Se tinha uma coisa na galáxia que Anakin nunca iria se acostumar, era com o frio. Criado num planeta com dois sóis, o vento gélido e até mesmo o dia nublado era capaz de abalar a espiritualidade do cavaleiro Jedi, que já espontaneamente oscilava de humor sem sequer precisar da influência do clima. E aquela noite se enquadrava exatamente nos seus piores pesadelos: Coruscant estava fria, e apesar do céu aberto e da luz natural entrando pelas janelas da Senadora, ele não conseguia dormir. De jeito nenhum. Nem com meditação, nem procurando uma posição mais confortável, nem puxando a esposa para perto. Foi por isso que ele levantou — com muito cuidado, é claro, para não acordar Padmé —, e se dirigiu de maneira silenciosa para a varanda extensa, esfriando ainda mais o corpo descoberto por roupas. De olhos fechados e com as mãos para trás do corpo, Anakin tentou meditar mais uma vez, concentrando-se, é claro, na visão turva do sorriso de Padmé e na voz feminina ressoando em seus ouvidos.













