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"I'm Dorothy Gale from Kansas"

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You know nothing, Jon Snow.
Tenho medo de terminar sozinha. Tenho medo de ser sempre amiga, irmã e confidente, mas nunca o ‘tudo’ de alguém
Tati Bernardi (via docimente)
Sabe, cara, eu tenho que confessar que quando eu mandei ela embora, eu fiquei esperando ela voltar. Eu fiquei exatos 145 dias esperando uma ligação, uma mensagem, até um sinal de fumaça eu tava aceitando. Eu lembro que a última vez que eu a vi, ela vestia uma calça jeans e uma blusa rosa que deixava ela mais linda do que se ela estivesse de vestido e salto alto. Eu sempre gostei disso nela, dessa coisa dela parecer mais bonita que todo mundo mesmo que tivesse de pijama e maquiagem borrada. Ela tem uma coisa diferente, sabe? Ela não é como as outras, ela gosta de rock mas eu lembro que ela sabia a letra inteirinha de uma musica do Restart. Ela vestia roupas curtas, mas ela ficava estranhamente inocente com essas roupas, parecia uma daquelas atrizes adolescentes de novela das oito. Ela era tão minha, só de olhar para ela eu sabia que ela era minha… Era… Não é mais porque eu achei que a vida com ela seria monótona demais, sei lá, achei que não ia dar certo porque a gente dava certo demais, e eu fiquei com medo de em algum momento ela ir embora e me deixar. E eu era desse tipo mesmo, que ligava pra quem terminava e pra quem era o mais forte e o mais inteligente, mas ela não sabia disso, ela nunca soube dessas minhas competições internas e mesmo assim sempre pareceu frágil demais, inocente demais. Ela me beijava com vontade de beijar o resto da vida, eu sentia isso, cara, eu sentia que ela gostava de mim como nenhuma outra garota nunca gostou. Ela se aninhava nos meus braços com uma facilidade tão incrível que parecia que ela tinha nascido para ficar escondidinha dentro do meu abraço. 145 dias e eu não consigo esquecer o jeito que ela olhava pra mim, como se eu fosse o melhor cara do mundo, como se eu valesse a pena e ela estivesse disposta a tudo por mim. Eu tinha aquela garota na palma da minha mão, eu poderia trair, brincar, até gritar, que ela ficaria comigo porque sempre soube que eu precisava dela, embora não falasse, ela sabia que eu já não imaginava um jeito de ficar longe dela. Mas se ela sabia, por que ela me deixou? Eu sei que a mandei embora, mas era pra ela ter ficado, cara. Só que ela foi embora, e levou tudo com ela, as calcinhas que ela pendurava sob o box e as camisetas que ela guardava na minha gaveta de meia. Levou aquele beijo, aquela voz gostosa e se levou de mim rápido demais. Eu fui um canalha, um babaca, um otário e outras essas coisas que ela me disse quando foi embora e deu aquele gritinho agudo dizendo que ela nunca deveria ter me conhecido. Na hora eu não senti nada, sei lá, fiquei olhando pra ela e deixei ela ir embora, mas depois, depois quando eu olhei pro box e não vi a calcinha dela lá, eu senti que tinha feito merda e que já era tarde demais, que eu tinha sido o cara mais burro do mundo e tinha perdido a única garota que gostou de mim mesmo eu dando motivos pra não gostar. Ela assistia futebol, ia à finais de campeonato comigo, ela torcia comigo, ela amava andar pela casa só de calcinha e sutiã, ela fazia uma massagem que só ela sabe fazer, ela não brigava comigo quando eu sumia e muito menos reclamava quando eu passava uma semana sem dar sequer um telefonema. Ela gostava de mim, ela me amava, não amava? Agora me diz porque eu mandei ela embora. Eu tinha a garota perfeita, a namorada perfeita, a mulher perfeita, e poderia ter pro resto da vida se quisesse. Mas eu mandei ela embora e ela não me liga mais. Ela sai com os amigos e dizem que ela está feliz. Ela encontrou alguém melhor do que eu. Ela está bem, não está? Então por que eu não estou? Nesses 145 dias eu senti a falta dela. E hoje no 146° dia, eu sinto a falta dela pra caralho.
Eu mandei ela embora, e porra, ela foi mesmo (via docimente)
Eu não te pergunto nada, não te peço nada, até não me preocupo onde e com quem você esteja. Mas toda noite eu sussurro bem baixinho até o sono vir: me ama, por favor.
Caio Fernando Abreu. (via docimente)
é como passarinho que foge do ninho: olha pros lados e sente medo, mas não pode voltar, porque agora é daqui pra frente; ninguém quer andar pra trás.
Eu cansei de insistir, estou tentando me religar a alguém que cortou a linha que nos mantinha juntos, é burrice minha correr atrás de quem foge de mim, por isso eu digo que acabou, mas se mudar de ideia me avisa porque eu sou idiota o bastante para te querer de volta.
Ela Já Foi Verão (via floriversicar)
Estava farta. Coloquei em minha cabeça que não a deixaria mais entrar na minha vida, mas acontece Sofia, que o coração não escuta. Toda vez que você vem sorrindo, fazendo birrinha, meu coração amolece; e isso me mata, porque você nunca se importou com meus sentimentos. Na verdade, você só lembra que existo quando precisa de um colo, quando todos te deixam de lado. E eu sou boba, eu te deixo entrar na minha vida novamente.
Um amor efêmero. (via ocasionava)
Eu quebrei minhas regras para você
Sabrina B. (via floriversicar)
Eu sei que eu posso muitas coisas sem você, e eu sei que, se eu tomar um banho quente e comprar uma roupa nova, talvez eu possa querer uma coisa que seja, só uma, sem você. Nada muda no mundo quando você não caminha ao meu lado, as pessoas quase não percebem que falta metade do meu corpo.
Tati Bernardi (via almalizei)
Uma casinha bonita. Um emprego que eu adore. Uma pessoa que me entenda. Um par de pés pra me guiar. E um de braços pra dias frios. Um chão pra quando meu mundo desabar. Um colo eterno de mãe. Um lugar pra voltar. Outro pra ficar pra sempre.
Tati Bernardi. (via almalizei)
Quinhentos e sessenta e cinco dias. E eu não consegui escrever nenhuma palavra sobre você. Tentei, diversas vezes eu tentei, nem que fosse para te escrever uma palavra qualquer. Não saiu nada. Zero. Branco. Nunca consegui entender esse fenômeno. Porque tudo o que eu não soube dizer, meus textos falaram por mim. Chega a ser engraçado, pois de todas as histórias que vivi, as mais bonitas foram com você. De todos os meus relacionamentos meia-boca, você foi a única boca completa. Lembro quando te conheci, você estava se lamentando nas tuas redes sociais sobre o quanto o homem que tu amava não te dava a mínima. E mesmo assim, você continuava se importando. E eu sempre vi você ali, no teu cantinho. Nos seus momentos de desabafo. Mas aquela foi a primeira vez que eu decidi falar com você, do nada. Só pra dizer “eu não sei o porque você está triste assim, mas eu adoro os momentos que você sorri.”. E dali em diante, nos tornamos amigos. E a gente não precisava se falar o tempo todo pra saber que um se importava com o outro, porque nos dias difíceis, era no som das nossas risadas que tudo se ajeitava. Às vezes ficávamos meses sem se falar, só que isso não importava. Porque a gente tinha uma coisa chamada amor pronto-socorro: sempre que alguém nos quebrava, um corria para o curativo do outro. Morávamos em estados e cidades diferentes, mas nos sentíamos tão próximos. Você dizia que odiava falar no telefone porque nunca sabia o que dizer. Uma vez eu te liguei contra a sua vontade, só para ouvir a sua voz. E você não ficou quieta por nada. Mas eu gostei porque a sua voz era doce e eu nem sabia que vozes podiam ser provadas. Chegou um dia que nos afastamos por um longo período de tempo. E quando eu estava passando as férias em outra cidade com uma namorada muito da ciumenta possessiva. Você me mandou uma mensagem dizendo “estou na sua cidade, vem me ver”, e eu não tive coragem de responder porque eu teria grandes problemas. Porém, no fundo, eu só queria largar todo aquele relacionamento vazio e voltar correndo para me encher de você. Depois que mais um relacionamento fracassado se concretizou, ainda assim, não conseguia te mandar uma mensagem. Porque me sentia um verdadeiro covarde. E infelizmente, eu era. Quase consegui seguir em frente fingindo que você não existia, quase consegui me convencer que as coisas acontecem da forma que devem acontecer, quase consegui me desapegar de você. Aí meu celular vibra, é uma mensagem sua: “Ainda lembra de mim?”, um sorriso escapou, “Como eu poderia esquecer?“. Quando você reapareceu na minha vida, mais uma vez, as coisas não eram como antes. Não existiam mais homens te fazendo se sentir uma meia mulher. E não existiam mulheres fazendo eu me sentir um meio homem. Pela primeira vez, nós estávamos livres das nossas prisões. E, tão naturalmente quanto o canto dos pássaros, a gente se amou. Sendo sincero, lutei para me convencer que não amava você. Para não admitir a mim mesmo que a mulher que eu mais amei estaria a quilômetros de distância do meu amor. Em um certo momento expliquei toda a situação a um grande amigo e ele me disse “Você a ama?”, “Sim, eu a amo”, “Então o que está esperando?”. Comprei a primeira passagem de avião que pude e fui te ver. Não podia mais negar o inegável. Você mostrou para mim o gosto do amar e se tornou meu prato predileto. Você foi a única pessoa que olhou para mim e não precisou dizer que me amava. Seus olhos te entregavam. Foi a mulher mais linda que segurou a minha mão, mesmo depois de um dia cansativo de trabalho. Todos os dias, eu perguntava o porque você estava comigo, afinal? E eu nunca precisei das respostas, porque o seu sorriso dizia tudo. Você aguentou até mesmo o meu sério problema com a memória, pois eu consigo esquecer de tudo facilmente. Datas, lugares, pessoas. Você fez eu aprender que um relacionamento não depende apenas do casal, mas de sua fé. Não somente fé no amor, mas na vida. As pessoas nos olhavam e viam o amor. Eu via o amor em nós. O amor se alimentou de nós. Você foi a primeira mulher que fez eu quebrar os meus limites. A primeira que eu quis jurar votos e dar o meu sobrenome. Dentre todas, você foi a primeira que eu realmente acreditei no para sempre. E em toda a minha vida, essa foi a vez que eu mais quis estar certo. Eu quis entrar em acordo com o destino. E sabe qual o problema? O destino não aceita acordos, propinas, subornos. É o que tem de ser e acabou. Simplesmente um dia, o fatídico dia, você me liga com a voz firme e diz que precisa falar algo importante. Eu gelei meu peito como se estivesse no Alasca. E você solta “Eu não sei o que aconteceu ou como aconteceu, mas eu não te amo mais como antes.”. E naquele momento, eu percebi que você pode morrer por alguns instantes, mesmo estando aparentemente vivo. Naquela noite, descobri que é possível chorar todos os 70% de água que possuímos no nosso organismo. Na manhã seguinte, reuni o pouco da energia que me restava para te ligar e dizer “Olha, estou cancelando as passagens que comprei para te ver nesse mês. Iria ser surpresa, mas na verdade, eu é quem fui surpreendido. Obrigado por tudo, adeus.”. Seus soluços de choro foram interrompidos pelo termino da ligação. Aquela foi a última vez que ouvi sua voz. E desde então, eu nunca consegui escrever sobre você. Sobre nós. Até agora, até esse exato momento. Semana passada eu soube que você está noiva e, que em breve, vai se casar. E eu não sinto raiva, ciúmes, inveja. Nada disso. Ao contrário, desejo que seja feliz. Quero que você encontre o que não encontrou comigo. Eu nunca quis escrever sobre você porque normalmente escrevo sobre tudo o que teve fim. E o meu interior nunca quis admitir o nosso final. Eu sempre te disse que tinha facilidade em perder as memórias, deixar que as coisas caiam no esquecimento e, acredite, eu não posso permitir que isso aconteça com nós. Então decidi escrever sobre você essa noite, porque finalmente eu entendi que as minhas palavras não significam o fim de tudo. Na verdade, elas são tão poderosas que podem eternizar a nossa história para sempre.
Allax Garcia. (via floriversicar)
Eu estava procurando pelo seu rosto na multidão, mas tentando manter minha cabeça baixa.
Kodaline. (via budapested)