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@solis-kei
This is why we dance: Because screaming isn’t free.
Please tell me: Why is anger–even anger–a luxury to me?
— Mohammed El-Kurd, from “This Is Why We Dance,” Rifqa
solis-lusionart:
「 kei achava graça na animação de hayoon, não esperava que aquela simples informação - que de alguma forma parecia tão terrivelmente mundana - poderia causar uma mudança tão espetacular no ânimo de alguém, muito menos nos ânimos do mais novo. ainda assim, a mulher decidiu perturbá-lo um pouco, franzindo o cenho em uma expressão que imitava algo muito parecido com chateação.
“quem não acredita nisso sou eu!” falou em um tom exagerado para combinar com a expressão facial em seu rosto, “tantos anos vivendo juntos e você nunca se interessou pelos meus afazeres? sou somente uma… uma vizinha para você, hayoon?” assim que a última palavra escapou de sua boca, kei se permitiu rir, desfazendo completamente sua encenação. não se importava se o outro não sabia sobre seu emprego ou o que fazia fora da vila, ela também deixava muitas dessas informações escaparem de sua mente de vez em quando. e no momento, o que realmente importava era que ele estava ali para prestigiá-la e se tinha algo que kei gostava, era ter os olhos dos outros para si, especialmente se tratando daquele palco.
“deriya deve começar sua apresentação agora, em seguida será minha vez…” comentou rapidamente enquanto deixava seus olhos correrem até o grande palco no meio do salão, isso lhes dava alguns minutos antes de kei ter que correr até os bastidores do local. “vamos, vou arranjar algo da cozinha para você experimentar.” 」
Em tal momento, estava se sentindo um pouco de vergonha, porque parecia muito ruim de sua parte não saber o mínimo das pessoas que moravam consigo desde sempre. Não que ele não soubesse, mas alguns detalhes passavam despercebidos ou Hayoon esquecia facilmente, porque sua memória não era uma das melhores.
— Não é isso… — A fala parou no meio, notando a risada e deduzindo ser uma brincadeira, novamente estava caindo em brincadeiras por não conseguir diferenciar corretamente, ao menos, o fez rir também. — Mas falando sério. Eu sou desligado! — Resmungou com um bico nos lábios, assumindo uma pose de criança irritadiça, por mais que não fosse. Mas agora estava ali, iria encobrir aquele esquecimento com palmas e mais palmas com a apresentação que estava por vir, porque daquela vez, ele era apenas um espectador. Só que a saudade de treinar em um palco… Ela surgia com força em seu peito.
A seguia pelo local, maravilhado por tudo. Tudo tão animado e bonito, os olhos do Ryu nem sabiam onde focar, qual local olharia primeiro já que qualquer coisa que envolvesse arte lhe deixava feliz. — Tudo bem! Ah é, eu trouxe minha câmera, posso filmar? Quero ter um registro!
「 por alguns momentos, a mente de kei parecia estar em outro mundo, um universo de cores e cheiros inimaginavelmente atraentes e belos, essa era a experiência que phoukar dizia oferecer e, claro, que tudo aquilo começava em sua cozinha. a dançarina acenou com a cabeça para dois funcionários, que logo sorriram e voltaram a conversar entre si permitindo que as duas pedras preciosas adentrassem a cozinha do local sem dificuldade. o lugar borbulhava não somente com caldos e outras especiarias, mas também com vida, seus funcionários andavam de um lado para outro carregando bandejas e panelas.
“não só pode como deve!” kei logo exclamou entusiasmada com a ideia, virando-se para hayoon com um sorriso convidativo, “e falo não somente de minha performance… essa com certeza você deve filmar, ok? mas de toda sua experiência por aqui, acho que daria uma exposição bonita, talvez uma colagem…” começou a divagar da mesma forma que seus olhos começaram a passear pela cozinha, espiando algumas bandejas.
aproximando-se de uma das bancadas, pegou uma pequena tigela lindamente enfeitada em mosaicos vermelhos e laranja e recheada com pequenos triângulos de massa. eram como pequenos pães, porém triangulares e com um belíssimo brilho dourado em seu exterior, por dentro, kei sabia que havia recheios temperados e que pareciam derreter na boca. logo entregou a tigela para o mais novo, somente roubando um dos pães e mordendo a pontinha.
“cuidado que ainda estão quentes, mas tenho certeza que você vai adorar.” comentou entre pequenos sopros que dava na abertura de seu próprio pãozinho, o vapor subia junto com o aroma apetitoso do recheio vegetal. rapidamente seus olhos recaíram sobre o relógio que ficava no centro do local, logo teria que se preparar no backstage para sua apresentação, então necessitava achar uma boa mesa para que hayoon pudesse curtir o show.
“me diga, gostaria de fazer parte da fila do gargarejo ou prefere algo meio camarote?” 」
Tem alguma coisa que te relaxa antes ou depois de uma missão?
“ dançar já é muito clichê, muito batido, né? tenho que melhorar meu repertório para parecer interessante em conversas… ah, posso dizer que então faço alongamentos? normalmente antes das missões porque você nunca sabe se vai ter tempo pra fazer algo assim depois de uma. “
Existe alguma diferença entre você e a pedra preciosa? Por exemplo, algum traço de personalidade que surge do nada.
“ eu… eu não sei? somos a mesma pessoa, não somos? então não acho… não acho que deva haver alguma diferença… ah, bem, se tivesse alguma diferença seria melhor você perguntar para a thalassa e não para mim, né? acho que ela saberá responder melhor! ah, que besteira… “
Sua habilidade já saiu de controle? Se sim, que tipo de resultado teve?
“ bem… eu tive um acidente recentemente que com certeza pode ser considerada uma falha. está fazendo uma clássica gavinha de água, coisa simples mesmo, mas a ponta que envolvia a minha mão começou a congelar, isso não deveria acontecer. vou te poupar maiores detalhes, mas acabei com uma bela queimadura de gelo na mão direita… “
Já correu o risco de mostrar sua habilidade para algum civil?
“ aí está uma coisa que eu tenho que fazer um esforço extra para me controlar. não sei quantas vezes o pai teve que botar isso na minha cabeça, só assim eu parei de arriscar acabar mostrando minha habilidade por bobagem… nas missões fica mais difícil ainda, já até consigo sentir o puxão de orelha, ai… “
Já utilizou seu poder por algum motivo egoísta, ou até bobo?
“ ah… o tempo todo! certo, não o tempo todo, porque né… civis… porém eu já perdi a conta de quantas vezes eu poderia simplesmente levantar da cadeira para apertar o interruptor ou me esconder atrás de algum jarro de planta ou simplesmente levantar um pouco o pescoço para bisbilhotar quem estava chegando, mas eu preferi usar minha habilidade para isso. “
Já teve alguma missão que sentiu que não iria conseguir? Ou que teve medo de falhar.
“ me chamaria de metida se eu dissesse que não? quer dizer, já tive medo algumas vezes, mas não consigo lembrar de alguma vez que eu tenha pensado ‘ah, eu não vou conseguir’ entende? talvez essa mentalidade me ajude, talvez seja isso! a ideia de que eu vou sim conseguir, só preciso tentar um pouco mais… “
Sua habilidade já saiu de controle? Se sim, que tipo de resultado teve?
“ acontecia mais vezes quando eu era mais nova, hoje em dia eu acho que tenho mais controle. uma de minhas primeiras memórias de treinamento foi a tentativa de andar sobre a água, estava tudo bem até que de repente eu estava afundando naquele tanque… eu admito que foi bem assustador na hora. “
thalassa. hydrokinesis. 23
it was any night ;
“ quanto tempo pro seu intervalo mesmo? ´´
tentar ser mais alto que a música era foda, mas não tanto quanto tentar entender como alguém conseguia manter aquilo como profissão. tinha que ter muito amor envolvido para passar tanto tempo dançando em um restaurante, arriscando olhares esquisitos de pessoas que enchiam a boca com comida.
bennu pigarreia, tendo que dar espaço para mais outra pessoa grande demais passar por ele com a cara de tonto ao espiar @solis-kei. ou ao menos, bennu jurava que era para ela que o homem olhava —— e ele tentava não julgar muito, visto que reconhecia que sua irmã sabia dançar, como também sabia fazer enquanto sendo bonita. para esse último ela nem precisava se esforçar muito. .
ele checa o horário no celular. talvez devesse ter escolhido um outro dia para passar o tempo com a garota. o problema é que se conhecia bem o suficiente para saber como instável eram suas vontades, sua energia, seus quereres. poderia de repente não ter forças para estar ali, vestido bem o suficiente só porque é algum restaurante, e não um dos fast food no qual terminava quando comia fora de casa.
antes de tornar à caminhar nos espaços do restaurante movimentado, bennu tenta chamar atenção dela mais uma vez, dessa com gestos, e aponta para onde a esperaria: uma das mesas por ali mesmo, em algum cantinho.
「 sendo o mais sincera possível, não esperava a presença de bennu ali no restaurante. com tanto tempo de convívio, kei conhecia - ao menos o básico - dos humores do telepata, mas esses não a irritavam, pelo contrário, se divertia com eles. e naquele momento, estava se divertindo ainda mais pela forma com que bennu parecia tão terrivelmente deslocado no meio da multidão do estabelecimento. já tinha perdido a conta de quantas vezes teve que suprimir um sorriso e prender o próprio riso na sua garganta desde que o tinha avistado em meio as mesas, ainda mais quando ele tentava se comunicar com ela enquanto ainda estava no palco. foi a pergunta dele - quase inaudível - que fez com que kei perdesse um pouco da compostura, deixando um sorriso brilhar em seus lábios por curtos momentos antes de voltar a expressão mais séria de sua performance. provavelmente seus telespectadores não se importariam com um sorriso - talvez até gostassem da ideia - mas kei levava seus "espetáculos" a sério e se o tema que lhe foi passado para a noite era drama, ela o entregaria.
não demorou muito para que seu tempo no palco acabasse. após concordar levemente com a cabeça para o aviso de bennu - e assisti-lo tomar um lugar entre a cardume de mesas - pode continuar sua performance sem mais interrupções e assim que a última nota tocou e os holofotes virados para o palco se apagaram, kei pulou para o piso do salão. entre pequenos cumprimentos e sorrisos, a mulher marchou em linha reta até a mesa onde bennu se encontrava, só parando um momento para roubar dois copos de uma bandeja de um garçom que passava por ali.
“espero que o show tenha sido de seu agrado” comentou com um sorriso quase travesso enquanto entregava um dos copos para bennu, o suco possuía um lindo tom avermelhado diluído entre cubos de gelo e pequenas folhas de menta para um toque mais fresco. “se tivesse me avisado com um pouco de antecedência, eu poderia ter preparado um número especial para você!”
assim, brindou com o copo do outro e então passou a beber do suco enquanto recuperava a respiração, só após se sentar ali que tinha começado a sentir o cansaço da rotina de sua performance. imaginou então se o outro também estava cansado, afinal os acontecimentos recentes pareciam ter colocado um peso a mais nos ombros de cada um dos moradores da vila, mas mais especificamente nela e em seus irmãos, e bennu parecia ter uma carga especialmente pesada. “mas então… como foi a conversa com seu pai? espero que ele não tenha puxado muito a sua orelha.” 」
we don’t talk about… the dinner !!
&.thread with @solis-kei
imagina a cena… bruno corria escada acima da vila viveri com a fofoca na ponta da língua. haveria um jantar, sua mãe havia dito e os boatos corriam no centro solis sobre a pauta. tudo parecia um pouco agitado demais depois da última missão em conjunto. uma falha? ele iria descobrir em breve. contar o que sabia no momento seria crucial para conseguir novas informações, e quem melhor que kei para dar a cartada final?
— o passarinho canta no rio !! — um código, sim. significava que ele tinha algo urgente para contar a ela, algo que não poderia ser deixado para outra hora e com essa mesma urgência, foi levado com pressa até o local seguro onde conversariam. — nós estamos de fato fodidos. muito fodidos. — lançou aquele olhar de quem ainda tinha mais por vir.
「 tinha tido que morder a própria língua para não dar alguma resposta engraçada para seu pai quando este lhe contou sobre um jantar que estava sendo planejado ainda naquela semana. não porque tivesse medo de ser repreendida por suas palavras, mas sim porque precisava guardá-las para entregar a única pessoa que vinha a sua mente em momentos como aquele: bruno.
seus passos logo estavam sendo ouvidos pela vila e kei logo percebeu o som de outros passos que pareciam vir em sua direção, era exatamente quem ela estava procurando, nem precisou abrir a boca, o sinal entre os dois confirmava que o outro também tinha algo muito interessante para contar.
“fodidos? pensei que iriamos jantar…” kei deixou escapar enquanto uma certa dose de surpresa estampava seu rosto, no fundo imaginava que algo diferente estava prestes a acontecer com o centro, somente não imaginava que a situação poderia ser tão ruim assim. “acha que tem algo a ver com a missão mais recente? para falar a verdade, eu não prestei muita atenção no que os outros estavam fazendo ali…” acontecia isso às vezes, thalassa parecia simplesmente focada demais em suas próprias habilidades para ler a imagem completa da missão que eles recebiam. “pai soo falou sobre alinhar metas para esse mês e passar tempo com as famílias, eu não deveria suspeitar tanto disso, mas… bem…” 」
❛ 𝗹𝘂𝗺𝗶𝗻𝗼𝘂𝘀 𝘁𝗿𝗶𝗰𝗸 loading starter with @solis-kei ,🔮 ❟
A animação do garoto era nítida por diversos motivos e poderia ser considerado até um milagre, visto que Hayoon animado era raro, era mais fácil o encontrar de cara fechada. Só que não naquele dia, porque se tinha arte envolvida, ele estaria lá!
Crianças quando ansiosas por algo que querem, não conseguem dormir devido a euforia e bem, não era um problema para si. Tudo isso era culpa de Kei, a mais velha tinha "prometido" o levar ao restaurante que se apresentava e agora, estavam ambos ali.
— Eu quero muito ver, to ansioso! — Comentou sorridente, os pés não conseguiam parar quietos enquanto esperavam para entrar. — Ainda não acredito que nunca me toquei do seu serviço, Kei, sério...
「 kei achava graça na animação de hayoon, não esperava que aquela simples informação - que de alguma forma parecia tão terrivelmente mundana - poderia causar uma mudança tão espetacular no ânimo de alguém, muito menos nos ânimos do mais novo. ainda assim, a mulher decidiu perturbá-lo um pouco, franzindo o cenho em uma expressão que imitava algo muito parecido com chateação.
“quem não acredita nisso sou eu!” falou em um tom exagerado para combinar com a expressão facial em seu rosto, “tantos anos vivendo juntos e você nunca se interessou pelos meus afazeres? sou somente uma… uma vizinha para você, hayoon?” assim que a última palavra escapou de sua boca, kei se permitiu rir, desfazendo completamente sua encenação. não se importava se o outro não sabia sobre seu emprego ou o que fazia fora da vila, ela também deixava muitas dessas informações escaparem de sua mente de vez em quando. e no momento, o que realmente importava era que ele estava ali para prestigiá-la e se tinha algo que kei gostava, era ter os olhos dos outros para si, especialmente se tratando daquele palco.
“deriya deve começar sua apresentação agora, em seguida será minha vez…” comentou rapidamente enquanto deixava seus olhos correrem até o grande palco no meio do salão, isso lhes dava alguns minutos antes de kei ter que correr até os bastidores do local. “vamos, vou arranjar algo da cozinha para você experimentar.” 」
“O que no seu poder você mudaria ?”
“ algo em meu poder que eu mudaria? acho que minha única reclamação é como minha pele fica seca as vezes, também tem vezes que fico parecendo uma uva passa, me deixa com uma certa agonia. porém, acho que é só isso… por algum motivo essa é a desvantagem que mais me incomoda. “
“ Conte o seu maior plano para uso de seus poderes ! ”
“ eu tenho planos demais! não posso contar todos eles, é claro, se não vai perder toda a graça! porém, tenho muita vontade de fortalecer algo que chamo de niflheim. é algo meio difícil de explicar, eu realmente queria… você tem papel e caneta aí? “