NĂłs nos desentendemos novamente.
Eu acreditei que vocĂȘ soubesse que certas atitudes e situaçÔes me deixam muito ansiosa e que poderia evitar isso.
NĂŁo era obrigação sua mas vocĂȘ poderia considerar NĂO fazĂȘ-las por me conhecer.
Eu ainda estou ansiosa e decepcionada. Mesmo estando feliz pela sua conquista e novos passos, nĂŁo Ă© fĂĄcil lembrar que eu era parte ativa de tudo isso que estĂĄ acontecendo agora e mesmo com meus defeitos, eu pensei que fosse relevar jĂĄ que fui eu quem tomou a iniciativa do que hoje vocĂȘ estĂĄ aproveitando.
Parte de mim sente sua falta, parte de mim sĂł quer uma companhia. NĂŁo Ă© justo. Eu sei que isso significaria te usar.Â
Parte de mim realmente lembra com amor as boas memĂłrias e os tempos difĂceis que vocĂȘ esteve ao meu lado. Mas tambĂ©m existiram tempos tristes e assustadores em que vocĂȘ se negou a me entender e que vocĂȘ infelizmente foi o agente ativo desses momentos.
Parte sabe que eu fui chata, debochada, irÎnica. E que essas atribuiçÔes fazem parte de mim e eu tentei por vezes, e outras não, mudar.
Vezes que eu usei disso para me defender e resguardar do seu silĂȘncio, da sua distĂąncia.Â
Vezes fomos imaturos e espelhamos o pior do outro, em vez do melhor.
Que usamos o outro como desculpa para errar.
Eu errei mas, vocĂȘ tambĂ©m.
Ao que me compete, eu errei.
Agora, nĂŁo sei se jĂĄ estou mais certa...Â
Mais que tudo eu busco paz. Tenho pensado, nem como amigos tem funcionado. Tem algo muito errado em um de nĂłs, ou em ambos, mas nĂŁo conseguimos consertar. Ou em nenhum de nĂłs, talvez seja que nĂŁo fomos feitos um pro outro.
Talvez nĂŁo seja passĂvel de conserto, apenas distĂąncia.