me peguei ontem no início de uma crise. minha tática foi falar em frente ao espelho. disse a mim mesma tantas coisas, te imaginei ali na minha frente e lhe disse muitas mais. você causa um impacto fodido na minha vida, e se não fosse pela minha promessa a ele, ou orgulho, eu teria pego o ônibus e ido ai te ver.
obrigado, orgulho. eu senti que foi a decisão certa. eu o fiz chorar muito ontem, ele sabe que não o amo e mesmo assim, não quer me deixar.
eu tenho que agradecer minha mãe. ontem, 5 minutos antes dela chegar da rua com os lanches, eu já estava preparando tudo pra poder ir embora. peguei vários remédios, vários frascos de medicamentos que ela me proíbe de tomar pois fala que vai me matar. quando eu tomei coragem, ela chegou.
o sorriso dela me trouxe de volta a realidade. vomitei alguns remédios e por sorte, não tomei os frascos. acho que eu aguento mais um pouco por ela, por meu irmão.
eu queria ter amigos de verdades, queria poder sair toda noite com eles para poder encontrar sentido, mas sigo saindo sozinha em busca de sentido.
eu chorei em frente ao espelho, desejei minha morte, vi esperança. quem sabe um dia eu te fale tudo o que penso sobre você.
e não, não foi por sua causa. tudo bem, admito que minha mente pensa sobre você oitenta por cento do meu dia todinho e da semana todinha, mas nem tudo é sobre você. apenas a maior parte, mas isto, não é sobre você.