Luíza sofria de bronquite, frequentemente tinha suas crises de falta de ar. Certo dia Luíza reclamou que eu demorei a pegar sua bombinha na bolsa enquanto ela estava a ter uma crise das fortes. Luíza não sabia, mas a sua bolsa parecia mais uma caixa velha de coisas antigas das quais ela não se desfazia e não fazia ideia do quanto aquilo poderia a matar. Eu gostava de Luíza. Luíza tinha um sinal na nuca que ela fazia questão de esconder por motivos de “feiura”, como ela costumava dizer. Certo dia Luíza se foi, pra não mais voltar. Sinto falta de Luíza, ela me fazia respirar.
Marcos Filipe. (via subtraido)











