myungdxxe:
      - ÌÌ â mordisca o lĂĄbio ante o nervosismo de vĂȘ-la machucada, molestando a superfĂcie avermelhada ao que analisa a expressĂŁo feminina. embora exista a tentativa de sucumbir o pĂąnico da fisionomia, a menina tem consciĂȘncia de que havia falhado miseravelmente. pois a mandĂbula treme e ela precisa engolir o choro que estava engasgado na garganta. desviando o olhar por alguns instantes ao que repuxa o ar, buscando controlar vestĂgio de estabilidade em seu prĂłprio Ăąmago. ââ C-como eu nĂŁo ficaria preocupada ao vĂȘ-la machucada huh? Desculpe-me por chamĂĄ-la assim.ââ gagueja inicialmente no momento que eleva o olhar, o cenho se contraindo ao contemplar a doce musicalidade do riso da amiga. ââ Se vocĂȘ der risada vai doer mais.ââ Sopra de forma tardia junto a um suspiro de preocupação, os lĂĄbios contornados em um bico temporĂĄrio.  ââ Aish. NĂŁo seja boba! Eu jamais irei me acostumar com essa imagem. Eu nĂŁo gosto de vĂȘ-la machucada. Eu posso me acostumar com o seu mau-humor matinal, posso me acostumar com tudo. Menos isso. Eu sei que Ă© seu jeito, mas aish. VocĂȘ ferida Ă© algo que meu coração nĂŁo aguenta ver.  ââ Ă sincera ao que termina de falar, recompondo-se ao elevar o queixo para observĂĄ-la com um olhar mais carinhoso, ainda que particularmente preocupado.  ââ âCĂȘ deveria me ensinar a bater tambĂ©m. Eu nĂŁo sou de violĂȘncia, mas eu sinto vontade de bater na pessoa que te deixou assim. Aish. O que aconteceu dessa vez huh? Quem vocĂȘ defendeu? ââ A mais baixa morde o lĂĄbio inferior mais uma vez, as digitais da mĂŁo direita indo em direção aos cabelos daquela para deslizar por aqueles de forma carinhosa.  ââ Ă sĂ©rio. Eu posso ser pequena, mas eu sou bem ĂĄgil. Droga. Eu âtava quase chorando a dois segundos atrĂĄs, mas agora eu âtĂŽ rindo. Eu nĂŁo sou tĂŁo baixinha assim, okay? Ainda tenho altura suficiente para chutar bundas igual vocĂȘ me ensinou. ââ  Mostrou a lĂngua para a outra, ao que se permite rir um pouco, os dĂgitos retornando para os ombros da amiga com cuidado.  ââYa. NĂŁo seja boba. VocĂȘ sabe que eu me preocupo com vocĂȘ. Tendo tempo ou nĂŁo, sempre arranjarei um tempinho extra âpra ser chata e pegar no seu pĂ©. ââ Maneou negativamente com a cabeça, analisando os curativos da amiga posteriormente.  âââTĂĄ. Mas eu ainda irei pegar alguns analgĂ©sicos para vocĂȘ. Me recuso a pensar na possibilidade que vocĂȘ âtĂĄ sentindo dor. Eu âtĂŽ com as chaves da farmĂĄcia. Eu vou e volto em dois minutos. Mas eu nĂŁo sei se posso deixĂĄ-la sozinha. Huh. Isso Ă© tĂŁo difĂcil. ââ Amaldiçoou-se por nĂŁo estar com a sua bolsa, comprimindo os lĂĄbios logo em seguida. ââ Seu corpo pode atĂ© se recuperar por conta prĂłpria, mas nem por isso irei deixar a minha amiga com dor. Eu ein. Eu vim âpra essa Terra por vĂĄrias razĂ”es. JĂĄ disse isso âpra vocĂȘ e uma delas Ă© cuidar de ti, garota. ââ Sorri da melhor forma que pĂŽde, abraçando-a com cuidado logo em seguida.  ââ Eu amo vocĂȘ, Yul-ah. Me desculpe por cada um dos meus chiliques. ââ
Mesmo sabendo que estava em pĂ©ssimas condiçÔes, Haneul nĂŁo resistiu e acabou por abraçar Myunghee. Conseguia ver pelos pequenos detalhes na expressĂŁo da garota que ela ainda estava muito abalada -- e, mesmo que nunca fosse dizĂȘ-lo em voz alta, Yul sentia-se culpada quando aquilo acontecia. Myunghee era muito sensĂvel, e Yul detestava saber que era causa de preocupação para a menor. â Aw, nĂŁo fique assim, babe. NĂŁo chore, vamos. Nem eu estou chorando, e tem lugares no meu corpo que jĂĄ nem devem ter sangue. Hm? Vem, vamos sentar, conversar um pouco enquanto eu ajeito estes curativos. NĂŁo precisa me pedir desculpas, anjinha. NĂŁo me incomodo quando Ă© vocĂȘ que me chama assim. â Sorriu, tratando de sentar-se no chĂŁo da pequena casinha em que estavam. Era ali que Haneul passara a viver, graças a a ajuda de Hansol e Myunghee, depois que fugira de casa. Puxou uma almofada e depois deu alguns tapinhas nela, como sinal para que a outra sentasse ao seu lado. â Vai doer, mas, ainda assim, eu prefiro sorrir. â Comentou, apontando para seus lĂĄbios que continuavam puxados para cima. â VĂȘ? Choramingar nĂŁo vai me ajudar agora. Rir me faz esquecer um pouco da dor, Ă© verdade. E, meu anjo, sei que vocĂȘ estĂĄ tentando me dar uma lição agora, mas vocĂȘ fica muito fofa preocupada e fazendo bico desse jeito. â Comentou, em uma brincadeira leve, embora suas bochechas estivessem coradas pelo comentĂĄrio de Myunghee. Yul ainda nĂŁo estava acostumada com alguĂ©m se preocupando tanto consigo; era uma sensação que ela nĂŁo aprendera a corresponder. â Eu sinto muito, de verdade, por te magoar tanto assim. Eu nĂŁo consigo controlar... â Desta vez seu tom era ameno, minĂșsculo contra as paredes de madeira da casa. Deitou sua cabeça no ombro dela, suspirando baixinho enquanto apertava mais alguns de seus curativos. â Eu nĂŁo quero ver vocĂȘ entrando em brigas. Eu jĂĄ faço isso para vocĂȘ e Hansolie nĂŁo terem de sujar as mĂŁos, aish. Meu coração morreria de ver vocĂȘs duas machucadas. Hm. Tinha um homem... Um babaca, na verdade. Ele estava assediando as meninas que estavam saindo da escola. E suponho que ele achou que eu era estudante tambĂ©m, porque veio se meter comigo. Ai eu desci porrada nele, mas, ah, ele tinha uma faca tambĂ©m. Foi um ataque surpresa. â Contava a histĂłria sem nenhum tipo de emoção, exceto desgosto pelas atitudes predatĂłrias do homem. Com um pano umedecido, limpou o sangue seco espalhado por seu corpo. Sua cabeça inconscientemente pendeu para o lado que Myunghee acarinhava. Yul nĂŁo sabia reagir a afeto, mas adorava quando suas amigas prĂłximas lhe ofereciam conforto. Era a melhor sensação do mundo. â Eu sei, eu sou muito engraçada. VocĂȘ Ă© minha nanica. Minha pequena fada. NĂŁo posso deixar que vocĂȘ vĂĄ chutando bundas por aĂ, mesmo que tenha confiança em minhas habilidades como professora. Ă sĂ©rio, Myunghee, eu quero vocĂȘ sĂŁ e salva e bem longe de qualquer um que possa te machucar. E, sim, eu sei disso... VocĂȘ Ă© quase minha mĂŁe, o que Ă© estranho, porque vocĂȘ Ă© mais nova do que eu. Mas... Eu gosto de saber que vocĂȘ se preocupa comigo. AnalgĂ©sicos? Eu agradeceria. Preciso de um estoque desses aqui em casa, mas nunca sobra dinheiro para eu comprar. TambĂ©m nĂŁo quero ficar te extorquindo, isso nĂŁo Ă© certo. E, oh, a farmĂĄcia Ă© aqui perto, meu anjo. Prometo que nĂŁo vou me mexer um milĂmetro. â Retribuiu o abraço de Myunghee, sem saber ao certo o que dizer. â Claro, assim como eu vim para poder te proteger. Eu tambĂ©m te amo, Myunggie. NĂŁo precisa se desculpar pelo seu jeitinho.Â






