Francisca enfim recebe uma ligação de Cora.
(Cora)-manda o seu filho transar comigo antes que eu atire nele!
(Jorge)-ESSA MULHER É LOUCA, MÃE, NÃO ESCUTA O QUE ELA DIZ!
(Cora)-XIIIIU! Cala a boca, não vê que é falta de educação se meter na conversa de adultos?
(Francisca)-Cora, onde vocês estão?
(Cora)-eu vou te mandar a localização, mas preciso que cumpra algumas regrinhas, querida amiga.
(Francisca)-mais uma vez estou à sua mercê. Mas ok, me fala o que quer.
(Cora)-como assim o que quero? Dinheiro, é claro. Mas dessa vez quero bem mais. Quero TODO o seu dinheiro.
(Francisca)-ok. Posso fazer a transferência pra você. Mas precisa jurar que não vai fazer nada com o Jorge.
(Cora)-não somente isso, Chiquinha. Quero absolutamente tudo: suas joias, roupas caras, objetos de decoração, tudo! E venha sozinha, tá? Sabe que não curto aglomerações. Te espero aqui em até no máximo duas horas. Bye, bye.
Cora desliga, deixando Francisca sem escolha.
Ao chegar em sua mansão, Nicole é chamada pela mãe na sala principal.
(Nicole)-nossa, mas quê que tá acontecendo? Nunca temos reunião e agora vocês vêm com essa. Algum evento especial?
(Mãe)-te chamei porque seu pai e eu decidimos o que fazer com seu futuro.
(Nicole ri)-meu pai? Ele ainda tá vivo? Tô chocada!
(Mãe)-não vou mais tolerar suas piadas ácidas, Nicole! Por sua culpa, uma vida foi sacrificada! Sabe-se lá quando a Camila vai se recuperar desse trauma e você aqui, agindo como se nada estivesse acontecendo!
(Nicole)-se minha vida é uma droga hoje, foi porque você a fez assim, mãe. A culpada aqui é você.
(Mãe)-assim que terminar o ano letivo na faculdade, você vai morar com seu tio Pascoal.
(Nicole)-oi? Naquela roça nojenta no interior?! Vocês têm noção do quanto eu odeio aquele lugar?
(Mãe)-sim, e foi por isso mesmo que tomamos essa decisão. Não vai ter um só centavo nosso e tudo que conquistar agora será pelo seu próprio esforço. Boa sorte.
Cumprindo as ordens de Cora, Francisca vai ao endereço levando uma bolsa.
(Cora)-ei, miguxa! Que saudade! Trouxe presente?
(Francisca)-cadê o Jorge, Cora?
(Jorge)-mãe! Cai fora o quanto é tempo e chama a polícia!
(Francisca)-não, Jorge! Vamos acabar logo com isso.
(Cora)-é, cala a boca, ninguém mandou não querer me foder. Anda, Francisca, abre a porra dessa bolsa e me mostra o que tem.
Francisca começa a abrir a bolsa enquanto tem a arma apontada por Cora.
(Francisca)-o que mais você quer, Cora?
(Cora)-que me perdoe. Me perdoa, eu não sei por que tô fazendo isso. Sempre tive inveja de você, quis ter tudo que tem. Você é perfeita, tem dinheiro, é linda...e eu...sou uma ninguém, nem minha família me quis.
(Francisca)-eu gostava de você. De verdade, estava disposta a te ensinar muitas coisas e te fazer crescer. Mas não entendo essa sua fixação por dinheiro.
(Cora)-eu quero ter o que nunca tive. Meus pais me maltratavam, sempre faziam chantagens psicológicas...nunca fui feliz de verdade.
Chorando, Cora dá um abraço em Francisca.