Segundo a psicologia, se você sempre sente que as pessoas não gostam muito de você, provavelmente não é porque elas não gostam.
É porque você, subconscientemente, filtra as evidências de que gostam.
Isso se chama hipervigilância.
Geralmente, surge de situações como ser intimidado, nunca se encaixar completamente ou crescer em um ambiente de críticas constantes.
Seu cérebro aprendeu a buscar rejeição antes de buscar conexão.
Isso é sensibilidade à rejeição, que desencadeia a hipervigilância social.
Pesquisas em psicologia e neurociência mostram que experiências passadas de bullying ou críticas tornam o cérebro (amígdala) hiperconsciente dos sinais de rejeição por meio de um viés atencional — é mais fácil perceber e remoer coisas negativas, enquanto se filtram as evidências positivas.
Esse é um mecanismo de defesa contra traumas.
Não é que as pessoas não gostem de você, é um viés, que pode ser reeducado por meio da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou mindfulness.
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O abuso narcisista não deixa apenas cicatrizes emocionais.
Ele altera o seu cérebro.
E a pesquisa comprova isso.
Veja o que a ciência realmente diz.
O Dr. Martin Teicher, da Universidade de Harvard, conduziu estudos de neuroimagem em adultos que sofreram abuso emocional e negligência na infância.
O que ele descobriu não foi sutil.
Os cérebros de adultos que sofreram abuso emocional contínuo apresentaram diferenças mensuráveis em três áreas críticas.
O hipocampo. A região responsável pela memória e aprendizado. Sobreviventes de abuso emocional apresentaram redução do volume do hipocampo, o que explica por que muitos têm dificuldade em manter memórias claras do que lhes aconteceu. A manipulação psicológica não apenas os confundiu. O abuso alterou fisicamente a parte do cérebro que armazena memórias.
O córtex pré-frontal. A região responsável pelo pensamento racional, tomada de decisões e regulação emocional. A ameaça emocional crônica reduz a atividade nessa área. É por isso que, sob estresse, o cérebro racional se desliga e o cérebro de sobrevivência assume o controle.
A amígdala. O sistema de alarme do seu cérebro. Em sobreviventes de abuso emocional contínuo, a amígdala torna-se hiperativa. Ela dispara mais rapidamente. Permanece ativada por mais tempo. Interpreta ameaças em situações onde não existem.
Isso não é ansiedade.
Trata-se de uma adaptação neurológica a um ambiente genuinamente perigoso.
O Dr. Bessel van der Kolk dedicou décadas a documentar como o trauma, incluindo o trauma relacional contínuo do abuso narcisista, não reside apenas na mente.
Ele reside no corpo.
No sistema nervoso.
Na forma como você se encolhe quando alguém levanta a voz.
Na forma como você congela quando alguém fica em silêncio.
Na forma como você se prepara para a punição antes mesmo que algo aconteça.
Seu corpo não está reagindo de forma exagerada.
Ele está se lembrando.
E aqui está a parte que muda tudo.
Neuroplasticidade.
A mesma pesquisa que documenta os danos também documenta a capacidade do cérebro de se curar. Novas vias neurais podem ser construídas. O hipocampo pode recuperar volume. A amígdala pode ser recalibrada.
O cérebro que foi alterado pelo que aconteceu com você pode ser alterado novamente pelo que acontecer a seguir.
A cura não é apenas possível.
É biológica.





