O garoto relaxou por alguns segundos. Encarou a mulher e nãoviu nada ofensivo nela o suficiente para que continuasse em alerta. Sua mãodesceu da arma e o mesmo tentou parecer não se importar que havia uma pessoaatrás dele.
Não era muito fã de pessoas mais velhas. Todas elas pareciamde alguma forma mudar o que Ethan era. Ele era uma ótima pessoa nas escolas,porém não aceitavam que ele tinha uma vida fora dali que não correspondiam osesperados das pessoas. Odiava ter que novamente ter que escutar os sermõesvindo deles. Se sentia estranho tendo esse tipo de pensamento em uma situaçãocomo a dele. Em um beco, com uma pessoa que ele não conhecia atrás dele, e comuma quantia enorme de infectados querendo os matar.
Respirou fundo. Não era o momento de ficar pensando naquilo.Ela poderia ser util em algum momento. O conflito dele não durou nem um segundo,pois a moça, de nome Zara, complementar sua afirmativa com uma pergunta.
Encarou o spray em suas mãos e tentou pensar rápido. Ajeitousuas calças como se estivesse ocupado urinando ali.
“Tem monstros andandode um lado para o outro, e pessoas dando tiro neles, e você se preocupa com aurina na parede?” Retrucou enquanto fingia limpar sua mão em sua calça,quando apenas colocava a lata de tinta em seu bolso.
Quando se aproximou dela foi quando pode enxergar ela melhor.Era bonita até, mas era um pouco mais velha que ele. O que o fez se sentirestranho pela forma que tinha falado com ela antes.
“E você? Não deviaestar… Sei lá… Estocando os alimentos?” Perguntou, apontando para as sacolas. Mas desistiu detentar disfarçar as verdadeiras intenções. “Ok… Desculpa, foi uma péssima forma de começar uma conversa, né? Eusó queria saber mesmo o que fazia no meio do nada…”
Zara não conseguiu esconder sua expressão de nojo. Ela já conheceu alguns delinquentes por sua carreira, mas ainda tinha que trabalhar mais nos seu próprio jeito de encarar... certas coisas. Mas de qualquer jeito, aquele menino não era um de seus pacientes. — Bem... O mundo ainda não acabou, certo? — Zara perguntou-o, mesmo sabendo que as coisas poderiam muito bem estarem tragicamente indo por esse caminho. Fazendo compras com o grupo que ajudava na quarentena, parecia quase um dia normal. Talvez isso não fosse apenas sobre sujar um patrimônio público, mas aquela ainda era a cidade que tinha escolhido morar e ela se importava com isso. — Mas... Estava levando isso para o abrigo quando me perdi por essas ruas. — Zara contou para o menino, um pouco sem graça. Talvez não devesse confessar que estava perdida para um estranho que fazia xixi em becos, mas Zara falava demais às vezes. Além disso, tinha uma arma de choque na bolsa que conseguiu com um colega policial. Se ele fosse perigoso, poderia se defender. — Você conhece esse lugar?