1. favourite colour(s)?
2. least favourite colour(s)?
3. do you wear glasses/contacts?
4. are you colour blind?
5. what are you seeing right now?
S O U N D
6. favourite band(s) or artist(s)?
7. top five songs?
8. favourite instrumental track(s)?
9. favourite non-musical sound?
10. what are you hearing right now?
S M E L L
11. are you very sensitive to smell?
12. favourite scent?
13. opinion on the smell of blown-out candles?
14. what does your shampoo smell like?
15. do you like to wear perfume/cologne?
T A S T E
16. favourite fruit?
17. favourite non-alchoholic drink?
18. worst thing you’ve ever tasted?
19. do you enjoy any unusual food combinations that others find unappealing?
20. what flavour gum do you usually chew?
T O U C H
21. do you often rip/cut the tags off of your clothes?
22. any specific textures that bother you?
23. do you have a high pain tolerance?
24. softest article of clothing that you (have) own(ed)?
25. are you a good hugger?
O T H E R
26. do you ever feel like you have a sixth sense? in what way(s)?
27. any prophetic dreams?
28. have you ever had your fortune told? (did it prove to be accurate?)
29. has anyone “read your mind” before?
30. have you witnessed any “miracles” or strange coincidences?
Personagens: Alice Jung e Fuwa Aika.
Classificação: Livre.
Observações: Log privada.
Assim que ouviu a confirmação da outra líder, Aika saiu de seu quarto - estava pronta para sair já fazia alguns minutos, de banho tomado, vestido e camisa de mangas longas por cima de tudo - e se dirigiu ao outro quarto. Ainda pensava se deveria pedir ajuda da mestiça quanto á sua companheira de quarto, mas não fazia ideia de como abordaria o assunto e não previa exatamente boas reações da amiga. Bateu na porta e já tomou a liberdade de entrar, afinal, a companheira de quarto da morena não era ninguém menos que sua amiga e colega de grupo. Procurou pelas duas meninas dentro do recinto, encontrando apenas a mais velha. — Ari-chan, vim aqui pegar meus presentes de aniversário. — Disse em tom brincalhão, com um enorme sorriso no rosto. Tinha sentido bastante falta dde Alice.
Alice havia acabado de sair do banho quando recebeu a mensagem de Aika perguntando se poderia ir até seu quarto, e o que leu trouxe um largo sorriso para o seu rosto de imediato. Fazia tanto tempo desde a última vez em que haviam se encontrado fora das aulas que se sentiu muito animada e contente, por isso procurou se vestir rapidamente para estar pronta quando a japonesa chegasse.
Optando por um vestido florido bem confortável, que lhe permitia ficar sem sutiãs lhe apertando e era preso apenas na cintura, Alice deu um jeito rápido nos cabelos e estava dando uma última checada em si mesma no espelho quando a porta se abriu e revelou a amiga. Sorrindo largamente, a mestiça cruzou o quarto em passos rápidos até chegar a mais alta, não demorando a envolver os braços em torno dela para um abraço apertado. — Queria informar que seu presente de aniversário sou euzinha. — Piscou um dos olhos e sorriu de forma um pouco mais sugestiva antes de rir, levando uma das mãos até a dela para puxá-la em direção a cama. — Vem. Estava com tanta saudade de você!
— Mas é esse presente mesmo que eu vim pegar. — Passou os braços magros sobre os ombros estreitos da menor e a apertou contra si, não querendo desgrudar tão cedo, apesar de tê-lo feito apenas para ser arrastada até a cama, ainda ostentando o sorriso que permaneceu em sua boca depois do riso bem humorado (e igualmente sugestivo).
Uma vez na cama, a mais alta se acomodou ali como se fosse sua própria cama, encostando as costas na cabeceira pequena e chamando a outra garota a sentar entre suas pernas, com as costas em seu peito. — Deixa eu ficar grudadinha em você.
— É claro! — Respondeu de imediato. — Pergunta se eu quero respirar que eu ainda vou vacilar mais na minha resposta. — Brincou, não perdendo nem um segundo para engatinhar sobre a cama para se encaixar entre as pernas de Aika. Ainda de frente, deixou um beijo demorado na bochecha dela, dando uma pequena risada ao se afastar, e em seguida se virou para sentar e usar o corpo alheio como apoio, se aconchegando contra ela. Alice sempre foi fã número um de contato físico, sempre gostou de estar grudada nas pessoas, mas havia tempos que não fazia aquilo, e iria aproveitar a oportunidade para matar duas coisas de uma vez: sua carência e a saudade da japonesa.
Distraída, apoiou suas duas mãos sobre os joelhos da amiga e usou apenas as pontas dos dedos para passear por ali, em uma brincadeira levemente infantil. Sem parar com aquilo, apoiou a cabeça no ombro dela e fechou os olhos, respirando fundo apenas uma vez. — Como você está? Tem alguma novidade? Parece que eu não converso com você há um século... — Abriu os olhos para perguntar, tentando olhar para Aika de onde estava e sorrindo para ela.
Fechou os olhos quando recebeu aquele tempo, como se daquela forma pudesse fazê-lo durar muito mais tempo e o seu sorriso não deixou os lábios de forma nenhuma. Existia alguma coisa em Alice que era simplesmente tranquilizante, inspirava leveza. Ou talvez tudo isso só fosse a saudade sendo morta aos pouquinhos. Aika abraçou a menina por debaixo dos braços e apoiou seu rosto em seu ombro, dando beijinho em seu rosto e um pouquinho mais abaixo, na curva do mesmo, e um pouquinho mais abaixo, no pescoço da menina, até que parou por ali mesmo.
— Eu tô bem, na medida do possível. Podemos dizer que ando enfrentando muitos problemas pessoais, mas parece o tipo de coisa que só o tempo resolve. Então, tô deixando acontecer. E você? — Não queria nem em sonhos conversar sobre aquilo de novo, não tão cedo. Na noite anterior já tinha derramado mais algumas lágrimas por aquilo e desabafado e tudo ainda era confuso e não parecia haver nenhum tipo de saída. Sobretudo, não queria preocupar Alice. No momento só a queria para si, queria aquele sorriso e aquele cheio doce de seu perfume. — Estava com saudades, mesmo.
Os beijos deixado em seu rosto e pescoço provocaram pequenos arrepios em seu corpo e lhe fizeram se encolher um pouco. Aquilo era tão gostoso que podia passar a vida ali, nos braços de Aika, sentindo todos os carinhos que ela podia lhe dar e dando todo carinho do mundo para ela também. Estava tão relaxada com tudo que mal reagiu a explicação da garota sobre como estava. O que ela disse lhe deixou um pouco preocupada e tal sentimento ficou claro em sua expressão que se fechou por alguns segundos, mas logo passou.
Havia um pouco de curiosidade na mestiça, mas não fez questão de verbalizar, não naquele momento. Até porque também estava com problemas, mas não queria falar, queria apenas aproveitar a presença da garota que tanto gostava. Se ela estava com problemas, seu dever como amiga era fazer com que ela se distraísse e os esquecesse, a não ser que ela mesma quisesse falar.
— Espero que tudo se resolva logo. E se quiser conversar, já sabe, não é? É só me procurar. — Disse decidida, com um pequeno sorriso, virando um pouco o rosto para beijar o dela. — Eu estou... Bem, eu acho. Aconteceram alguns probleminhas com o grupo, mas acho que vai ficar tudo bem. Só estou bem cansada. — A reclamação veio em um tom arrastado e sua expressão se fechou um pouco. A saída de duas meninas do Aster fez com que a Qubefish caísse matando em cima dela, e era só o começo. Mas naquele instante, junto de Aika, era como se aqueles problemas fossem quase insignificantes.
Imaginava brevemente o que andava acontecendo na vida da outra menina. Rumores corriam a escola ante a transferência de duas alunas que eram integrantes do grupo de Alice e, como líder, entendia perfeitamente o quão complicado aquilo poderia estar sendo. Mas recusava-se a perguntar algo sobre o assunto, não achava que o momento era adequado e, além do mais, não havia muita coisa que ela pudesse fazer. Não podia arrastar as meninas de volta para o grupo. Andava ouvindo as reclamações de outras colegas dela a respeito da empresa e, claro, a preocupação surgia a cada atrocidade que escutava, mas o que poderia fazer? Apertou o abraço um pouquinho mais e mantinha o rosto o mais próximo possível do dela, tanto por uma questão de querer manter-se por perto quanto porque gostava daquilo, da falta de distância entre elas. — Você também sabe que eu tô aqui pra você a qualquer momento, né? — Sorriu dessa vez de forma mais compreensiva. — Vai ficar tudo bem pra você também. — Por fim, deu um beijinho demorado e estalado na mestiça.
Soltou-a por alguns instantes só, apenas para que a mão colocasse os fios escuros quase todos apenas para o outro lado do rosto de Alice e a japonesa voltasse a deixar beijinhos aqui e ali, além de passar alguns segundos com o queixo apoiado ali por perto. — Vamos focar em coisas boas agora, tá bom?
Não havia nenhuma surpresa no resultado daquela noite. Quando Minhyuk se encontrava com Angel era sempre assim. Os dois saíam cambaleando pelas ruas até encontrarem um táxi que pudesse levá-los até o apartamento da ruiva. Agora tinham mais uma integrante no grupo. Os três tinham bebido até não poderem mais e agora o garoto tinha que olhar por si, a amiga e Alice. Era uma tarefa um pouco árdua para alguém que mal conseguia andar em linha reta, mas prometeu para si mesmo que conseguiria. Ele olhou para o estado das meninas e só conseguiu rir, o efeito de todo aquele álcool era forte demais para controlar a sua risada. Mesmo assim, tentava calar as suas companheiras a qualquer custo. – Vocês vão acordar Seul inteira assim. – Falou embolado.
Antes de tudo, precisavam decidir para onde estavam indo e a sugestão de Angel não parecia ruim. Ele mesmo tinha certa atração por lugares altos, onde podia desviar o pensamento de tudo e de todos, por isso já tinha visitado o terraço da escola algumas vezes. Portanto, deixou que a amiga lhe guiasse até o tal prédio que havia falado. Subiram as escadas rapidamente e não tiveram dificuldade para arrombar o portão de ferro. Assim que pisou no local, Minhyuk sentiu a brisa gelada contra o seu corpo e a primeira coisa que fez foi correr em direção ao parapeito e abrir os dois braços. Com os dois olhos fechados o garoto deu um grito longo, seguido de uma risada. Aquela era uma sensação extremamente prazerosa.
Vendo a reação positiva dos amigos sobre sua ideia, com ambos correndo até o parapeito do terraço, Angel fez o mesmo. Correu até lá, largando as botas caras pelo caminho. Quando pôde ver quase Seoul inteira iluminada dali, seus olhos pareceram brilhar junto com a cidade. Esticando os braços para o alto, ela gritou: – BOA MADRUGADA, SEOUL! – caindo na gargalhada momentos depois. esticou-se para o lado para agarrar a melhor amiga pelo pescoço, envolvendo-o com ambos os braços num abraço quase mortal. Sentia-se feliz e satisfeita, com uma certa ansiedade gostosa instalada em seu estômago que ela não fazia ideia de onde vinha. Sorriu para Alice, depositando um beijo estalado contra sua bochecha.
Logo em seguida mudou sua atenção para Minhyuk, abraçando-o pela cintura, enquanto esticava o pescoço e erguia o rosto para marcar um selar sobre seu pescoço, deitando a cabeça sobre o peito do rapaz bem mais alto logo depois. Mantinha o sorriso bobo estampado no rosto de quem estava obviamente embriagada. – Eu amo vocês. – disse manhosa, baixinho.
Largou do amigo para então sentar-se no chão já que caminhar estava sendo algo quase impossível. Sentou-se com as pernas cruzadas, não importando se estava expondo sua lingerie. Procurou pelo maço de cigarros amassado no bolso de sua jaqueta, junto ao isqueiro. Levou um cigarro até a boca, acendendo-o com certa dificuldade devido à brisa mais forte no alto do prédio. Uma longa tragada fez com que Angel se sentisse absurdamente completa. Tombou a cabeça para trás e fechou os olhos, enquanto deixava a fumaça escapolir por entre seus lábios e o restinho foi expulso pelo nariz. Aquela noite havia sido perfeita demais para ela.
Ao ver os amigos gritando daquela forma, não conseguiu fazer nada além de rir. Ria muito, com gargalhadas intensas certamente provocadas pelo álcool, que só pararam quando sentiu o abraço forte de Angel. Sem hesitar, retribuiu o gesto com toda força que tinha, agarrando a ruiva pela cintura. Sentia que podia ficar sua vida inteira ali, mas, cedo demais, a coreana se afastou e Alice se viu com um pequeno bico. O mesmo se desfez em um sorriso com a declaração da amiga, e antes que ela pudesse largar Minhyuk, se juntou ao abraço, se sentindo muito bem ali.
Quieta, observou enquanto a outra ia se sentar no chão. Só a acompanhou depois de alguns segundos, puxando Minhyuk consigo, e então logo se sentou perto dela. Deixando seu tênis de lado, respirou fundo e fechou os olhos momentaneamente, relaxando. Quando voltou a abri-los, focou em um grande outdoor de led que havia no alto do prédio da frente, no qual eram apresentadas diversas propagandas. Entre elas havia algumas de seu grupo, de Angel e de Minhyuk. “Há dez anos atrás… Vocês se imaginavam aqui?” Perguntou depois de alguns minutos de silêncio, onde só assistiu ao que passava em sua frente e sentiu o vento bagunçar seus cabelos loiros e lisos. Não sabia se estava se referindo ao momento ou ao que viviam em um geral, mas havia sido uma curiosidade repentina que insistia por uma resposta em sua mente.
O jogo havia começado. Agora Minhyuk só precisava liderar as coisas para o caminho certo e conseguiria o que queria: Ver Alice se revelando. O jogo poderia ser muito arriscado para ele também caso a menina resolvesse ameaçá-lo ou algo do tipo, mas o que o coreano tinha contra ela era muito maior do que qualquer coisa que ela pudesse descobrir, por isso, imaginou que nada passaria de uma brincadeira quase saudável. Ainda assim, tudo fazia parte de uma estratégia, queria sair dali ganhando.
Tomou a sua primeira dose de tequila e sentiu o líquido queimar a garganta. Era uma sensação a qual ele já estava acostumado ainda sim soltou um som demonstrando que a bebida era refrescante. Assistiu a forma como a garota ao seu lado combatia o primeiro desafio, ela parecia confiante, mas aquilo não surpreendeu Minhyuk, não esperava o oposto dela. Ouviu qual seria a próxima dose e fez uma careta, odiava beber vodka pura, mas lidaria com aquilo mais tarde, agora precisava prestar atenção na pergunta dela. Novamente não ficou muito surpreso, uma pergunta sobre ele e Angel. Era óbvio para qualquer um que visse a troca de olhares dos dois. Como se isso não fosse suficiente, ainda havia todos aqueles boatos sobre eles. Era uma curiosidade justa.
Olhou para a garota com um sorriso torto nos lábios e deu uma risada antes de responder. – Às vezes. – Anunciou. – Quando a gente tá a fim, mas é só isso. – Completou e fez questão de deixar claro, não queria que ela saísse dali achando que eles eram um casal ou coisa do tipo. As duas doses de vodka haviam sido postas no balcão e Minhyuk logo pegou a sua. Não esperou muito e virou o líquido, deixando todo aquele sabor dominar a sua boca. Toda vez que fazia esse tipo de coisa acabava ficando mais bêbado. Quando a bebida desceu à garganta a queimação começou e o garoto fechou um dos olhos fazendo uma careta. – Vamos logo com a minha pergunta. – Anunciou. – Você e a Angel, se conhecem da onde? – Perguntou. Se fosse qualquer outro jogo de adolescente falariam que o coreano tinha desperdiçado uma pergunta, mas para aquele jogo em específico era uma pergunta importante. – Só por curiosidade, estou sem ideia. – Acrescentou só para disfarçar.
Assentiu com a resposta, satisfeita com a mesma. Não havia achado estranho. Minhyuk era bonito, Angel era bonita, eles se davam bem, então aquilo era quase que natural. Não esperava algo como “estamos namorado”, também, porque conhecia bem a amiga. Fosse como fosse, precisava lembrar de questionar Yoonji sobre aquilo. Queria saber de todos os detalhes daquele fato, e não tinha como perguntar eles ao rapaz. Com a vodka, diante de si, antes que ele pudesse mandar sua pergunta e seu pedido de bebida, Alice levou o pequeno copo até os lábios e engoliu o líquido de uma vez. Não era exatamente mais suave que a tequila, mas para a Alice descia um pouco melhor pela garganta. Não estava mais sentindo muita coisa, de qualquer forma.
Diante do questionamento, Alice sorriu. Já haviam perguntado aquilo tantas vezes que tinha uma resposta pronta e muito bem ensaiada. Não deixou que o nervosismo ficasse muito claro, dessa vez, e tentou parecer segura. “Nos conhecemos em baladas mesmo, por meio de outros conhecidos. Combinamos bem e foi isso.” Explicou e deu de ombros, dando um ar de desinteresse. Depois disso virou-se de lado e cruzou as pernas, encarando o rapaz com um sorriso. “Minha vez,” declarou, esquecendo-se completamente das bebidas envolvidas no jogo. Já estava bem tonta, de qualquer forma. “Por que quer saber?”
A pergunta havia saído sem querer. Não sabia se havia sido um mecanismo de defesa, para que pudesse se proteger melhor, ou se havia sido apenas curiosidade alimentada pela bebida. Qualquer que fosse a opção, queria a resposta. Não era todo dia que lhe sugeriam um quiz no meio da balada.
ㅡ You little son of a bitch. ㅡ xingou baixinho com todas aquelas provocações e arranhões na nuca e ugh, ser amiga de Alice em momentos como aqueles eram impossíveis porque a loira a conhecia bem demais, era óbvio que ela saberia exatamente o que fazer para tirá-la do sério. Mas Alice iria sofrer as consequências de ser tão atrevida. Yoonji faria questão disso.
Deixou que Alice falasse o que quisesse, que fizesse o que quisesse. Não conseguiu conter um gemido baixinho quando a mais baixa ousou se encaixar entre as pernas dela para dançar daquela forma. Acompanhando-a de uma forma bem bêbada, Yoonji ondulou os quadris contra os dela e, com ambas as suas mãos já muito bem posicionadas onde ela queria, com um tranco, grudou Alice contra ela. Agora os corpos ondulavam-se juntos, roçando um contra o outro de forma até um tanto obscena. Escondeu o rosto no encontro do pescoço com o ombro da mais baixa, onde seus dentes atacaram, sem muita força. Seguiu esse caminho à cima, deixando beijos molhados e mordidinhas pelo pescoço da menina que sempre cheirava tão bem. Quando alcançou a orelha da outra, deixou que uma risada soprada e presunçosa abandonasse seus lábios. ㅡ Você acha que é a única que sabe brincar de provocar, não é, princess? Achava que você me conhecia bem... ㅡ mordeu o lábio inferior logo depois. Aquilo estava ficando cada vez mais interessante.
As mãos que antes a ajudavam a se manter grudada à Alice, agora deslizavam até a bunda da mais baixa. Com as duas espalmadas sobre as nádegas, Yoonji não poupou Alice de um aperto com força, enquanto contra seu ouvido, a ruiva deixava um gemido manhoso escapar do fundo de sua garganta.
Alice estava agradecendo aos céus por estarem incógnitas ali. Não queria nem pensar no que aconteceria se alguém descobrisse as duas se agarrando daquele jeito na pista de dança, seria o tipo de escândalo que acabaria não só com a carreira das duas como com a reputação de suas respectivas agências. Mas não era lugar e nem momento de se preocupar com aquilo. Ninguém as reconhecia e era aquilo que importava. Aquilo e o modo como o corpo de Angel se grudava ao seu. Não podia deixar de dar importância àquilo.
Os beijos que foram de seu ombro ao seu pescoço provocaram arrepios intensos por todo seu corpo. Tinha os olhos fechados e o lábio inferior preso entre os dentes, calando qualquer gemido que ousasse sair. Ninguém ouviria nada ali, mas seria demais deixar que acontecesse. Angel, contudo, parecia não se preocupar muito com aquele fato.
As coisas que ela disse junto com aquele gemido e os toques sobre seu corpo… Não tinha como não reagir. Acabou gemendo baixinho enquanto descia uma das mãos para as nádegas de Yoonji, apertando o local com certa força. No mesmo instante uma pessoa passou em sua frente, observando o que fazia, e Alice ousou encara-la até que ela sumisse de vista, com um sorriso de pura malícia no rosto. Ahh, as coisas que a bebida fazia com um ser humano… Sequer se sentiu constrangida por aquilo. “Eu sei que você sabe provocar, babe. Eu sei muito bem…” disse em resposta, virando o rosto para que fosse sua vez de falar bem próxima à audição da mais alta. “Mas eu quero ver até onde você vai.” Desafiou e riu baixinho para que apenas ela ouvisse. Ao mesmo tempo, rebolou com um pouco mais de intensidade, roçando-se contra a perna entre as suas.
Os dedos cruzam sobre o colo e o olhar torna a ser para algum lugar à frente, mesmo não tendo nada para ver. É como se o sentido da visão não tivesse presente. Ele só ouve e sente a garota ao seu lado - que saco, de fato, estar ali daquela forma, mas está mais que grato de se tratar de Alice. Ao menos com ela sentia-se mais à vontade. Dorian não percebe que sorrir e assente, um tanto animado e em concordância: é claro que não é só ele que curte o som da chuva, mas ouvir que alguém próximo gosta é como não se sentir tão diferente. “Não sei quanto à parte do chocolate, acho que fico de boas com a preguiça mesmo.” Brinca. Não é fã de chocolate, na verdade. Ele mexe a toalha, esfregando na nuca, antes de abri-la e colocar sobre a cabeça, cobrindo o cabelo que empurra para trás. “Acho que…” A língua é posta para fora. É um daqueles momentos que dá branco. “Eu sei lá. Acho que depende, man. Tá valendo só ficar na cama e tal, de boas?” Rir. “Ouvir música? I don’t know. O de sempre. Às vezes bate umas inspirações quando chove.”
O som de chuva se torna cada vez mais difícil de escutar. “Quem sabe a gente até não escreve sobre aquele dia chuvoso onde eu fui herói da garota que quebrou meu coração?” A sobrancelha ergue. “Não tô falando que isso… tipo, só quis levar para um contexto de uma música.” Mais uma vez, rir. Frase simples, tema ‘manjado’, mas talvez rendesse algo divertido. Dorian se ajeita, afastando-se da parede e inclinando-se um pouco afrente como se isso ajudasse a ouvir melhor. “A chuva parou? Pode ver?”
Com a confusão de Dorian, Alice sorriu. Era muito decidida sobre seus gostos em qualquer situação, então ver como ele não sabia o que responder era um tanto fofo. Mas acabou concordando com a cabeça. “Ah sim, a chuva dá uma inspirada mesmo. Às vezes eu escrevo poemas… Escutar música também é muito bom, mas eu prefiro ouvir as gotas caindo. Aquele barulhinho me deixa alegre e me lembra de casa, não sei…” acabou falando demais e por isso o sorriso se fechou um pouco. Era claro que sentia saudade de casa e do seu pai, mas não gostava de falar daquilo. Acabava ficando triste e não era o melhor momento para aquilo.
Para sua sorte, Dorian lhe ofereceu uma distração imediata. Com o que ele disse, acabou rindo um pouco e voltou a erguer seu corpo, deixando a postura ereta. “Quem sabe, não é? Parece algo legal de se pôr em música… Não exatamente legal, acredito que seria uma música triste, mas acho que você entendeu”. E riu mais um pouco, levantando-se do seu lugar. Como ele havia pedido, foi olhar se a chuva havia parado, caminhando até o grande portão em passos rápidos. O que viu lhe fez sorrir em alívio.
A chuva não havia parado, mas havia se resumido a uma leve garoa e parecia que iria cessar em breve. Contente, voltou para perto do Dorian e sorriu mais uma vez, dessa vez para ele. “Está quase parando, acho que podemos ir se você quiser. Passar na enfermaria, talvez?” Sugeriu se fingindo um pouco de desinteressada no assunto, para que o mais alto não pensasse que estava forçando ele ou coisa parecida.
v. “so keep me hanging on, hold me down and stop me when I fall. Love me when it makes no sense at all. Even when I’m gone, keep hanging on. You’ve got me living in a strange world… I’m living in a strange world.”
. i wanna live a life from a new perspective, you come along because i love your face — alice x hunter mini playlist;
i. dkla - troye sivan ft. tkay maidza // ii. new perspective - panic! at the disco // iii. burn - ellie goulding // iv. fancy - iggy azalea ft. charli xcx // v. this is how we do - katy perry.
. if you ever find yourself stuck in the middle of the sea, i’ll sail the world to find you — alice x dorian mini playlist;
i. umbrella - rihanna // ii. happy little pill - troye sivan // iii. count on me - bruno mars // iv. song for a friend - jason mraz // v. breathe me - sia.
. let me take you for a drive, i swear you’ll feel alive — alice x aika mini playlist;
i. fun - troye sivan // ii. shake it off - taylor swift // iii. halsey - hurricane // iv. heroes (we could be) - alesso ft. tove lo. // v. cry out - one ok rock.
Desastrada como Alice era, sua pressa não poderia dar em outra coisa além de desastre. Todos já esperavam aquilo, inclusive ela mesma. Apesar disso, teimava em correr riscos, como subir escadas de forma apressada, por exemplo. Fazia aquilo porque estava completamente atrasada para a aula, e tinha uma prova logo naquele horário. Como esperado, aconteceu o desastre: em um dos degraus, acabou tropeçando e caiu praticamente de quatro na escada, com as mãos apoiadas nos degraus de cima e os joelhos, doloridos pela pancada, mais embaixo. Não estava surpresa. Seria muita sorte se estivesse sozinha ao menos naquele lance de escadas, mas Alice nunca foi sortuda. Antes que pudesse levantar, virou o rosto e encontrou Aika, obviamente tendo intenções de seguir o mesmo caminho de Alice, sendo impossibilitada pelo seu corpo atrapalhando a passagem. Sem saber o que fazer, sorriu enquanto se levantava e arrumou a bolsa no ombro, ficando de pé e arrumando a postura como se nada tivesse acontecido. “Então, Aika, você estudou para a prova?”
(1. singing loudly into an inanimate object as if it’s a microphone.)
Se havia uma coisa que Alice amava e odiava ao mesmo tempo era ficar sozinha na sala de dança da escola. O lugar era muito grande para alguém tão pequeno quanto ela, mas estar sozinha significava… Liberdade. E aproveitava bem seu momento naquele instante. Das caixas de som saía a música Youth de Troye Sivan, e ao mesmo tempo que dançava de forma completamente aleatória e sem jeito, tinha uma escova de cabelos em mãos, que era usada como microfone para seu show particular. Estava tão empolgada, de olhos fechados, que não viu quando outra pessoa passou a lhe fazer companhia, e quando os abriu, deu de cara com o Hunter. O susto a fez soltar a escova no chão, e foi lá que ela ficou enquanto Alice olhava para o outro rapaz tentando decifrar se ele estava lhe achando um pouco louca. Provavelmente sim.
(2. yelling at an inanimate object for not functioning properly.)
“DROGA! FUNCIONA, CARAMBA!” Alice gritava constantemente, irritada, batendo no celular que não funcionava por nada. “Por que você faz isso, hm? Eu te trato com tanto carinho, nunca te deixo cair, E VOCÊ ME DEIXA NA MÃO?” Continuou, começando a ficar desesperada. E foi nesse momento que notou que não mais estava sozinha na sala — Hazel havia chegado, e lhe olhava como se fosse um ser estranho. Não a julgava por aquilo. Uma pessoa conversando no telefone era normal, mas conversando com o aparelho era… Raro. Sentindo-se um pouco tensa e constrangida, Alice riu brevemente para a mais nova antes de pegar o celular e guardar na bolsa com movimentos lentos, como se assim ela não fosse perceber o que fazia. Quando terminou, cruzou as pernas e passou a olhar para frente, concentrada em parecer a pessoa normal e séria que deveria ser.