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do you still … i do. i do still love you.
After party. – @EdLine
O som das pessoas abafava a música ao fundo, e ele estava sendo impedido de ouvir David Bowie – a melhor coisa dos alunos da Lufa-Lufa era não terem tanto preconceito com as coisas trouxas, o que fazia com que Ed pudesse ouvir seus artistas trouxas que mais gostava. Mas tudo bem, ele poderia ouvir depois. Aquela era uma festinha particular do time de quadribol que acabara de ganhar um jogo contra a Corvinal; 200 a 90, foi uma tremenda sorte terem pegado o pomo de ouro. Levou o copo vermelho contendo uísque de fogo até os lábios e tomou um generoso gole da bebida. Aquele já era seu terceiro copo, mas ainda podia sentir a bebida queimar ao descer por sua garganta. Edward não estava bêbado e nem pretendia ficar. Bem, talvez mais tarde… Agora ele estava de olho em uma morena, aluna do 5º ano, tinha um olhar penetrante e cabelos negros que destacavam seus olhos. Ele queria aquela garota. Ela conversava com uma amiga, mas mandava olhares a Edward muitas vezes. Ele podia sentir que ela o queria também.
Não demorou muito tempo para que o loiro se aproximasse e iniciasse uma conversa com a garota. Algumas palavras, muitos elogios e eles estavam saindo pela porta de uma sala vazia, em direção aos corredores vazios de Hogwarts. O feitiço que abafava o som de dentro da sala fazia com que o ambiente fora daquele local parecesse um lugar completamente diferente. O silencio reinava. Mas Miller não passou muito tempo analisando o silêncio do lugar. Passou a mão na cintura da garota e a levou para um canto do corredor, onde a luz das tochas não iluminavam e começou a beijá-la. Tudo estava indo muito bem e Ed pensou que eles bem que poderiam terminar aquela festa no dormitório dele. Mesmo estando distraído, ele conseguiu ouvir sons de risada ao fundo e algumas palavras que não conseguiu distinguir e, em seguida, ouviu passo firmes e apressados. A garota parou de beijá-lo e olhou assustada. Edward revirou os olhos. Jamais iria se acostumar com os alunos certinhos, poderia ser um monitor, mas poderia não ser ninguém ameaçador, certo? Certo.
O loiro fez sinal para a garota fazer silêncio e saiu da escuridão para olhar quem estava se aproximando e ouviu passos atrás de si; ao olhar pra trás se deu conta de que a garota tinha ido embora. Ele revirou os olhos mais uma vez, não tinha muita paciência para gente desesperada. Ela nem sabia o que era e já estava fugindo! Voltou sua atenção ao corredor, em busca de algum monitor, professor ou qualquer dedo duro. Se fosse o dedo duro, ele daria uns belos socos no infeliz; se fosse algum monitor, bem, dependendo de quem fosse, ele o convidaria pra festa; agora, se fosse um professor… Ed sentia que poderia estar muito ferrado. Mas, para sua sorte, não era nenhum professor ou monitor. Os passos haviam cessado e o que ele encontrou no corredor foi uma coisa bem diferente.
Segurava um copo vermelho nas mãos com alguma bebida quente que não havia identificado, porém, aos poucos sentia o corpo aquecer por conta da mesma, era na verdade uma mistura feita por Thomas Turpin, seu amigo de longas datas que havia convencido Evangeline a acompanhá-lo na festa promovida pelos alunos da Hufflepuff e ao julgar os seus últimos dias basicamente trancafiada na biblioteca, decidiu ceder ao convite do amigo, porém, a festa não estava sendo um pouco demais para a ruiva que sentia-se um pouco... Diferente de todos os alunos. – Line, por favor, você precisa se enturmar mais com o pessoal, veja, todos estão se divertindo. – Alertou Thomas, enquanto bebia mais um gole de Whisky de fogo, Line sorriu de um jeito delicado e então respirou fundo. – Okay, mas eu não sei como... – Ela fez uma breve careta e quando Turpin riu, a garota roubou o copo do amigo, virando a bebida e sentindo a garganta queimar por inteiro, em seguida, virou a própria bebida, deixando os dois copos sob uma mesa próxima aos dois e então sentiu-se um pouco zonza, caindo nos braços de Thomas. – Você está certo, Thom, eu realmente preciso me divertir mais. – E depois de alguns segundos, Evangeline segurou as mãos do amigo e começou a mexer o próprio corpo, conduzindo-o em uma dança animada. Entre risos e alguns giros, Thomas aproximou-se da ruiva e lançou um olhar delicado para a mesma, soltou uma das mãos e segurou o cabelo de Austen. – Você está linda esta noite, Austen, e eu realmente estou muito feliz em ter vindo com você, na verdade, eu preciso te falar uma coisa. – O som havia abafado metade das palavras de Thomas, e Line realmente não conseguiu entender algo que fizesse muito sentido. Evangeline aproximou-se, no intuito de sussurrar algo para Thomas, porem, ele a surpreendeu quando segurou-lhe pela nuca e a beijou. Evangeline sentiu-se estranha e depois de alguns segundos conseguiu desvincilhar-se de Thomas. – Eu, eu preciso sair daqui. – Respirou fundo, aparentemente a sensação de bebida começava a fazer efeito.
Pareceu uma eternidade os passos trocados da festa até a saída da mesma, Evangeline sentia a respiração descompassar a cada segundo e agradeceu por não ter sido seguida por Thomas, na verdade, reparou que a grande massa dos alunos começava a se dissipar rapidamente pelos corredores. – Droga. – Foi tudo o que conseguiu dizer, na verdade sussurrar, enquanto começava a procurar algum lugar para se esconder. Logicamente, seguiu o instinto de encontrar um lugar escuro e quando conseguiu, mal conseguia sustentar os próprios pés, provavelmente por conta da bebida. – Droga, droga droga. – Evangeline repetiu constantemente, até que esbarrou em algo, algo de ferro e muito pesado, uma das armaduras de enfeite da Escola, e bem, tropeçara na mesma e quando deu por si estava no chão, em cima da mesma. – Eu estou ferrada, completamente ferrada. – Resmungou, tentando se levantar, sem enxergar muito bem, e bom, para completar a sua noite, um monitor da Ravenclaw havia aparecido, com uma tocha que iluminava muito bem todo o local, e bem, digamos que ele não havia aceito muito bem o fato de ter sido massacrado no Quadribol. – Vocês dois, acham mesmo que podem comemorar sem pensar nas consequências? – Evangeline tentou ajeitar o vestido vermelho e respirou fundo. – Dois? – Arqueou a sobrancelha e olhou para trás, vendo que havia mais um aluno ali. – Ah. – Respirou fundo. – Detenção, vocês dois, agora. Claro, primeiro vocês precisam dar um jeito nessa bagunça. – E apontou para Evangeline ainda caída com a armadura. – E depois, podem ir polir as vassouras no armário de vassouras. – Evangeline com muito custo conseguiu levantar-se e então arqueou a sobrancelha. – SEM USAR MAGIA. – O monitor havia sido enfático, e Line acabou rindo em deboche, por conta da bebida, mais uma vez. – Vamos, eu não tenho a noite toda. – Tudo cambaleava, e quanto mais o Monitor falava, mais zonza Evangeline ficava. – E-eu não acho certo... Ele não tem nada haver com tudo isto, eu estava aqui...Sozinha. – Evangeline encarou o monitor que aparentemente não lhe deu a mínima, e foi em direção ao garoto. – Claro, senhorita, você está com o Edward Miller e quer me fazer acreditar que não estavam fazendo nada? Olha a sua roupa... – Evangeline olhou para baixo tentando encontrar o problema com o seu vestido, tirando o fato de que ele era levemente decotado, não havia nada de errado, ao seu ver, porém, resolveu não retrucar, e calou-se.
strawberryausten:
E tudo que eu ouço é “Blábláblá”. Eu já estou apaixonado, sabia? E pela única pessoa que eu sei que jamais vai me abandonar, sou eu mesmo. Esqueça isso de fazer o impossível pelo seu bem; não te deixar ir embora. É tudo merda. Quanto mais rápido aprender isso, menos vai se amachucar no fim das contas. Edward Miller também é conselhos de vida, sabia?
Eu não disse que não ia sair com suas amigas, eu disse que você será trancafiada na Torre, não que eu vá ficar lá com você. Não quero impedir que você saia com outras pessoas, só quero impedir que faça isso com as pessoas erradas, logo, como esse seu amigo corvino e o cabeça de fósforo. Mas a ideia de nós dois irmos jantar, me parece ótima. Quando iremos fazer isso? O que acha que fazermos em Hogsmead?
Tudo o que eu posso desejar é que alguém te faça mudar de opinião, que você se apaixone por alguém de uma forma tão intensa que definitivamente não a deixe ir embora, amor próprio é bom, mas, ser solitário não é.
Se bem que me trancafiar em uma torre não significa executar a missão de me deixar longe dos meninos com sucesso, afinal, existe outras maneiras de chamá-los, você sabe não é? Caso queira saber, eu estou de olho em alguém, mas a pessoa é cabeça dura e prefere estar com outras pessoas, é claro, mas, não é o Lovegood, ou o Prewett, já disse que somos amigos. Ótimo, podemos ir jantar em Hogsmeade, Café da Madame Puddifoot talvez?
strawberryausten:
Não, não é nada normal a pessoa se apaixonar. Vai parecer um bocó pelos cantos e no final das contas vai levar um belo pé na bunda da pessoa que também dizia amá-lo. Não quero saber o que ele andou dizendo dos seus lábios, seu beijo ou seu toque, eu posso tirar minhas próprias conclusões sobre esse assunto, sabia?
Isso, continue falando. Te dou uma bala depois. Não, não vai acontecer jantar nenhum. Nem que eu tenha que trancar você na torre de astronomia, você não vai sair pra jantarzinho com aquele corvino idiota. Ah, claro, agora tem o cabeça de fósforo Prewett também! Venha cá, é só um ou os dois? Porque tudo que está ruim sempre pode piorar, você sabe. Porque não fazemos assim, pega essa sua amiga e manda sair com os dois, de preferência viajar com os dois e não voltar nunca mais. O que acha? Eu acho uma ótima ideia.
Sua teoria pode estar certa, mas, eu discordo de certas coisas, quando a pessoa te ama de verdade, ela não vai te deixar ir embora, e mesmo que ela ainda não saiba que te ama, ela vai fazer o impossível pelo seu bem, e vai se preocupar com coisas banais. Quando se apaixonar, vai descobrir isso. E logo, a paixão vira amor.
Mas oras, não era você querendo sair com as minhas amigas? De qualquer jeito, eu acho que nós dois podemos sair pra jantar qualquer dia então, já que pretende me trancafiar em uma torre caso eu saia com outra pessoa..O que acha?
strawberryausten:
Eu sou feliz a todo instante, não tenho motivos para ficar triste, esqueceu? De qualquer modo, não foi o suficiente… Mas podemos conversar sobre isso depois. Estranho é ele ter se “apaixonado”, eu não entendo porque as pessoas fazem isso…
Mas que bom que ele não estuda aqui. Já me basta um grudado em você, dois é de mais! O que você comenta de mim para os seus amigos? Não acho que seja sobre a a minha beleza, pois todos sabem disso, nem do meu ego, pois todos sabem disso também. Mas, de qualquer modo, continue falando. Principalmente para as suas amigas! Desista dessa ideia de ajntar, não acontecer nem em sonho! E eu não implico com nada, apenas digo a verdade e você não gosta.
Estranho? É normal as pessoas se apaixonarem, inclusive quando elas sabem que pode ser quase impossível a outra se apaixonar também, mas, ele me disse algo relacionado aos meus lábios, e ao meu toque, não sei, foi só um beijo, eu juro.
Nesse caso, eu acho que irei continuar a falar sobre você para elas, sim, aposto que elas já sabem o suficiente, todos sabem, mas, se você insiste. Se quiser, podemos ter um encontro duplo, você, uma amiga minha e eu e o Lovegood, ou o Prewett. Aposto que eles não iriam negar meu pedido. E, o jantar vai acontecer, se você não quiser ir, seremos eu e o Xenophjilius então.
strawberryausten:
Acho muito injusto as garotas terem visto mais do que eu! Segundo, Evangeline? Não precisa me enganar, cadê a velha e boa sinceridade entre a gente? Mas, supondo que isso seja verdade, quem foi o outro garoto? Eu conheço? De qual casa ele é?
Prata? Brincando ou não, você sabe que eu sou medalha de ouro em tudo, não é? Pessoa boa? Claro, claro. Eu te ajudo a todo instante e não vejo você saindo por ai espalhando que eu sou uma pessoa boa! Jantar? Com ele? Não, obrigada. Não vai ter nenhum jantar, nem eu você e ele e muito menos você e ele. Será que dá pra você esquecer essa criatura?
Convenhamos que somente o fato de ter visto mais que qualquer outro garoto nesse mundo, já é motivo para sua felicidade. E estou sendo sincera, o primeiro beijo foi com o meu primo, ele é meio apaixonado por mim, estranho né? Ele não estuda em Hogwarts, ele foi pra outra escola.
Calma, prata por ter sido o segundo a ter me beijado. E clao que não me vê espalhando coisas sobre você, justamente porque não falo de você pra você, seria estranho, mas eu comento sobre você para as minhas amigas, pros meninos também. E ah, a ideia do jantar é tão legal, você pararia de implicar totalmente com os meus encontros com o Lovegood pois iria ver sobre o que realmente conversamos e como realmente não existe nada demais.
strawberryausten:
O que foi que eu vi de mais? Nada! Exatamente “qualquer outro garoto” não pode te ver sem os trajes, mas eu não sou qualquer um, não é mesmo? Nossas vidas vão durar muito tempo, logo, precisamos compartilhar mais coisas, hum?
É„ um quase isso. Mas você não iria mesmo atrás dele, iria? Eu não me importo, eu só… não gosto de vocês dois juntos. Eu não confio nele, é isso. Ele tem bem uma cara de não confiável e você deve andar a uns cem metros de distância dele!
Eu posso garantir que você viu mais do que qualquer outra pessoa, claro, as meninas da Hufflepuff talvez tenham visto mais, mas, nenhum outro garoto. Você foi o segundo garoto que eu beijei.
Parabéns, Miller, ganhou a medalha de prata, vamos esperar pra ver quem será a medalha de bronze, e eu estou brincando. E nossa, eu não sei como você enxerga maldade em uma pessoa tão boa como o Xenophilius. Ele aceitou me ajudar com uma facilidade sem fim, eu acho que você está equivocado, mas, se quiser, podemos marcar um jantar, eu, você e ele, e você verá que ele não é tão mal assim.
strawberryausten:
Olha, até que não seria nada desagradável ver você por ai andando sem os trajes, não acha? Comigo. Mas você não saiu na intenção de vir me procurar, saiu? Eu não estou preocupado, quem disse a você que eu estou preocupado? Você, o que? Volte aqui, Austen!
Não vou mais te convidar pra Hogsmead, isso agora é uma intimação. Esqueça aquele loiro azedo, sim?
M-I-L-L-E-R contente-se com o que já viu, foi o suficiente para o restante das nossas vidas, e imagine só qualquer outro garoto podendo ver os meus trajes sem nenhum pudor?
Ok, calma, eu não ia de fato sair daqui, mas, me surpreendeu você ter me pedido pra ficar, ou quase isso. E tá certo, nós vamos pra Hogsmeade, mas, só se me responder por que se importa tanto com essa história do Lovegood.
strawberryausten:
Ah, claro, porque você e seu amiguinho não falam sobre essas coisas, não é? Hum… Nada mais do que justo já que você ficou com algo que é meu, não é verdade? E é bom que você tenha um estoque de camisas brancas no seu malão, eu não costumo devolver presentes.
Você só anda grudada nele, como não quer que eu fale disso? Você não tem que me dar satisfação de nada. Não quero saber do se baseia esse relacionamento de vocês! Não me interessa. Claro, porque ele entende todas suas loucuras, hunrrum. Compromisso comigo? Mas não sou eu quem entende das coisas que você gosta, sou? Por que você insiste naquele cara?
Nós não conversamos sobre essas coisas, não mesmo. E eu não fiquei com nada seu, Miller. Com o que eu teria ficado? Não se preocupe, eu tenho outras camisas, não é como se eu fosse andar por aí sem os trajes, não se preocupe.
Como?!? Eu não ando grudada nele, Edward, olhe bem para os lados, com quem eu estou agora? Argh. E como você mesmo disse, eu não preciso te dar satisfação alguma, mas, por que você está tão preocupado com isso? Então, vai mesmo me desconvidar para Hogsmeade? Okay, eu acho que posso chamar o Xeno.
strawberryausten:
Você pensa em mim acordada, Evangeline. E sabe muito bem disso. Quanto aos nossos sonhos. Diferente de você, eu não tenho nenhum problema m admitir que sonho com você, afinal eu sonho com muita gente. E sabe um sonho que vem se repetindo bastante? O dia em que eu joguei você no lago, lembra-se? Eu lembr, principalmente do que aconteceu depois…
Ah, sim, seu pais e seu amiguinho corvino, não é mesmo?! E sim, pessoalmente é algo bem melhor. As coisas não ficaram fora de controle, eu falei algumas verdade e você não gostou de ouvi-las! Se você não andasse grudada naquele Fantasma, não teria ninguém com saudade aqui. Eu não estou pensando, eu estava te procurando justamente pra isso, ou você já tem algum compromisso?
Então você realmente acha que o Lovegood anda sonhando comigo? Ual, eu não sabia que ele era capaz de sonhar comigo. Para de ser bobo Edward Miller, e ah, de certa forma eu acabei favorecendo os seus sonhos, gostou do presente que eu deixei no seu dormitório naquela noite?
E, novamente essa conversa sobre o Xeno? Quantas vezes eu terei que falar que ele é somente o meu amigo? E nosso relacionamento se baseia em amizade, astronomia, astrologia, e todas essas coisas que você não tem muita paciência para lidar. E, eu tenho um compromisso agora, com você.
strawberryausten:
Eu sempre soube que você pensava em mim a todo instante, mas agora eu tenho absoluta certeza disso e você não vai mais poder negar! Saudades, é?
Bem eu estou acordado, logo, não sou eu quem está sonhando com você, então se tem alguém sonhando com você é melhor ele cair da cama começar a ter pesadelos!
Como você pode ter tanta certeza, Miller? Você está acordado, eu estou acordada, isso significa que eu não estou sonhando com você, então...
Deixa disso, provavelmente é a minha mãe sonhado comigo, ou o meu pai, convenhamos que nenhuma outra pessoa sonharia comigo. E o mais importante, não estou nos seus sonhos, estou pessoalmente ao seu lado, é melhor não é? Eu estou com saudades de você, não nego. As coisas ficaram um pouco... Fora de controle da última vez. Mas, huh, então, está pensando mesmo em me chamar para ir com você pra Hogsmeade?
Dizem que quando você não consegue dormir, alguém está sonhando com você. Se isso for realmente verdade, eu espero que a pessoa esteja aproveitando muito bem o sonho, porque está me tirando o sono, e droga, eu estou falando sozinha nos corredores de novo. Cadê o Miller?!? DROGA, eu esqueci que ele ainda está bravinho comigo.
Say Something [Small]
Os pensamentos estavam definitivamente acabando com Evangeline Austen naquela manhã, ela simplesmente não conseguia parar de se lembrar dos lábios de Edward, do perfume dele misturado ao próprio e também dos arrepios que ele causara, de fato, Austen não conseguia focar em nada que não dissesse respeito ao garoto, olhava para os lados em uma tentativa falha de encontra-lo por ali, mas, ao mesmo tempo estava distraída demais para perceber que ele estava ao seu lado, só o fez quando ele comentou algo sobre um amiguinho de Evangeline, que, arqueou a sobrancelha e balançou a cabeça em negação tentando entender o que estava se passando ali. – Eu não estava procurando ninguém. Na verdade, tudo o que eu procurava já estava aqui. – Não havia mentido, afinal realmente procurava por Edward, mas, a recepção dele não tinha sido das melhores, Evangeline automaticamente respirou fundo. – Olha, eu não sei por que você está agindo assim, Edward. Eu acabei de chegar aqui e você já está dizendo que eu estou procurando alguém. – Não sabia exatamente o motivo, porém, o modo com que ele acabou dizendo aquelas palavras havia há deixado um pouco mal, embora fosse evidente para todos os outros simplesmente ainda não era para a ruiva, que, se levantou e o olhou por alguns segundos. – Se quer saber. A única pessoa que eu estava esperando era você. Eu estava te procurando. – Evangeline falou em um tom de voz um pouco mais alto que o de costume, então respirou fundo. – Ótimo. Espero que aproveite bem a aula, Miller. – E, revirou os olhos, juntou o material e então saiu da sala, esbarrando no professor, era péssima mentindo, porém, tentou o seu melhor. – Eu não estou passando muito bem, acho que eu deveria ir até a enfermaria verificar. – Havia sido o suficiente para ser liberada, e por mais que sentisse culpa, precisava ficar sozinha naquele momento. Os passos pareciam caminhar por conta própria, quando deu por si estava de frente para o lago Negro, no exato lugar em que estivera com Edward na noite anterior.
Sentou-se ás margens do lago e respirou fundo, fechando os olhos e revivendo os momentos que antecederam o momento da primeira briga, sendo que Evangeline não sabia nem o motivo dele ter agido daquela forma. Bom, seu pensamento havia sido ainda mais ingrato, ela colocou na cabeça que ele poderia ter feito aquilo por ter achado um erro tê-la beijado, e bom, talvez realmente tivesse sido, mas, não conseguia esquecer os momentos que passaram na noite anterior, na verdade, revivia cada segundo do mesmo, tentando encontrar algum motivo para a atitude de Edward, infelizmente não conseguiu, Edward parecia igualmente envolvido, mas, às vezes as coisas não são exatamente como aparentam. Evangeline deu de ombros e balançou a cabeça em negação, abriu a bolsa e pegou uma prancheta com algumas folhas, pegou também um lápis com grafite apropriado para o desenho e começou a rabiscar. Desenhar lhe trazia uma calma desconhecida, e mesmo que não soubesse o rumo de seus traços, ela continuava a movimentar a mão olhando para o lago negro enquanto isso. Respirou fundo e então olhou para a prancheta, derrubando-a no lago ao ver que havia feito o rosto de Edward, quase tão perfeito como ele era. – Droga, droga, droga. – Respirou fundo e rapidamente entrou no lago, de sapato e tudo, em uma tentativa desesperada de salvar o desenho.