Tristan nunca foi o tipo de pessoa que sabia viver bem sozinho, de fato era dependente daqueles que o cercavam especialmente de sua pequena família, não havia desistido de procurá-las ainda, não tinha como confirmar se a esposa e a filha estavam vivas ou mortas, mas não perdia a esperança porque se perdesse desistiria de tudo. Entrou no mercado a procura de medicamentos, a pancada que deu na cabeça parecia piorar, e precisava estar no seu melhor para sobreviver, apesar do físico o ajudar, não era o mais brilhante para o resto das coisas, seguiu com cautela entre as prateleiras até enxergar o vulto esguio, do modo que se movia logo percebeu não se tratar de um morto-vivo, mesmo assim mantinha o facão firme na canhota. “Ei...” Levantou as mãos mostrando-se inofensivo enquanto continuava a se aproximar da mulher em sua frente. “Meu nome é Tristan.” Manteve o tom de voz em um quase sussurro, a cidade era sempre um lugar perigoso. “Você tá sozinha?”












