01.12.20 #1of52 #discoverwisconsin #haunted (at Seven Bridges Hiking Trail) https://www.instagram.com/p/B7yPWqTH11m/?igshid=1t4lt3vgvj44l
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・・・ ♠️♣️♥️♦️🃏👑🤴👑👸 . . . #1of52 #limitededition #graf #graffiti #cards #kingofhearts #handstyle #tag #forsale #spraycan #spraypaint #montana #demo #demo315 #demo585 https://www.instagram.com/p/Bz_0LP1BQLc/?igshid=etr8cd4giqjd
With a bunch of my friends taking on daily photo challenges, I found myself tempted to do the same, but I've decided to retool it: one photo and one poem every week. So, "Week 1" is a picture of the next poem I'm working on, and an excerpt from something I wrote back in December.
"and worship the pinking red of heirloom roses / cupping pollen-laden petals in my hand and / crushing them, rolling them between my fingers to feel the slick / of holy blood I forced out of them / praying for a sign that this was the right thing to do."
Trekked to the far away land of WeHo to brunch with this awesome guy! #ffl #1of52 2 #friendshipgoals #adventureaday #lapassportstamp (at Crossroads Kitchen)
Early morning hike among wildflowers. #hikela #adventureaday #summer2017 #1of52 #malibu (at Winding Way Trail)
Targ Węglowy, Gdańsk
Today I start my 52 week challenge to post a different photo each week of the year. So here is [1 of 52]
A criatura
Nas mais longínquas gélidas terras do Norte, um jovem andarilho solitário acreditava que algo mágico ditava as regras de sua vivência, lhe comandava, lhe punia, lhe presenteava. O jovem se escondia, procurava por abrigo, evitava contato com o mundo exterior com medo de que sua vida pudesse ser comandada por um outro qualquer.
Certo dia de noite, o jovem olhou para o céu e contemplou as estrelas, era de seu costume observar os limites de sua imaginação, pouco ele sabia sobre a vasta e negra imensidão cheia de pontos brilhosos, mas lhe encantava a ideia de poder tocar as estrelas e se ver livre de seus medos. Mas o jovem se sentiu incomodado, como se o mundo pesasse sobre seus ombros, como se o fardo de dez mil homens lhe tivesse caído sobre os ombros, e ele se reclusou a sua caverna.
O homem pensava nas criaturas que o mundo abrigava, como eram, quais eram. Ele só conhecia a si mesmo e a natureza ao redor dele, as àrvores, o mar e as montanhas nevadas. O homem, porém, não conseguia tomar coragem para buscar conhecer mais sobre as criaturas, se mantinha só, recluso em seu medo.
Em um de seus sonhos, o homem se via em um lago cristalino, rodeado por grandes pinheiros e uma vista quase angelical dos montes de gelo ao seu fundo, o homem nunca tinha contemplado tamanha beleza. Em um grande suspiro acompanhado pelas gotas de suor o homem se pôs de pé, e chorou ao contemplar a gélida e negra parede da caverna.
O homem não conseguia se desvencilhar da ideia de algo lhe comandava. Pouco conhecia do mundo lá fora, por toda sua vida esteve sozinho. Sua mãe, uma humilde camponesa, havia morrido em seu parto, e seu pai lhe deixou só em algo parecido com uma manjedoura. O menino crescera sozinho, e sua vida toda procurou por um semelhante.
A vida então lhe presenteou com um barulho agudo, algo que nunca ouvira antes. O rapaz se pôs de pé e fora verificar o exterior da caverna, quando então se deparou com a imagem mais bonita que já vira. O rapaz não conseguia entender o que acontecera, mas alguém muito parecido com ele estava do lado de fora, algo que ele nunca havia visto, parecia que ele, o jovem, se contemplava em um espelho d’ água. Mas não poderia ser, a imagem que ele via era muito mais prazerosa que a que ele conhecia, o som vinha da criatura enquanto sua boca se abria horizontalmente revelando seus dentes cristalinos. O jovem então, com medo, voltou a sua caverna e lá passou o resto do dia.
Pela manhã, o jovem voltou a conferir se a criatura que nunca antes havia visto ainda lá estava, e para seu espanto e alívio ela ainda estava lá, bela como um raio de sol numa doce manhã de dezembro, doce como o vento que bate nas árvores pela manhã a criatura andava pelos verdes campos do lado de fora da caverna. O jovem entrava em um enorme conflito, seu medo de ser vigiado ainda lhe apavorava, mas o desejo de conhecer a criatura lhe atormentava, ele precisava pelo menos tocá-la, sentir seu cheiro.
O conflito se manteve por dias, parecia que até o momento em que o jovem decidisse sair de sua caverna a criatura não deixaria os campos verdes. O jovem não conseguia se decidir, o conflito lhe prendia a sonhos, noites mal dormidas e eternos dias presos na caverna escura. Foi então que o jovem tomou coragem para sair da caverna e procurar a criatura.
Algo inusitado então aconteceu. A criatura já não estava mais no campo verde! O jovem se desesperou, seu pior medo tinha se tornado realidade. A vontade lhe dizia para retornar à caverna, para a vida mais segura e simples que ele sempre havia vivido, sobrevivendo um dia após o outro, sem emoções, sem decepções, sem nada. Mas o jovem estava decidido a procurar pela criatura, era o mais próximo de si mesmo que já havia encontrado, ele precisava conhecer alguém que passou pelas mesmas experiências que ele, alguém com que pudesse compartilhar suas angustias, sua caverna, seus anseios.
O jovem então partiu, a caminho do desconhecido em busca de uma razão que nem mesmo ele acreditava, não achava possível achar a criatura novamente. O jovem procurou por todos os lugares onde sua vista tocava, já não sabia onde estava, mas parecia tão perto de encontrar a criatura quanto no momento em que saíra nesta aventura. O homem chorava, soluçava, não encontrava mais forças para continuar sua busca, era inútil nunca mais colocaria seus olhos em algo tão bonito. O jovem então se deparou com um lago, tão bonito quanto o lago de seu sonho e se aproximou do espelho d’ água. O jovem então vira o rosto da criatura, se espantou mas ali ficou observando a imagem.
E por muitos dias o jovem ficou debruçado sobre o lago, conversando com a imagem, trocando a sua vida com a do espelho, imaginando como seria a vida com uma criatura tão esplêndida ao seu lado, em sua desilusão o jovem até ouvira sussurros, vozes vindo a água cristalina. A imagem lhe chamou para junto de si, queria que lhe acompanhasse no interior do lago. O jovem foi, já longe de sua caverna, tão longe que nem mais sequer pensava nas noites escuras e quentes dentro da escuridão sob o vale.
Seu pensamento estava em outro alguém, enfim se libertara de sua própria mente em direção ao lago profundo.