Preso
Acho que eu não estou louco, mais escuto vozes saindo da minha caneta, meu corpo é matéria quebrada, espirito e alma são minhas muletas. Eu to preso em um manicômio, onde meu silencio é minha cura, de tanto, bater ideia na cabeça, eu encontrei o ponto de ruptura. A mente é o vírus, que tranca a verdade em uma caixa. humanidade é um quebra cabeça, e cada humano é uma peça que encaixa.Utopia é completar a paisagem, sendo que a junção de cada peça não passa de uma miragem. Meus pés então doendo, parece que caminhei na crosta do sol, o barbante fino da vida me corta como linha com cerol. As semanas são longas, pra completar os dias são sete, a escuridão me esquenta todo dia me cobre com um cobertor de gilete. O vento corta como Laminas afiadas e apontadas pra mim, o brilho do sol quadrado me dá esperança de que isso ainda não é o fim, e ele se esconde enquanto a lua aparece, meus sonhos são arrancados de mim enquanto a minha vida padece. Se tudo é ilusão, por que dar valor ao que não seria real? num mundo onde guerra e paz tem um significado igual. Me sinto enterrado em questões, que eu não sei responder, e a busca por resposta é o que me fez enlouquecer. Agora eu percebo que sempre vivi num paradoxo e meu remédio era placebo, mais a mente é tão traiçoeira, que eu acreditava que era remédio e ela afastava meu medo. Sempre gostei de acordar cedo e olhar o sol nascer, há de chegar o dia que olharemos pro sol e os olhares e corpos irão estremecer, a fúria vinda do céu, mais não é deus que vai mandar, homens matam homens numa guerra nuclear. Eu to de mãos atadas, nada posso fazer, fiz minha mente trabalhar ao meu favor, e ela parou de impor bunda, samba e tv, e eu sobrevive só pra te libertar, rasquei o véu que cobria a visão e agora o jogo vai virar.















