-- Eu ‘tô falando seríssimo! Uma caverna de cinquenta quilômetros foi descoberta na lua, estão considerando a possibilidade de fazer uma base para astronautas por lá inclusive. E sabe o que isso significa? Que nós estamos FODIDOS. Porque eu tenho certeza que vai ter uma colônia alienígena fazendo uns cultos não muito legais por ali, e aí eles vão ficar com raiva por terem interrompido os rituais deles e vão tentar destruir a humanidade. Sério, Crota vai querer nossas cabeças... Há, ‘tô brincando. A parte sobre o culto é uma referência. Que foi, pra quê essa cara, nunca jogou Destiny? Foi uma referência legítima, ok?
Isso faz total sentido, mas eles deviam ter me levado também. Uma viagem intergaláctica ficaria boa no currículo, não acha?
-- Pode ser, mas nunca se sabe o que aliens estão querendo, porque eles nunca fizeram contato direto com a Terra. Não oficialmente pelo menos. Talvez eles quisessem comer suas tripas ou te usar de experimento. Aí a viagem intergaláctica não ia poder ser registrada, porque seu intestino ia estar, tipo, na mesa deles de um jeito ou de outro. Mas fica tranquila, eu tenho 98% de certeza de que os aliens estariam dispostos a conversar antes de tentar qualquer coisa do tipo.
❛ —— Talvez porque essa rosa seja minha. Está vendo o bilhetinho grudado no pedúnculo? Então, eu ganhei, a deixaram no meu trailer hoje à tarde. Inclusive, há meu nome assinado pelo meu admirador secreto nesse bilhetinho. Eu posso apenas pegá-lo para mim? Pode ficar com a flor, se quiser, está tudo bem. ❜
-- Uau, que conceito inovador, eu nunca tinha roubado presente de admirador secreto. Tem uma primeira vez ‘pra tudo mesmo. Enfim, toma seu bilhetinho, espero que você se resolva com seu o broto. E valeu por me deixar ficar com a rosa.
Porque eu sou linda. E porque eu vi ela primeiro. E porque se você não me der, eu arranco ela de você. Simples assim.
-- Talvez eu não te ache linda. Você viu primeiro, mas eu peguei primeiro. Temos dois problemas. Três se contar que você não sabe argumentar e prefere fazer ameaças. Mas fique à vontade ‘pra tentar, não ‘tô aqui ‘pra te impedir.
Você não daria uma rosa para mim, jinjja? Não é muito cavalheiro da sua parte… Já que você não vai me dar a rosa, que tal me dar o seu coração? É uma troca justa o suficiente para mim.
-- Pode crer, é isso mesmo. Nah, esse negócio de cavalheiro não é comigo, eu não sou aqueles gatunos de novela com causas nobres, eu só pego o que eu quero. Meu coração? Foi mal, mas eu já dei ele ‘pra outra pessoa, você não tem nenhuma proposta melhor não?
“ — …ahm… duh? motivo melhor que ‘ela deu para mim’? a ahjumma claramente prefere meu rosto ao teu.”
-- Claro, esse motivo aí tá meio zica, ‘tá com mais cara de desculpa do que de argumento, melhora isso aê, você pode fazer melhor. Ninguém pediu a opinião da ahjumma, isso não importa muito ‘pro que 'tá em jogo aqui.
- ̗̀ ☆ ‘Cê sabe que eu posso arrancar outra rosa daquele jardim também né? Eu só preciso de um estilete. Mas poxa. Não seja um burguês. O que quê tem me dar uma rosa? Eu ‘tava declamando uma poesia sobre rosa e você me vem com essa. Minha poesia ‘tava tão zica ‘pra tu me recusar a flor? Da hora. Já vi que vou ter que pular o muro da vizinha. Mas espera. ‘Tu não pulou o muro ‘pra pegar essa rosa. ‘Tu roubou ela? É rode mariola. ‘Tá bom. Fica com a rosa. Deus deu várias planta ‘pra nós roubar do jardim dos outros.
-- E por quê não vai lá, é preguiça de visitar o jardim da velhota? Não, eu só quero a rosa ‘pra mim, quando eu me sentir culpado por ter roubado eu devolvo, mas só vai rolar daqui umas duas horas. Pô, você desistiu tão rápido da rosa que o papo nem teve graça.
— Porque ela é minha. Aliás, não é minha. Ela é da próxima pessoa que parar ‘pra assistir minha apresentação. Você ‘tá brincando comigo? Eu acabei de te dar um ótimo motivo.Devolve, rouba alguma coisa que não vá atrapalhar meu charme no final.
– Você sabe que eu não brinco em serviço. Hum, a rosa em troca de uma coisa que não vá atrapalhar seu charme no final? Acho que eu tenho uma ideia, ‘pra mim parece uma troca justa. – Inclinou-se para frente sem aviso, depositando um beijo mais demorado do que seria apropriado nos lábios alheios. – Agora pode ter sua rosa de volta.
TASK 001: A E S T H E T I C S
❝ —— ANOTHER AGE; ANOTHER SELF ; ANOTHER STORY
re.in.car.na.tion. -- the soul’s journey back to the creator through multiple physical incarnations. in each lifetime, the soul returns to learn something new and correct a different aspect of itself. our past choices may determine where we start in this life, but it is our present choices that will determine where we go next.
Kisaragi Junko once was Kwon Chaeyong
“ When life robs you, sometimes you have to rob it back. —— ❞
Kwon Chaeyong era um rapaz que pertencia à uma tradicional família de classe média com costumes rigorosos. Seu espírito rebelde e sede por liberdade sempre levaram-no a explorar o novo longe dos olhos analíticos da família.
Na mesma época que se descobriu homossexual (fato que tentou esconder à todo custo), Yong começou a mostrar sinais de cleptomanía.
Eventualmente, precisou fugir de casa por dois motivos: primeiro, por ter enfurecido a vizinhança inteira com seus furtos; segundo, por secretamente estar “roubando” o namorado alheio. A fuga era sua única opção para evitar uma surra ou, pior ainda, uma morte precoce.
Transformou sua compulsão por furtar pequenos objetos sem valor em uma profissão, já que lábia e mãos leves eram sua especialidade, e passou a viver na rua como um ladrão, começando a furtar carteiras e objetos de valor para sobreviver.
Mora em um teatro abandonado, onde cuida de um pequeno grupo de crianças órfãs.
Apesar de abandonado, o teatro ainda possui luzes que funcionam e um sistema de encanamento utilizável, o que não o torna uma casa tão ruim.
Gosta de pintar e desenhar, um de seus passatempos favoritos é pintar as paredes do teatro e fazer murais de giz pela cidade.
É muito ágil e sabe parkour, algo que ajuda muito em suas fugas. Possui um charme natural que contribui para seus furtos e enganações diárias, mas o usa com mais frequência para lançar flertes e comentários sarcásticos. Sua personalidade independente e sassy não deixa transparecer, mas ele é muito emocional, isso normalmente se reflete em suas pinturas.
Não tem nenhum plano para o futuro, mas supõe que estar vivo e livre já é uma vitória.
-- Não necessariamente com você, tipo pessoa, eu só queria ver esse seu rosto bonito de pertinho, acho que o diálogo que eu estou buscando é mais com sua cara mesmo. Por favor não pare de olhar ‘pra mim.
Faziam cerca de cinco dias que Junko não colocava os pés para fora de casa. Mais por hábito do que por falta de vontade de sair. Ás vezes era simplesmente mais fácil ficar em casa com seus computadores e seu gato, evitava problemas e a criação de expectativas. Contudo, enfim, decidira deixar o conforto de seu quarto para respirar um pouco do ar poluidíssimo da cidade. Ela planejava ir à sorveteria do bairro, mas acabou sendo expulsa do lugar graças a Morgana, que não parava de miar dentro da bolsa onde o carregava; era como se o bichano estivesse pressentindo alguma coisa. Junko, como uma amante do sobrenatural e de qualquer coisa minimamente fora dos padrões da realidade, acreditava piamente que seu gatinho preto estava cantando presságio. Imediatamente começou a olhar para o céu enquanto caminhava, procurando por OVNIs ou aparições, no entanto, algo a fez parar no lugar, estática, com a sensação de que alguma coisa -- ou alguém -- estava se aproximando de onde estava; era quase como se pudesse sentir a presença da pessoa, emanando mais forte do que todas as demais presenças que a cercava. Um toque, estranhamente quente e cheio de uma energia que ela desconhecia, em seu ombro fez com que se virasse lentamente para encara x donx da mão mágica que a tocara. Durante um minuto inteiro, Junko sustentou o olhar alheio em um silêncio que teria sido desconfortável e estranho para qualquer um, mas não para ela. A menina estava usando aquele tempo para processar todas as possibilidades do que poderia explicar aquele fenômeno repentino. -- Você também sentiu isso? -- Disparou, de repente, apertando a bolsa com o gato contra o peito. Pronto, estava montado o cenário para que a menina falasse todo tipo de estranhice pelos cotovelos. -- Essa onda forte que bateu quando você me tocou, sabe? Isso foi muito estranho, por favor me diz que sentiu também. Se você tiver sentido quer dizer que foi alguma influência externa, né? Você acha que alienígenas estão entre nós? Eu sustento essa teoria há alguns anos, sinceramente acho que há uma possibilidade ainda mais alta depois disso! Nossa, imagina que legal, será que eles querem fazer contato?