confessing apostasies // minhyuk + aika
Aika estava completamente em pânico. Podia não parecer pela sua expressão, mas estava em um estado de nervos que até respirar parecia algo que ela tinha que pensar para fazer. Ao saber que Minhyuk estava de volta, a mesma garota que tinha passado por tantos maus bocados nos últimos dias e que tinha decidido ser forte como uma montanha para se restabelecer tinha se trancado na sala de ensaio aos tremores. A volta dela a impactava demais e, somado a isto, viera em um momento de grande fragilidade para ela. Ela não queria conversar sobre nada, mas queria. Queria saber porque ele voltou. Por que diabos Minhyuk voltou depois de tê-la deixado. Mesmo que ela tivesse entrado em um acordo com ele sobre aquilo, mesmo que soubesse que não era culpa dele, não significava que tinha doído menos. E ela também não deixava de culpá-lo pelo menos um pouquinho, mas só pelo fato de que, se eles nunca tivessem rompido, nada teria acontecido.
Lembrou-se de seu estado depois que terminou, de como simplesmente escondeu o que sentia por ele e saiu sendo irresponsável, buscando pessoas e coisas que lhe tirassem a mente da dor. Tinha funcionado. Por um tempo. Até que tudo começou a explodir aqui e ali, as consequências de seus atos impensados. A instabilidade fez com que Aika aprendesse a gostar de beber e que aguentasse beber muito. Não fazia nem vinte e quatro horas que ela tinha ficado bêbada. Trocava as mensagens com ele aguardando a hora de encontrá-lo tendo lembranças que reviviam uma dor mal resolvida. No meio de tanta confusão, a japonesa nunca lidou realmente com o fato de ter sido obrigada a se afastar dele, nunca lidou com o que ela sentia por ele e que foi interrompido tão abruptamente. Sua volta abria o armário onde ela tinha guardado toda essa confusão e dor e espalhava tudo pelo chão.
Além de tudo isso, tinha certeza de que ele ficaria bravo no instante em que soubesse de tudo o que aconteceu. Não queria contar e não queria que ele descobrisse. Não queria perder mais alguém. Pensou em desistir, ligar e falar que não queria vê-lo nunca mais. O problema era que ela queria. Foi pensando em tudo isso que ela finalmente chegou na parte posterior do prédio onde ficava a piscina, para onde dava uma das saídas do vestiário. Sentou-se no chão e ficou parada ali, pensando no inferno que seu coração estava sendo submetido. Nem tinha começado a conversar com ele e já estava exausta. Mas quando o viu chegando, não conseguiu evitar a sinceridade de seus atos. Aika sorriu.
Sentada ainda, quase que encolhida contra a parede, chamou-o silenciosamente para perto. — Como foi o seu mês e meio sabático? — Queria saber, de verdade, o que ele tinha feito. (Se um mês e meio era o suficiente para ele ter esquecido dela, mas pensar isso era tão injusto quando ela ponderava também sobre tudo o que tinha feito no mesmo período de tempo.)













