DIA 02: Freak Show!
Sophia gostava dos eventos temáticos de Halloween, embora a imagem de mulher séria pudesse transmitir o contrário, por ser mais vista trabalhando, lendo, ao telefone com algum incompetente ou apenas tentando fazer alguém chorar. Mas não, ela adorava se divertir! Junte terror à equação e você tinha uma Yang mais alegre que o normal — tudo que fazia aumentar a adrenalina dela provocava esse efeito, a bem da verdade. Tinha, portanto, adiantado tudo do trabalho para que pudesse aproveitar os três primeiros dias dos eventos da cidade com tranquilidade, sendo que no último ela estava impossibilitada de ir; e isso, como muitos dos incômodos que a circundavam, era exclusivamente culpa do seu marido imprestável. Pra quê, infernos, ele tinha que marcar um jantar em família no dia 31? Ninguém gostava da família dele, nem mesmo ele. E justo no dia que ela mais amava no ano? Era golpe baixo... extremamente baixo. Teria volta. Ela jurou. Pelo menos ele não gostava dessas coisas e a deixaria em paz naqueles três dias. “ Você era pra ser... o que mesmo? ” Questionou, só não julgando a fantasia de @ilusionethan porque realmente não havia a entendido. Estava prestes a tomar mais um gole do suco de abóbora quando viu uma assombração por cima do ombro do rapaz, o sopro frio tomando conta da base da espinha, congelando-a no lugar. A imagem mais horripilante. Era o seu marido, rindo com alguém e trocando um aperto de mãos. Que nojo. Ela deu um último gole no suco antes de enroscar o seu braço no do Lim e andar com passos bem ágeis para longe, disparando no caminho: “ Você não se importa em ser sequestrado por um momento, né? Que bom, porque eu preciso tomar um ar, e acho que vi uma coisa inquietante lá trás. ” Então quando se viu mais afastada da aglomeração, retirou o não-tão-cenográfico maço de cigarros de dentro da jaqueta da Sandy Olsson, seguido de um isqueiro vermelho, combinando com as unhas. Acendeu um e deu um trago longo, estendendo-o em seguida. “ Quer? ”










