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REBELDE COM CAUSA: AUTENTICIDADE QUE ATRAVESSA GERAÇÕES 🛹
Avril Lavigne é uma artista que marcou uma geração inteira e, ao mesmo tempo, continua relevante com o passar dos anos. Sua trajetória mistura intensidade, vulnerabilidade e autenticidade, refletindo quem ela é em cada fase da vida.
Sua rebeldia não é apenas estética — está na forma de se posicionar, de expressar sentimentos profundos e de viver de maneira verdadeira, sem suavizar experiências difíceis ou desafiadoras. Essa combinação de força e sensibilidade é o que torna sua presença tão impactante.
Além de sua expressão artística, Avril se destaca pelo estilo único, que mistura punk, rock, delicadeza e ousadia, sempre com um toque autêntico que a diferencia. Sua imagem e atitude se conectam com fãs que buscam inspiração para viver sem medo de ser quem são.
Mais do que uma cantora, Avril Lavigne é um ícone de autenticidade. Rebelde, intensa e verdadeira, continua a influenciar com sua presença, sua postura e a maneira como enfrenta a vida, mostrando que ser fiel a si mesma é o maior legado que um artista pode deixar.
💀
Avril Lavigne nos leva de volta à juventude eterna com Here’s to Never Growing Up. Não é apenas uma ode à rebeldia, mas um manifesto contra o peso do tempo, lembrando que a liberdade é mais um estado de espírito do que uma fase da vida.
Perfeita! 🎸🤘
O rosto de 15 🫶🏻
Onde Foi Parar o Amor de Antigamente?
Amores que vivi, foram amores que esqueci.
Amores que virão, prefiro a minha solidão.
Amores de galho em galho, sem saber o que querem.
Amor que nem uma folha ao chão, que ao primeiro toque do vento se vai.
Amores que fazem os olhos choverem,
Esse amor não é para mim.
Amor firmado na rocha, venham ventos, tempestades, e continua firme;
Pode até balançar como os bambus, mas permanece;
Esse amor puro está em falta.
Jovens, adultos vazios brincando de amar;
Esse amor não me preenche.
A humanidade fala de amor sem amar;
Quem ama é como algo fora de época.
Amores antigos, de velhinhos para a vida toda,
Com doze filhos ou mais cada.
Esse amor está se acabando com o tempo,
E eu não sei brincar de amar.
Marcos Giovane
Entre a Chuva e o Cinzeiro
A chuva começou sem pedir licença. Como quase tudo na vida. Não que eu tenha reclamado — sempre gostei de como ela silencia o mundo e, ao mesmo tempo, faz tudo falar mais alto por dentro. Lá fora, as pessoas correm pra não se molhar. Eu? Acendi um cigarro e fiquei olhando pela janela do quarto da república, sentindo o cheiro do asfalto quente sendo vencido pela água.
A universidade fica a três quadras daqui. Mas hoje não tem aula que me tire desse casulo. Professores falam de teorias, revoluções, fórmulas... mas ninguém ensina o que fazer com os cacos que ficam depois que um sonho despenca. Meus cadernos estão ali, em cima da mesa. Fechados. Dormindo, como quem espera por um milagre que os faça úteis outra vez.
Fiz café. Fraco. Nem o café tem forças hoje.
Na caneca, a frase clichê: “Siga seus sonhos”. E eu olho pra ela como quem olha pra um ex-amor no fim de uma discussão. Já segui, sabia? Corri atrás, tropecei neles. Me cortei. Às vezes, acho que a gente inventa sonhos só pra dar algum sentido ao vazio. Como quem preenche um formulário só pra não entregar em branco.
Me peguei pensando nela de novo. Aquela que falava do mundo como se fosse um livro mal diagramado. Ela gostava da chuva também. Dizia que era o único momento em que o céu chorava com a gente. E talvez fosse verdade. Nunca consegui discordar das palavras dela — e olha que eu tentei.
Ela dizia que fumar era como escrever um fim provisório pra um pensamento. Um ponto e vírgula em chamas. Hoje, eu entendo. Cada trago é um respiro desesperado de quem não quer mais gritar. É curioso como certas pessoas têm o dom de morrer devagar nos cantos da gente. Ela foi ficando nos detalhes: no maço de cigarro, no gosto do café sem açúcar, no banco da praça em frente à faculdade onde ela falava sobre livros que eu fingia conhecer.
E a chuva continua.
Molha o mundo, mas não lava nada aqui dentro.
O tempo passa. A república inteira parece respirar lento, como se o próprio prédio tivesse saudades de algo que não sabe nomear.
Eu não sou triste o tempo todo, sabe? Mas tem dias em que o peso dos sonhos me enverga um pouco mais. E tudo que eu queria era alguém pra sentar do lado, em silêncio, e dizer com os olhos que entende. Que a vida também escorre entre os dedos dela.
Acabo o café. Apago o cigarro. E deixo a chuva continuar dizendo o que eu ainda não consigo. Por: Valdir de Campos Júnior. Escritor e estudante de jornalismo.
deixa que eu te defendo