos.
Sinceramente Goyle,acho que deveria se acalmar-colocou a mão no ombro dele se dirigindo a criança com quem ele falava que tremia dos pés a cabeça.-Vá embora criança ele estava só brincando.Agora você hein Goyle francamente,brigando com crianças do segundo ano.Ficou louco ou é falta do que fazer?
Seus olhos raivosos dirigiram-se a garota que se intrometeu na briga, teria dito poucas e boas à ela se não tivesse reconhecido seu rosto, fitou o garoto e deixou que ele fosse, mesmo que sua vontade fosse de agarrar a parte de trás da camisa dele e socá-lo até não poder mais. Olhou de novo para a garota, meio contrariado -- Ele me ofendeu.
Não me importa nem um pouco, será ótimo para a minha casa isso sim. Valentão isso você já comprovo que não é… - Permaneceu intacta em seu lugar, não iria se mover nem mesmo PT ameaça daquele rapaz. - Então terás que me tira aqui da sua frente.
A garota já o irritava mais e até mesmo havia se esquecido do maldito primeiranista que não havia sido informado que Goyle não gostava de ser insultado. Sua mão segurou o punho dela e a trouxe para perto, seus dedos fortes apertavam o braço dela com força que ele não se ligava em controlar, ou seja, força demais para se usar com uma garota mesmo que não se importasse com o bem estar dela. -- Escute aqui... Você tem sorte de ser uma garota, mas pode não durar muito tempo, então pense bem antes de falar as coisas que quer falar, a consequência pode não agradar muito. -- ele a soltou de supetão empurrando-a e saiu andando pisando duro.
Lógico que faz Goyle, porque ele ia se cortar. Acho que do ouvido eu não entendi, mas ele ia ficar sem ouvido e isso é ruim, é boa ameaça se ela virar realidade. Que nem a Pansy disse o outro dia - imitou a garota tombando o quadril pra um lado e fingindo mascar chiclete que nem uma vaca - “Azar de todos não escutarem minha voz maravilhosa, porque eu sou sonserina e eu posso”, tipo, se ele ficar sem ouvido ele vai ter dor e não vai poder ouvir como somos bons e dai é azar pra ele, - tentou explicar - Obrigada por confiar, mas eu quero fazer algumas coisa também. Eu posso xingar então, eu sou bom nisso. Quer ver? Assim fica bom,
Bateu com a mão na própria testa, fazendo um estalido com o choque, ele até podia não ser considerado a pessoa mais esperta do mundo, tão pouco a mais estudiosa, mas se comparado a Crabbe, ele era quase uma Granger. Fitou a imitação do rapaz referente a amiga nem um pouco humilde e não sabia se ria ou se chorava. -- Por Merlin, não faça mais isso, mais um pouco e eu acredito que você é uma garota. -- comentou furtivamente um pouco contrariado, a ideia era um pouco repulsiva. Cerrou os olhos, tentando decidir se xingar a ameaçar seria uma tarefa mais simples para o amigo -- Tente... -- incentivou meio sem ter certeza do que iria ouvir e se queria ouvir.
- Eu tinha esperança nele até o segundo ano, depois disso notei que não ia rolar muito, ele é melhor calado e batendo. -- ponderou assentindo com a cabeça algumas vezes, como quem concordava com o que dizia e fitou Draco -- Claro, é um primeiranista, tenho o resto do ano pra bater nele. Claro. -- concordou tentando controlar-se referente aos insultos do garoto, provavelmente alguém mais velho estava por trás dele, sussurrando coisas ridículas sobre os sonserinos e principalmente sobre seu círculo de amizade. Goyle não gostava daquilo.