aos olhos de Jhon
Keiko acorda dentro do carro de Ricardo próximo à praia.
(Ricardo)-bom dia.
(Keiko)-bom dia...nossa, quantas horas são?
(Ricardo)-oito. Não tá tão tarde. Quer ir pro hotel agora?
(Keiko)-sim, preciso ir embora, meus amigos devem estar preocupados.
(Ricardo)-fica tranquila. Eu te levo.
(Keiko)-Ricardo, eu...quero te falar uma coisa.
(Ricardo)-à vontade.
(Keiko)-não sei se você percebeu, mas...foi a minha primeira vez. E...sério, eu...
(Ricardo)-eu percebi sim. E tá tudo bem, eu só peço desculpas caso, sei lá, eu tenha feito algo que não gostou. Sei como esse momento é importante pra uma menina.
(Keiko)-pra ser bem sincera, pensei que seria completamente diferente. Eu te conheci ontem e ontem mesmo já transamos. Logo eu, que sempre julgava minhas amigas quando elas faziam isso.
(Ricardo ri)-agora você pôde ver que é normal, ué.
(Keiko)-sim. Sei que provavelmente não vamos mais nos ver, mas obrigada por ter me respeitado. E mesmo que não tenha sido a primeira vez dos meus sonhos, foi muito incrível.
(Ricardo sorri)-foi uma honra ter sido seu primeiro. Você é muito especial. De verdade.
No hotel, Florêncio e Maria Clara conversam sobre a noite passada.
(Florêncio)-foi a noite mais louca da minha vida. Sério.
(Maria Clara)-sabe que eu curti? Sei lá, eu tava tensa, mas o Bino deixou a gente bem à vontade.
(Florêncio ri)-eu peguei um cara, mano. Peguei em outro pinto que não fosse o meu, chupei...sério, não sei o que me deu.
(Maria Clara)-mas foi bom pra você?
(Florêncio)-aaah, lá vem você com essas perguntas que intimidam.
(Maria Clara)-tô intimidando ninguém não, darling, você só me responde se quiser. Não há nenhum problema em ser bi.
(Florêncio sorri)-posso descobrir isso com você?
(Maria Clara)-não vejo mal nenhum em descobrirmos novas experiências juntos.
Jhon segue torturando Açucena.
(Jhon)-ainda não arrumou as malas?
(Açucena)-...
(Jhon)-eu não quero me irritar, Açucena. De verdade.
(Açucena)-já te disse que não quero e não vou mais te obedecer, Jhon.
(Jhon)-você não tem escolha.
(Açucena)-é claro que eu tenho. O que vai fazer se eu não te obedecer? Me matar?
(Jhon)-é claro que não. Sei que você não teme a morte. Mas lembre-se de que você não mora sozinha aqui.
(Açucena)-deixa o Amadeo fora disso!
A campainha toca, assustando-os. Jhon faz sinal para que Açucena não atenda.
(Açucena)-quem é?
(...)-pode abrir, por favor?
Sem temer as ameças de Jhon, Açucena abre e se depara com dois policiais.










