martinayala:
Eu não sou responsável? Perdi a conta de quantas vezes já tive que deixar o que estava fazendo e ir correndo te ajudar, independente do que estivesse fazendo. Well… Pessoas estavam morrendo, ela morreu, pessoas continuam morrendo.
O nosso pai escolheu ficar dentro de casa por anos, sem fazer nada, sem querer viver. Por que é o que ela fez. É o que eu sinto, Sofía. São coisas diferentes, não adianta comparar com o que o Thor fez ou o que a Siryn fez. Sim, eu posso. Quando um não quer, dois não brigam. E eu não quero. Então você pode ficar aí falando com a parede, eu tô indo embora. O que eu devia ter feito faz muito tempo. Você acha que é adulta e sabe se virar sozinha? Ótimo! Menos uma coisa para a minha lista de preocupações. Assim que conseguir tirar nosso pai dessa lista eu tô fora daqui. Cresce você, Sofía. Eu tive que fazer isso assim que a mamãe morreu, você não cresceu até hoje.
Bom, pode deixar que eu vou lembrar de não pedir sua ajuda pra mais nada, Marty, thank you so much.
Acha que isso é culpa da nossa mãe?! Por que você quer tanto colocar a culpa em alguém pra tudo?! São coisas diferentes porque ela não nos abandonou. Você nunca quer nada que exija mais de dez minutos do meu lado, Martín, fala sério. Crescer e ser um cretino são duas coisas diferentes, e quer saber, a porta da rua é serventia da casa, mas você já sabia disso já que nunca está aqui mesmo, não é? Não esquece de trancar quando sair.










