sleepy.
Ultimamente o bar tava começando a esvaziar perto das onze da noite; e agora mesmo dava pra sentir o ar de despedida nos poucos clientes a finalizarem seus vinhos antes de tomarem partida para os seus quartos no hostel.
Apesar da hospedaria sempre ficar lotada na época do natal, o mesmo não acontecia com o bar - e a família do Lili tava até bem acostumada com isso, diga-se de passagem. O próprio Lian tava sentadinho num banco próximo a bancada do bar, observando os últimos clientes irem embora enquanto virava o olhar para o @sm-daeho, o funcionário extra da noite.
“É o seu primeiro dia aqui?”
O lobinho perguntou num tom de voz baixo, servindo pra antecipar um bocejo manhoso antes de deslizar os braços franzinos na mesa e apoiar o rosto por cima do direito, parecendo muito sonolento e preguiçoso.
Essa era o privilégio de ser o caçula querido do dono, né?
quando o volume de pessoas no bar começou a diminuir, daeho comemorou mentalmente. menos pessoas significava que o turno acabaria mais cedo, logo, poderia ir bagunçar com seus amigos ainda mais cedo do que o esperado. por isso não estava debruçado ou já com cara de cansado, na verdade, estava até bem feliz enquanto servia um dos últimos copos, ao que indicava a situação do local.
foi aí que escutou a voz melodiosa de lian, o caçula dos donos do lugar. ele sabia quem era, óbvio, todo mundo alertou que a família era extremamente protetora com o garoto, visto que era o único ômega; essa situação faziam com que os olhos verdes esmeralda de daeho brilhassem. “é sim, espero não ser o último, chefinho.” respondeu com um sorriso discreto.
seria mentira se dissesse que a aparência do garoto não havia mexido consigo e lhe deixado interessado, mas aquela não era a hora, nem o lugar, embaixo das asas da família superprotetora. “não está na hora de estar na cama?” perguntou e, apesar do tom irônico, provocava-o para que iniciassem uma conversa. “ou precisa de uma bebida para acordar? eu pago.”















