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21.08.16
Era domingo, um fim de tarde, clima frio, um clima de quem dizia “hoje sua vida pode mudar”, a primeira vez em que aqueles olhos se viam, o primeiro abraço, o primeiro beijo, a primeira vez depois de tanto tempo que as famosas borboletas se mexiam na barriga novamente, era o primeiro encontro.
Foi na simplicidade do seu jeito que encontrei meu abrigo, encontrei meu apego, foi como vê um grande mar aberto e mesmo estando sobre uma canoa simples não tive medo de ir afundo, me fez sentir importante e essencial, fez com que te amasse tanto quanto eu me amo, e quando achei que havia conquistado o mar, havia encontrado a calmaria, me veio uma onda enorme, uma onda que me dizia “não estou preparado pra você” uma onda que me fez ir ao mais fundo e escuro do mar, não foi fácil sair de lá! Fiz dos amigos desconhecidos, amigos próximos, amigos de aventuras, amigos verdadeiros, me fizeram contente, e tudo me leva novamente naquele mar, sim, naquele que me afogou, é como uma sereia que enfeitiça um pescador, ou talvez seja Amor !
Onde não há reciprocidade, não se demore a sair.
Sempre que puder, escolha ter paz, sossego e um amor leve.
Como é ter depressão?
No começo tipo, você só acha que está triste. Você começa a desanimar das coisas, não tem muito interesse em viver. Você acha que está cansada sabe? Que precisa só de uns dias deitada pra descansar. Aí começa a agravar teu quadro de indisposição. As pessoas dizem que você está muito preguiçosa, que você não quer fazer nada. E você não consegue despertar, teu corpo não deixa que você faça isso. Você sente um conforto, a cama te abraça, lá parece que você está protegida. Você acaba se sentindo mal, triste, cansada, irritada, estressada, com sono, o tempo inteiro. Você perde o apetite em alguns momentos, em outros você quer comer demais. Você fica ansiosa, tua cabeça começa a pilhar. Você cria umas coisas tão ruins na tua mente, que parece que a tua única vontade é de acabar logo com tudo pra ver se a dor que você sente passa. Você vê as pessoas te olhando e questionando como é que você foi chegar nisso. E você quer muito que ninguém se sinta mal porque você está assim. Mas você não consegue melhorar, não consegue fazer com que a pessoa que está ao teu redor, melhore contigo. E as pessoas dizem: "levanta, é fácil, você só precisar querer". Só que como você vai querer algo, se a tua única vontade é desistir de tudo? De parar de sofrer, de se sentir triste, de se sentir mal, com aquela mágoa que não passa, que não melhora, que não some? Mesmo que você tente fazer passar, é muito ruim você tentar lutar contra isso porque você se sente só, e só ninguém tem forças pra erguer.
É só uma questão de tempo
Quem a vê assim sorrindo, não sabe das dores que sente. Quem a vê chorando, não sabe da força que tem. Uma tatuagem escondida pela roupa e, outras tantas, guardadas no coração. E lá vai ela enfrentar o mundo. E lá vai ela colecionando sonhos. A lembrança daquele amor que prometeu ser pra sempre. As dúvidas de quem ainda não vive a realidade que planejou. Lá vai ela tentar provar que pode ir além. Lá vai ela tentar ser feliz do seu jeito. Na bolsa o batom, o espelho e as lembranças. Ela não assume, mas, na verdade, está a procura dele. Ele ainda vive distante, mas gostaria de já estar ao seu lado. Gostaria que ela já fosse sua. Só sua. E como tem sido difícil esse caminho até encontrá-la. Quantas vezes ele tentou enxergá-la em outra mulher e viu essa imagem se desmaterializando. Quem o vê assim bebendo, não sabe das noites em claro. Quem o vê tão confiante, não sabe do mar de incertezas. E lá vai ele fingindo que não tem sentimentos. E lá vai ele cumprindo a velha missão de ter que ser sempre tão forte, tão homem. De provar que não faz parte de uma fórmula pronta. Lá vai ele. Os braços torneados escondem o coração mole. A voz firme esconde a vontade de ouvir baixinho. Lá vão eles. Tão diferentes e tão parecidos. Buscando um ao outro em outros corpos. Sentindo aquele vazio que ainda não conseguem explicar. A autoestima subindo e descendo como em uma montanha russa. A adrenalina da juventude pulsando nas veias. O frio na barriga da solidão trazendo aquele medo. O vento da liberdade soprando novas verdades. O loop do destino bagunçando todas elas. Lá vão eles. Ainda não sabem, mas a hora e o local do encontro já estão marcados. Do dia em que irão juntas os cacos do que restar até lá. Do dia em que, finalmente, tudo fará sentido. Eles nasceram um para o outro, mas ainda não sabem disso. Não sabem, mas sentem. Ela é o rosto que ele enxerga nas noites em claro. Ele tem os braços que ela imagina ao apertar o travesseiro. Eles vão se encontrar. Uma hora ou outra esse tal de amor vai apertar o laço. E dizem que nó de amor não há quem desate. É só uma questão de tempo.