sirius orion black III. 19. pureblood (not that it matters anyway). former gryffindor and proud. member of the order of the phoenix. part time barista. marauder. known as padfoot. illegal animagus. prankster. badass. free spirit. wild thing. carpe that fucking diem.
> Name: Sirius Orion Black III.
> Age: 19 years old.
> Species: Human; Wizard.
{ bold what applies }
drinker
smoker
done/does drugs
knows what a broken heart feels like
has committed a crime
suffers a physical disability
suffers a mental disorder
has experienced severe trauma
{ details }
> Biggest fear: Losing his friends and being alone in the world.
> Recurring nightmare: See his friends die in the hands of Death Eaters; face his brother on battle and realise he is now a Death Eater.
> Something you miss: The old Hogwarts days, when they were just teenagers and not soldiers in the middle of a war.
> Biggest regret: Loosing touch with his younger brother, Regulus.
> Pressure point: Hearing he is a Black through and through like his family members, with and the racism and prejudice.
> A secret: He misses his family and what they could have been if it wasn’t for all the problems that got in the way.
{ pick one }
fire or water
mother or father
to hurt or be hurt
eerie or gory
unrequited love or no love
Eu tenho um sobrinho de três anos, o que eu mais fiz nessa vida foi limpar vômito na parede, Sirius. Eu não sabia que você era tão delicado assim, quase feito de açúcar. Agora que eu sei, prometo te poupar das tarefas difíceis, ok?
Claro que eu não estava feliz, aí eu te chamei pra me ajudar, porque melhor duas pessoas infelizes juntas do que uma só. Mas você está mostrando seu lado sensível então acho que vou ter que arrumar outra pessoa pro trabalho pesado de verdade.
Don’t take it personally, but I’m pretty sure you’re cute, not badass. I mean, you look so adorable with your leather jacket and your good looks. Wow, he flirts, watch out, witches. Is there a way of flirting without being annoying? I spend so much time here I don’t even know the difference anymore.
Crianças só cagam e comem, impressionante! Mas em minha defesa, aquilo estava nojento pra caramba. E hey, não é muito legal desdenhar quem te ajudou em horas difíceis, Wood, sabia disso?
Ouch! Você me chamou de fofo? Preferia que você me atingisse com um balaço na cabeça! Brincadeiras a parte, sim, existe uma diferença entre flertar e encher o saco, linguagem corporal diz tudo e um cara precisa saber quando parar. Anos de experiência quebrando a cara me forneceram vasto conhecimento a respeito disso. Acho que meu queixo é até ligeiramente torto de tantos tapas na cara que já levei.
Depois de eu implorar pra você? Você precisava ver sua cara quando viu aquela privada nojenta, Sirius! Eu devia ter tirado uma foto pra colocar no cartaz de funcionário do mês. E os pratos na cozinha… É, eu não tenho argumentos pra isso. Ok, você é um barista diferenciado, satisfeito?
Meu nome do meio é Ellie e meu café da manhã foi metade do sanduíche com etiqueta “não coma – propriedade de Sirius Black” que estava na geladeira. Just kidding! Ou não.
Yeah, I know, mate. Thanks for being such a nice guy, because honestly, I think you’re the only one I’ve seen these days. Which is hilarious because in Hogwarts you had a very different reputation.
Implorar? Não vamos exagerar, okay? E você deu uma olhada no quão nojento aquele banheiro estava? Tinha vômito na parede, Violet. Vômito. Na. Parede. The bloody bastard couldn’t even aim right. Não comece com esse papinho que você também não estava nem um pouquinho feliz de receber a missão de tornar aquele banheiro minimamente habitável.
Oh, but my reputation remains and I still have to work hard to remain a bad ass, don’t you worry about that, but it doesn’t mean I have to be a jerk all the time. Just sometimes, you know. Flirting and being annoying are two completly different things.
Tenha compaixão, Black. Nós garçonetes queremos limpar tudo e ir pra casa, vocês baristas ficam aí com todo o trabalho fácil de sorrir e parecer bonitinho aí atrás.
Só assim pra aguentar trabalhar aqui, mesmo. Oh, that. Pff, don’t worry, you haven’t seen the weird eyebrows and the funny hair blokes yet. It’s pretty much always like this, I’m used to it. But… Thanks.
Alto lá, Wood! Pode para de falar aí mesmo, é isso aí. Eu fico com o trabalho fácil de sorrir e parecer bonitinho? Não foi exatamente isso o que fiz uns dias atrás quando te ajudei a desentupir aquele banheiro, huh? Ou a limpar aqueles pratos da cozinha?
Muito ingrata você, Wood. Bateu com a cabeça e esqueceu disso ou alguém usou o feitiço Confundus em você? Qual o seu nome do meio? O que você comeu no café da manhã? Quando é o aniversário do seu irmão? Melhor tirarmos a prova só por segurança.
Merlin, is it always like this? You shouldn’t be used to this. Actually, you shouldn’t have to deal with this. I’m sure you can take care of yourself but you know you can ask for help when you want to, right?
Ugh, finalmente aqueles caras foram embora! Não aguento mais esses babacas que ficam aqui depois de avisarmos que estamos fechando.
Mas e aí, como foi o dia atrás do balcão, Sirius?
Pra ser bem honesto com você, Violet, não estou em posição de reclamar a respeito disso porque costumo fazer exatamente a mesma coisa desde… bem, desde sempre. A diferença é que não sou um babaca e acabo bebendo junto com o barista depois do pub fechar.
O mesmo de sempre. Uma dose ou outra escondido sem que ninguém veja, ouvir uns desabafos de bêbado aqui, apartar uma briga ali… nada diferente do normal. By the way, are you sure you’re alright after what happend with that bloke with the funny beard? I still regret not punching his face, you know.
"Sometimes a good heart is enough to see you safe wherever you go. But mostly, it’s not."
PROFILE DETAILS
Name: Sirius Orion Black III.
Place of birth: London, England.
Date of birth: 3 de Novembro de 1959.
Age: 19 anos.
Blood status: Pureblood.
Ability: Animago registrado, assumindo a forma de um cão negro.
Occupation: Membro da Order of the Phoenix, barista no Leaky Cauldron.
Wand: Carvalho, 29 centímetros, inflexível, cerne de fibra de coração de dragão.
INK AND PAPER
“black. toujours pur. always pure. you came to the world with a golden crown upon your head but we all know a king is not born, he is made.”
Talvez um dos sobrenomes mais antigos no mundo bruxo. O lema em francês está cravado em uma tapeçaria na elegante mansão em Grimmauld Place e diz muito a respeito de uma das famílias mais influentes e ricas da sociedade mágica. Nascer um Black é ser considerado um membro da realeza, é carregar um nome que é sinônimo de status e digno de respeito. A linhagem data desde a Idade Média e a pureza de seu sangue é sempre destacada pelos membros de seu clã, que se orgulham de terem mantido o sangue inteiramente mágico ao longo de tantos séculos e tantas gerações. Contudo, essa conquista não foi facilmente alcançada. Custou sangue, custou vidas, custou sonhos. Cada aborto e cada traidor do sangue pagou com a própria vida para que os Black ocupassem o lugar onde estão, porque a nenhum deles foi garantido o direito de continuar a carregar o sobrenome a partir do momento em que envergonharam seus familiares sendo menos do que grandiosos. Em muitos casos, não lhes era concedido nem o direito de respirar.
Walburga casou-se com seu primo Orion poucos anos depois de concluir seus estudos em Hogwarts. Dos seus irmãos mais novos, Alphard e Cygnus, foi o último quem se casou primeiro e da união dele com sua esposa Druella nasceram três garotas. Com nenhum herdeiro do sexo masculino para levar o sobrenome adiante, a pressão para que um Black viesse ao mundo era quase palpável. Foi assim, depois de tantas tentativas e muitas gestações involuntariamente interrompidas, que Sirius Orion Black III veio ao mundo - desejado, esperado e aguardado.
“you are black. black as your hair, black as your family name, back to your bones. but i can see red inside your heart, slow burning and waiting still. we all know that the most poweful weapon on earth is a human soul on fire. and you, boy, you are a city burning alive.”
Era novembro e um dos invernos mais rigorosos das últimas décadas havia sido anunciado. Ele veio ao mundo depois de uma difícil madrugada de trabalho de parto que deixaria Walburga eternamente marcada - seu primeiro filho, seu pequeno rapaz, o herdeiro que levaria o sobrenome de sua família adiante. Nasceu forte e seu choro ecoou pelas paredes da casa da família por horas a fio, imponente e vigoroso como um Black deveria ser. Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno, destinado a grandezas muito maiores que seus ombros poderiam suportar. Tinha os olhos prateados que se tornaram marca registrada de sua família há tantas gerações, algo que foi considerado como um início auspicioso. Um jantar foi dado a sua homenagem poucos dias após o seu nascimento e seu futuro já era planejado e celebrado antes mesmo que pudesse proferir as primeiras palavras. Ele estava destinado a grandeza e todos sabiam disso.
Orion e Walburga pareciam ter sido agraciados com toda a sorte que poderiam dispor porque, um ano depois, Regulus vinha ao mundo e confirmava ao casal toda a prosperidade que parecia ter faltado a Cygnus e suas três garotinhas que, apesar de graciosas e brilhantes, ainda não traziam a vantagem estratégica, social e política que dois garotos representavam para uma família essencialmente patriarcal como os Black. Por isso, Sirius e Regulus foram educados como verdadeiros príncipes, sempre reafirmados de sua posição privilegiada e do quanto tanta grandeza também demandava certas responsabilidades. Todavia, diferente de seu irmão mais novo, que nos primeiros anos de sua vida teve a oportunidade de crescer como uma criança normal, Sirius desde cedo foi moldado para ser o herdeiro que a casa Black precisava e merecia. Enquanto Regulus podia brincar com vassouras de brinquedo, a infância de Sirius era sempre vigiada e regrada, organizada entre aulas de noções básicas de latim, aritmética, política e ciências mágicas.
Nunca lhe foi realmente permitido ser uma criança e isso traria mais consequências do que se poderia imaginar.
A ele foi ensinado que seu sangue era puro, raro e sagrado, que o mundo lhe era de direito e que seu sobrenome o tornava imediatamente superior a bruxos mestiços, nascidos trouxas e aos não mágicos. Sirius absorveu para si essa forma de pensar como qualquer outra criança de sua idade e isolada de qualquer outra opinião diferente faria, mas havia algo que o impedia de reproduzir essa forma de pensar como seu irmão e suas primas faziam com tanta naturalidade. Talvez ele fosse muito jovem para entender o que acontecia dentro de si mesmo, a revolução que começava como fogo brando e que anos mais tarde se transformaria num incêndio que o engoliria vivo entre as chamas. Se Walburga tivesse prestado atenção aos pequenos detalhes na personalidade de seu filho já naquela época, provavelmente teria notado que havia algo de diferente em seu primogênito, que ele tinha uma natureza diferente e que talvez não houvesse somente o negro dos Black e o verde de Salazar dentro dele. Ela deveria saber que ninguém muda da noite para o dia e que se Sirius se transformaria em tudo o que ela desprezava, isso certamente já morava dentro dele desde aquela época; que se tivesse feito algo em relação a isso, talvez, quem sabe, tivesse impedido que a tragédia batesse a sua porta. Ela deveria saber e não conseguia parar de pensar nisso quando o viu deixar sua família para trás.
“you are the third of your name. sirius, the third. sirius, the dog star. sirius, the brightest star on a black velvet sky. that made you want to make a name of your own more than anything you had ever known.”
Começou de forma natural, quase silenciosa. Ele nunca havia gostado da forma como a mãe tratava os elfos domésticos da casa. Não era como se Walburga sempre os chutasse pelos corredores (ela o fazia, mas somente quando estava tremendamente irritada com a incompetência das criaturas), mas o tom superior e seco com que ralhava ordens o incomodava. Sirius também sempre detestou os pequenos crânios de elfos encolhidos por magia que decoravam o corrimão das escadas e as cabeças entalhadas em placas de madeira que eram penduradas como quadros em um corredor. Quando era pequeno, costumava ter medo das cabeças enrugadas de grandes orelhas e longos narizes, evitando aquele corredor durante a noite e passando pelos quadros sem olhá-los quando precisava usar aquele caminho. Ao crescer, sentia-se apenas enjoado pelo fato de seus pais encararem aquela atrocidade como uma velha tradição. Somente os elfos que serviam a família de forma exemplar teriam a honra de ter sua cabeça entalhada naquele corredor quando morressem e Sirius simplesmente não conseguia enxergar sentido nisso.
Dos elfos domésticos que ajudavam a cuidar da casa, apenas Kreacher era tratado de forma diferente e isso refletia na servidão leal e quase cega do elfo, que tratava Walburga com uma incômoda submissão. (Exatamente o tipo de servo que teria sua cabeça pendurada naquele corredor). Sua mãe constantemente pedia que o elfo ficasse de olho em Sirius quando ela não estivesse por perto e o menino detestava quando Kreacher o seguia como uma sombra e entregava suas travessuras para a mãe. Muitas vezes o elfo também era instruído e castigá-lo fisicamente e é por isso que Sirius o detesta tanto.
Havia também a doutrina constantemente repetida durante a sua infância, a afirmação que seus pais e seus tutores repetiam incansavelmente como uma antiga reza. Eles eram puros, superiores, intocáveis. Sirius não estava interessado somente em aceitar o simples fato de que seu sangue o tornava superior mas em entender o motivo por trás disso, em compreender o que o diferenciava dos demais, e isso foi apenas a primeira rachadura na fundação de sua educação, a primeira carta a cair em seu castelo.
“you are all red and he is dark green. he is blood of your blood, flesh of your flesh. you are brothers and yet… yet you are two sides of the same coin.”
A carta de admissão em Hogwarts veio somente para confirmar o que todos já sabiam. Sirius já havia tido seu primeiro episódio de magia há alguns anos e era ensinado a controlar sua magia involuntária e incentivado a praticar mágica sem varinhas, portanto, nunca existiram dúvidas de que ele carregava o sangue mágico de sua família. Estava extremamente entusiasmado com a ideia de finalmente poder ir a Hogwarts, visto que sempre ouvia suas primas falarem a respeito do castelo quando voltavam para Londres nos verões, mas ao mesmo tempo sentia-se culpado por Regulus não poder acompanhá-lo ainda.
Os dois irmãos costumavam ser muito unidos durante a infância e isso era perceptível. Tinham somente um ao outro por conta dos pais emocionalmente distantes, então era perfeitamente natural que criassem um vínculo muito forte. É claro que brigavam em alguns momentos, como duas pessoas tão diferentes fazem quando convivem diariamente, mas a forte ligação que tinham era inegável. Sirius cultivava um senso de proteção quase paterno para com o irmão mais novo, constantemente assumindo a culpa em brincadeiras que davam errado para ganhar os castigos de Walburga ao invés de Regulus. Não o fazia pensando em algo em troca, pelo contrário, era uma reação quase automática. Preferia suportar ele mesmo os sermões e castigos físicos ao invés de ter que presenciar Regulus passando por isso. E quando sua vida virou de cabeça para baixo anos mais tarde, era do irmão que ele sentia mais falta.
“you are not velvet black. you are not cunning green. you are a crimson field, a proud, mighty and daring lion, bright red and wild gold and you are going to bleed because of it.”
Existem momentos que mudam nossas vidas para sempre. Podem ser breves minutos ou algumas horas, mas nós só temos total noção do quão significativos eles podem ser depois que eles passam. Para Sirius, a viagem em uma locomotiva vermelha com destino ao castelo de Hogwarts foi um desses momentos. Ninguém muda da noite para o dia, a chama precisa existir dentro de nós para desencadear em alguma coisa. Todo incêndio começa lento e silencioso e só atinge proporções gigantescas quando o vento sopra as chamas no mato selvagem e James Potter foi o catalisador de sua revolução.
Quando o chapéu seletor foi finalmente colocado em sua cabeça naquela noite, Sirius já havia escolhido avançar em direção ao precipício e não se importava com as consequências que isso lhe traria. Por isso, enquanto o chapéu falante o virava do avesso, o jovem herdeiro dos Black se permitiu pela primeira vez dar vazão ao avalanche que se formava dentro dele e aceitou o que para o chapéu era muito óbvio. Ele tinha o fogo de Gryffindor em suas veias.
Não foi fácil. Um Black em Gryffindor? Improvável. Em tantas gerações de filhos de Salazar, o máximo que conseguiriam aceitar era um discípulo de Rowena e nada mais. Não foi fácil. Walburga enviou-lhe apenas uma coruja assim que soube da notícia e não respondeu as cartas do filho até o Natal. Orion ainda comunicava-se com Sirius esporadicamente, mas o menino conseguia sentir a decepção emanar da caligrafia do pai. Regulus foi a a sua única ponte de comunicação com sua família por um bom tempo, mas logo seu irmão também deixou de responder suas corujas. Não foi fácil. Além de ser visto como uma decepção para a sua família, Sirius teve que lidar com a estranheza de seus colegas de casa. Nenhum dos filhos de Godric estava preparado para ter um Black entre eles. A popularidade de Bellatrix em Hogwarts havia preparado todos do castelo para receber membros daquela família com um pé atrás. Os filhos de purebloods e halfbloods sabiam de onde ele vinha e por muito tempo achavam que ele era exatamente como seus familiares (talvez ele fosse), então a única defesa que encontraram foi ignorá-lo pelas primeiras semanas de aula. Não foi fácil. De suas primas, apenas Andromeda não havia mudado totalmente sua forma de tratá-lo e ele nunca se sentiu mais sozinho e assustado em toda a sua vida. Seu medo transformou-se em agressividade e era muito comum que Sirius retrucasse secamente cada vez que alguém o tratasse com desconfiança, numa uma forma de se defender e se vingar. Não foi fácil. Queria desesperadamente não ser como sua família mas nada do que fizesse mudava a forma como lhe enxergavam e isso o magoava, mesmo que jamais fosse admitir em voz alta. Talvez ele não fosse tão diferente de sua família, afinal.
“they are your real family, your brothers, the ones you would die for. how would you know destiny would treat you like this?”
Não, não foi nada fácil. Mas James Potter nunca o deixou sozinho ou o abandonou durante esse tempo. Pelo contrário, o menino tentava convencer os demais colegas que Sirius não era quem pensavam, as vezes convencendo o próprio Sirius de que ele não era igual a sua família. James era o amigo que ele precisava, o amigo que ele achava que nunca mereceria. E quando Remus Lupin e Peter Pettigrew surgiram em sua vida, Sirius soube que nunca estaria completamente sozinho. Eles eram os seus irmãos, afinal.
Uma vez confortável em sua própria pele e tendo os seus melhores amigos ao seu lado, sua vida em Hogwarts se transformou completamente. Logo estava fazendo amigos, aproveitando aqueles que seriam os melhores anos de sua vida e divertindo-se com as brincadeiras e peças que pregava ao lado de Potter, Lupin e Pettigrew. Nascia assim os Marauders, os quatro rapazes com um talento para problemas que eliminavam o tédio da rotina escolar. Juntos, eles fariam o inimaginável. Prova disso foi a determinação com que levaram a ideia de não deixarem Remus sozinho durante as suas transformações na lua cheia. Passaram noites em claro, praticamente moraram dentro da biblioteca por meses e enfrentaram transformações animagas extremamente difíceis mas conseguiram. Por Remus. Porque um Marauder nunca deixam um irmão sozinho.
“you are always trying to live up to this image they have made of you. charming and cokcy and reckless. you try so hard to act like you don’t care but oh, boy, caring is your sin.”
Quando a puberdade veio e Sirius deixou de pensar somente em quadribol e aprontar pelos corredores e passou a olhar um pouco mais para as garotas, o seu charme não passou despercebido pela população feminina do castelo. Ele era atrevido, interessante e bonito, gostava da atenção e gostava de jogar charme para as moças, as vezes recebendo sorrisos em troca, as vezes recebendo um tapa na cara. Havia um ar de bad boy em seus cabelos longos e escuros e um brilho selvagem em seus olhos prateados e o rapaz tirava proveito disso como qualquer jovem de sua idade faria.
Mas quando precisava regressar para Grimmauld Place a cada verão e recesso de Natal, sua vida voltava a ser cinza novamente. Conviver com mestiços e nascidos trouxas e enxergá-los como seus iguais, chegar a conclusão de que eram tão mágicos quanto ele e seu sangue puro para regressar a sua família e ser obrigado a ouvir todos os tipos de ofensas a pessoas como seus amigos era demais para que pudesse suportar. As brigas com seus pais foram se tornando cada vez mais intensas e por motivos cada vez mais sérios até Sirius simplesmente não suportá-las mais.
“you are the boy who killed your family pride with your bare hands. no second thoughts. no regrets. you are the seventh blood traitor, the one who had the world in your hands and decided to walk away.”
A gota d’água veio em um jantar nas férias de verão logo após o seu quinto ano. Naquela noite, ele deixou Grimmauld Place para sempre e sem olhar para trás, sendo deserdado e excluído permanentemente da tapeçaria da família Black. Foram os Potters que o acolheram, adotando-o como um filho.
A princípio, tudo o que sentia era total alívio por não ter mais que conviver com pessoas tão diferentes dele. Eles nunca haviam sido verdadeiramente sua família, afinal, não como James, Remus e Peter eram. Mas existem momentos em que Sirius sente falta de como costumavam ser durante a sua infância (ao menos durante os momentos bons), especialmente de quando ele e Regulus ainda eram próximos. Contudo, ele sabe que não há como voltar atrás.
“you swore you would be good and brave and honorable and worthy and yet you have a natural ability to be terrible.”
Em seu sexto ano, Sirius quase perdeu tudo o que tinha por conta de vingança. O ódio a Severus Snape o cegou e o fez revelar o esconderijo de Remus durante as luas cheias numa doentia vontade de ensinar uma lição ao slytherin. O gryffindor não sabia, no entanto, que estaria colocando em jogo a sanidade de Remus no processo, que jamais se perdoaria por ferir alguém e que provavelmente seria expulso de Hogwarts caso alguma coisa acontecesse. Em sua impulsividade, Sirius nem sequer pensou nas prováveis consequências que atingiriam seu melhor amigo e isso lhe custou a confiança das três pessoas mais importantes em sua vida. E por Merlin, ele faria tudo para recuperá-la novamente.
“you are the boy who laughs at fate and mocks at death with that crooked, canine grin of yours and this untamed spark in your grey eyes. you are proud and you are wild and you think you are unbreakable. sirius, the dog star, and we all know stars fall someday.”
O último ano de sua educação mágica está batendo a sua porta e Sirius sabe que existe algo muito maior com o que se preocupar além de ganhar jogos de quadribol, ir a encontros com garotas e aprontar nos corredores. Há uma guerra desabrochando, um conflito ceifando vidas e tudo o que Black mais deseja é lutar, ser útil, provar o seu valor e, como bônus, chutar bundas de Death Eaters. Levará algum tempo para que ele enxergue que essa guerra é muito maior do que sua vontade de provar um ponto, de lutar contra o seu próprio sangue. Levará tempo para que ele perceba que lutar em uma guerra é muito diferente de duelar com slytherins, que provavelmente encontrará o seu próprio irmão do outro lado do campo de batalha, que o terror está pronto para engolir a todos sem restrições e que a liberdade e a igualdade custará a vida de seus amigos mais próximos.
Afinal, a guerra muda qualquer um e essa guerra irá quebrá-lo da forma mais cruel que se poderia imaginar.
While everyone’s lost, the battle is won
With all these things that I’ve done
I got soul, but I’m not a soldier (x)
Someone over on deviantart requested a Sirius Black drawing and I tried to make him look happy, I really did
But I ended up drawing a sad mouth and then it all went downhill from there. So here is an angsty Sirius Black instead, post-battle in the First Wizarding War.