aos olhos de Jhon
Dominique se encontra com Açucena e Amadeo.
(Dominique)-me sinto mal sempre que te vejo, Açucena. Queria poder ter te ajudado, mas...não sei, eu...no fundo, sabia que o que o Jhon estava fazendo era errado, mas não tinha dimensão do problema. Eu me divertia com os sofrimentos das pessoas, sem saber que eu era a mais prejudicada.
(Açucena)-o que importa é que você reconheceu isso, Dominique.
(Amadeo)-é muito bom ver o quanto amadureceu.
(Dominique)-agora sei que não estou sozinha.
(Açucena)-não mesmo. Inclusive, quero te convidar pra morar com a gente.
(Dominique)-morar com...vocês?
(Amadeo)-sim. Melhor do que morar naquela mansão gigante sozinha e cheia de lembranças tão ruins.
(Açucena)-e nem adianta negar, porque já tô olhando um flat novo pra nós. Seremos uma família.
(Dominique sorri)-acho que...vocês foram as únicas pessoas que me arrancaram um sorriso verdadeiro. Obrigada. De verdade.
Os três se abraçam, felizes e ansiosos pelo futuro que os espera.
Algumas semanas se passam. O colégio BLAC, agora sob nova direção, inicia sua festa de fim de semestre, tão esperada pelos alunos e docentes.
(Carlo)-menos um ano nessa porra de colégio!
(Vick)-não sei o que tá comemorando, tá devendo um monte de matéria.
(Amadeo)-apesar dos pesares, foi um semestre legal.
(Maria Clara)-verdade, pela primeira vez ouvi a voz da Dominique.
(Dominique)-não se acostume tanto, continuo preferindo não falar muito e observar mais.
(Lu)-descobrimos muitas coisas legais e outras nem tanto, mas chegamos aqui.
(Vitor)-nem todos, né. O Fabrício faz muita falta.
(Aretha)-é, mas tenho certeza de que ele não gostaria de nos ver tristes.
(Amadeo)-não mesmo. Ele está aqui com a gente. E está bem. Em um plano melhor do que o nosso.
Enquanto isso, Gabriel desce do seu carro próximo ao salão onde acontece a festa e nota um olhar conhecido lhe observando.
(Jhon)-oi, Gabriel.
(Gabriel)-Jhon! Gato, cê sumiu!
(Jhon)-sumi, né. Não dá pra ficar perto de pessoas que me odeiam, me julgam e têm medo de mim.
(Gabriel)-eu sei. Te entendo. Te tratam como um monstro, eu...fico muito triste com tudo isso.
(Jhon)-você é único que me entende, Gabriel. Me conta uma coisa: a Açucena também está nessa festa, não está?
(Gabriel)-sim. É uma das organizadoras.
(Jhon)-pode me levar até ela? Quero me...despedir. A Açucena é muito especial pra mim. Nunca imaginei amar alguém com tanta intensidade.
(Gabriel)-ai, que amor, é claro que te levo! Mas por que disse que quer se despedir? Pra onde vai?
(Jhon)-pra um lugar longe daqui, Gabriel. Muito longe...









