Scorpio 21º A pair of glasses with no lenses in them.
Brutally direct vision and will be focused straight down the middle. An outrageously maverick sensibility convinced that seeing it all just like it is, is the only way to go. Defiant of roles, masks, and secondary references. Hugely unimpressed by any form of privilege or specialness. Desperate to break through all barriers, to go for the jugular vein. Neither temperate nor balanced in any sense. In the path of bluntly insisting upon your right of way you encounter huge shadows, and you are sorely tempted to assume that they come from the others. But eventually, the hard way, the truth makes itself known that ornery self-righteousness casts its own formidable shadows, and each and every one of these lays a claim upon you, you cannot refuse. Only when the rage has turned to love do the karmic shadows disperse and bare existence then become a true place to be.
Scorpio 22º A rug woven out of rags.
You take everything you experience in all its roughage, just as it is. And you form a vessel that is hardy and strong and enduring and you put all of yourself into it, you leave nothing out. With fervour and intent, you put in there all the darkness and every difficult emotion you have got. For you are the quintessential example of what it has been like around here and how it feels. The collective karmas choose carefully those who can merge with what everybody is going through and by sheer guts take it further, perhaps toward a mutational breakthrough. To qualify, you have to grind yourself to bits with rude honesty, even at your own expense. Because this is how it is, no shortcuts, no easy answers. Emotionally, this is the depth experience at its most intense. But there is an evolutionary drive of overwhelming power pushing you through the worst. And along this pathway, you will definitely find out what you are made of and what has been stopping everybody and whether you have it in you to start things off again in a different direction in the Earth crucible, with no place to hide.
#Missa #louvar #agradecer #pedidos #orações #novasmetas #mudanças #coisasnovas #casadosenhor #21º #DomingodoTempoComum QUEM É JESUS? Jesus constrói sua Igreja sobre o testemunho de fé da comunidade. Trata-se de processo contínuo. É com as pessoas que o confessam que nasce a comunidade. A fé desta constitui o fundamento da Igreja. Normalmente nós questionamos a Deus sobre o porquê disso e o porquê daquilo. No evangelho deste domingo, é Jesus que nos interroga: Quem sou eu? O que vocês pensam de mim? Pelo fato de termos fé em Deus, parece às vezes que nos damos o direito de questioná-lo, submetê-lo às nossas dúvidas. Somos nós que devemos prestar-lhe conta da nossa fé e dos compromissos derivados dessa fé. (em Paróquia Menino Jesus de Praga)
Quando surgiu a ideia de escrever um blog para falar sobre música pra você, eu bem pensei “vai ser moleza, são só 50 discos”. 50 discos entre 500 soava como uma brisa perto da experiência de escrever sobre 1001 discos ou 100 melhores canções de todos os tempos. Mas ai o exercício de lembrar onde estávamos quando tal disco surgiu na nossa vida também incluía a necessidade de fazer as pazes com o passado e desenterrar passagens que não trazem boas lembranças. E, na medida em que os discos apareciam, também surgia o medo de expor demais minhas feridas pessoais e também o fato de que seu pai ainda não era um adulto bem resolvido. Enquanto os anos 90 soavam como lembranças românticas da adolescência, os anos 2000 regurgitavam a memória do tempo em que havia um futuro nebuloso marcado por um idiota decidido a viver o conto do rock. Vou escrevendo sobre 2006, 2007 e me sinto cercado de fantasmas e do medo de um dia ter voltar pra casa da sua avó e terminar meu dia sentado na porta de casa sonhando com outro lugar.
O fantasma do natal passado de 2007
2007 terminou o que 2006 havia começado. Havia vendido a guitarra para pagar o aluguel do apartamento que dividia com amigos em cima da antiga livraria do Seu Chaim e com o dinheiro que sobrou do aluguel comprei um violão numa loja de usados. A venda da guitarra era um evento simbólico tipo uma guinada que acontece nos filmes, mas que na pratica não significou nada, não havia nada pra ser aprendido. Alguns meses antes, seu pai havia brigado com um outro cantor da cidade que havia lhe dito para rever os vocais da sua bandinha de meia tigela. Tratei isso como ofensa, apenas porque ele havia dito a verdade e eu, no auge de minha imaturidade e adolescência tardia, era incapaz de lidar com a verdade. Moral da historia: larguei a música por um ano ou mais, vendi a guitarra e acabei voltando de carona no caminhão do seu avô.
When I sat down on the bed next to you
You started to cry
I said, maybe if I leave, you’ll want me
To come back home
Quando cheguei na cidade houve toda uma cena dramática de derrotismo típico dos Rufatto, vários deles haviam tentado a sorte vez ou outra e sempre voltavam para casa com o sorriso quebrado e as botas cheias de lama. Entre as poucas coisas que haviam ficado no meu quarto, havia apenas um violão tonante, revistas, caixas de cds velhos e entre eles um Cdr do “A ghost is born”, disco do Wilco, de 2004.
A Ghost is born era o 1º disco que o Wilco gravava após o sucesso de Yankee Hotel Foxtrot – disco que libertou a banda do rotulo de Country rock. Também é o 1º sem Jay Bennet - o nº2 na sucessão presidencial da banda. O vocalista Jeff Tweedy se sentiu livre pra tentar qualquer coisa e o resultado nem de longe era (ainda é) um disco fácil de amar - era torto, cheio de partes experimentais e coisas que não lembram a banda dos meus discos favoritos - Being There e Summeteeth.
O que mais gosto neste álbum é de pensá-lo como o conto do “Fantasma do natal passado” do Wilco, um disco que Jeff Tweedy fez pra dizer à alguém que ele sente muito pelo que rolou e que de agora em diante ela será uma pessoa boa aconteça o que acontecer. Pra mim, esse disco é sobre voltar pra casa decidido a se acertar consigo mesmo ou pelo menos juntar algumas partes para continuar seguindo em frente.
Quando penso nos dias que passei em coronel imagino mais ou menos como Bruce Springsteen voltando pra ver uma garota do passado em “Bobby Jean” e descobre que ela havia ido embora. Eu encontrei a minha “Bobby Jean” numa festa e, se ela não havia ido embora como a da canção, estava diferente e só foi preciso 15 minutos de conversa para entender que se ela havia mudado a culpa era minha - era eu quem havia ido embora e era ela quem havia ficado na cidade e se adaptado à outra turma. Foi a ultima vez que nos falamos e eu preferi guarda-la no passado, ainda a guardo lá.
Remember to remember me
Standing still in your past
Floating fast like a hummingbird
Foi a partir desta noite do paragrafo acima e de “A Ghost Is Born” que eu comecei de novo, escrevi a primeira canção com meu nome de batismo – “venha comigo” (roubada do final de Hell is chrome) e que definiu o norte do que eu faria da minha vida pelos anos seguintes – e que inclui conhecer sua mãe, você nascer, etc. Enquanto escrevo estas linhas, o Wilco está no Brasil para 3 shows e eu estarei em dois deles, meus amigos vivem uma pequena beatlemania com a presença da banda e eu me sinto como Danny Glover em Maquina Mortífera, sentado numa bomba instalada sob o vaso sanitário dizendo a mim mesmo “falta só dois dias para eu ver o Wilco, falta só dois dias para eu ver o Wilco”. :)
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