Sou um, mas sou plural Penso em todos que já me causaram mal Sem falar de 'moral' Pois nem sempre fui tão legal Eles tiveram seus motivos Aparentemente, nos mantemos vivos Talvez sem viver direito Saudade lacera no peito Preste atenção nos uivos Sem pedir licença, me ausento Vou e volto Como o vento Não somos cativos Como uma plateia Está mais para alcateia Acabo de ter uma ideia Vou sumir a qualquer hora Não exatamente o mesmo Volto sem muita demora Acho que estou sem paciência Ou pode ser carência Já ouvi falar da tal da sofrência Mas o que realmente faz sentido É abstinência Tu? Drogas? Não imagino Não é uma droga qualquer Essa não vem no pino Nem tem um preço É amorosa Mulher Preciosa Tem nome e endereço Tudo o que foi vivido Volta para ser sofrido Cada segundo É incrivelmente doído E precisa ser sentido O lado direito do peito Morada dos verdadeiros sentimentos Ruína dos piores pensamentos Talvez algum dia tome jeito Coração partido Eu ferido Girassol perdido Tudo sem sentido Eu, Cheio de mim Noto que agora é tarde E até respirar arde Isso só pode ter um fim Em meus olhos pode ver a dor Mas talvez não seja tão ruim Viver em busca de amor Ou algo assim.
p lucas















