Espirito Justiceiro
Recife, 1942, O conde Nicolau vivia a 300 km da Lagoa do Carro.
O conde era casado ate 1940, quando sua mulher Clementina, morreu de desgosto pelo que o marido e o filho fizeram. Conde Nicolau era muito rigoroso com seus empregados, e uma certa vez ele espancou uma empregada achando que ela tinha roubado uma parte de sua fortuna, quando mal ele sabia que tinha sido o teu próprio filho o Francisco. Dona Clementina sabia desde o começo, e tentou alertar o marido, mas ele ouviu apenas o seu filho e castigou a empregada como se tivesse feito o roubo e coisa pior, a empregada ficou em carne viva e a Dona Clementina foi correndo para ajudar a empregada, e começou a sofrer com tudo, e dois dias depois morreu. Os medico não conseguiram identificar a causa da morte, o que deixou todos temeroso de ser um novo vírus que podia ter infectado a mulher. Outro roubo aconteceu, desta vez não seria a mesma empregada a sofrer, mas outra que fazia o mesmo serviço da agora enferma. Ela já estava presa no pelourinho quando Nicolau sentiu um calafrio, a empregada já estava pasma olhando para o Conde, que quando olhou para traz viu o espirito de sua mulher chorando, o Conde não entendeu e começou se perguntar o porque ela estava ali. A empregada não sofreu naquela noite, e no dia seguinte outro roubo aconteceu, e quando tudo estava pronto, novamente o espirito apareceu mas desta vez quem iria dar a lição na empregada seria o filho do conde, e quando ele deu a primeira chicotada na escrava, ouviu um grito ensurdecedor ao seu ouvido, ele olhou para traz para ver de onde vinha o som, e viu o espirito de sua mãe agora com uma expressão de raiva, o espirito gritou que sabia que tinha sido ele, e foi atrás do filho, ele saiu correndo desesperadamente, o conde saiu para ver de onde tinha vindo o grito, e ao sair para suas terras avistou a escrava presa no pelourinho e os bois muitos agitados mais a frente, quando foi ver o motivo, viu seu filho com o corpo pisoteado, com o ouro ao redor ele só conseguia dizer o nome da mãe e após isto morreu, o espirito só apareceu mais uma vez para dizer ao conde que tinha avisado sobre o roubo, e o mesmo morreu ao perceber que a mulher tinha morrido por sua causa, os escravos ficaram com a posse da fazenda que hoje é uma das mais assombradas da área.
O Conde se diz arrependido, a esposa se diz satisfeita, o filho ... não esta entre nós espiritos de luz.









