Em algum momento de 2016 eu decidi que queria ficar sozinha. Eu me isolei. Completamente. E ali fiquei por mais dois anos. Vivi os momentos mais sombrios da minha vida. Eu tive que me olhar no espelho e não me reconhecer. Até me sentir completamente vazia e nada mais fazer sentido. Eu tive que encarar de frente muitos demônios que vivem em mim. E aprender a domá-los. A aceitá-los como uma parte minha. Eu precisei me esvaziar por inteira, pra me preencher de mim mesma. Eu me senti sozinha. E depois, me senti acolhida e muito amada. Eu despertei. Iluminei minha mente, minhas ideias. Eu me encontrei nos detalhes de cada pessoa que conheci e convivi. Eu vi o meu jardim florescer, bem diante dos meus olhos. E me vi cuidando de mim mesma, com o amor. E me amei muito. Mas continuei errando e aprendendo muito também. Eu me perdoei. Me aceitei. Eu me coloquei na frente, e me fiz prioridade, sem medo. Sem arrependimento. E depois de muito tempo, eu me encontrei. E pela primeira vez na vida, quando eu me encontrei, eu encontrei a vida. E entendi que eu sempre soube o caminho, só não me ouvia, não me amava e não me CONHECIA o suficiente para confiar no meu coração. Hoje, eu estou sob o comando dele. Amanhã eu já não sei mais o que vai ser. E tudo bem.













