CAMEROON-DANCERS-ART-CHARACTERS-PAINTINGS-WATERCOLORS-MANRESA-PLAÇA SANT DOMENEC-ERNEST DESCALS-ARTIST-PAINTER por Ernest Descals
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CAMEROON-DANCERS-ART-CHARACTERS-PAINTINGS-WATERCOLORS-MANRESA-PLAÇA SANT DOMENEC-ERNEST DESCALS-ARTIST-PAINTER- They've come to Manresa. They're Cameroon dancers. I want to paint them for the power they exude with their movements and their costumes. They performed publicly in Plaça de Sant Domenec and showcased their captivating dances. I paint them with watercolors in my notebook, works by the painter Ernest Descals, characters and visual sensations. Han venido a Manresa, son de Camerun, los quiero pintar por la fuerza que desprenden con sus movimientos y sus vestimentas, en la Plaça de Sant Domenec han efectuado su actuacion publica y mostrado sus atractivas danzas. Pintura con acuarelas en la libreta, obras del artista pintor Ernest Descals, personajes y sensaciones plasticas.
Espera-se que a população total na África Subsaariana cresça em um ritmo mais rápido do que em qualquer outra região nas próximas décadas, mais do que dobrando de 823 milhões em 2010 para 1,9 bilhão em 2050. Como resultado, espera-se que as duas religiões dominantes na região - Cristianismo e Islã - tenham mais do que o dobro de adeptos em 2050 do que em 2010.
Houve um tempo em que as maiores cidades do Império Romano eram, além de Roma, Alexandria, no Egito, e Cartago, na atual Turquia.
Essas cidades também se tornaram um reduto para a igreja cristã. Pensadores cristãos primitivos, como Tertuliano, Cipriano e Agostinho, nasceram no norte da África e serviram em Cartago.
Fonte da pesquisa: https://www.pewresearch.org/religion/2015/04/02/sub-saharan-africa/
Los africanos, repartidos por todo el mundo, están decididos a seguir luchando por la compensación social y económica por parte de los antiguos propietarios de esclavos estadounidenses y europeos y los beneficiarios de la esclavitud. Los negros aquí en los EUA también continuaremos luchando por lo que necesitamos para permitirnos vivir con dignidad, sin miedo a la policía, por el acceso equitativo a la educación, el derecho al voto, la atención médica y la vivienda, por la igualdad económica y todo lo que nos fue robado y se nos sigue siendo robado hoy.
Dope art by @eddaviel ✍🏾 Una de mis favoritas del 2016 😍😍😍Afro-inks #25 Afro-inks aims to create an afro-caribbean fantasy from a series of weekly illustrations for @afropunk as an starting point expressions of the people featured in “Afro of the day”. Afro-inks is a line created by a drop of ink that becomes into the expression of African traits mixed with the Taino culture and European elements that merged into what the Caribbean is today: three continents which constitute the cultural diversity of our land. Afro-inks es la búsqueda por crear una fantasía Afrocaribeña a partir de una serie de ilustraciones semanales para Afropunk. Utilizando como punto de partida las expresiones de las personas seleccionadas como "Afro Of The Day". Afro-inks es una linea creada por una gota de tinta que deviene en la expresión de los rasgos africanos, mezclados a la cultura taína y elementos europeos que se fusionan para crear lo que hoy es el caribe, tres continentes que forman la diversidad cultural de nuestra tierra. Más: http://www.eddaviel.com/afro-inks #supoortblackart #eddaviel #drawing #art #ink #afroink #afropunk #lines #fantasy #darkfantasy #afro #dominican #illustration #magia #dark #arte #lines #dibujo #taino #god #drawsomething #dominicanart #afroart #blackgirl #blackgirlmagic #afrolatinx #africanos #afrocaribena #blackart
I Co-Directed/DP'd a music video with my brother Damian Apunte. He just got awarded best video company in LB! Excited to be creating with this guy and I look forward to all the super rad stories we're about to reveal on the world! :-) @4thstreetproductions #filmmaking #filmmakers #musicvideo #rockandroll #heavymetal #headbang #africanos #latinos #solidarity #passion #artist #letsgo #elmstreet #gothic
A mulher que fugiu para salvar dois bebês intersexo de seus próprios pais
ILUSTRAÇÃO: CHARLOTTE EDEY
Há cinco anos, uma parteira no Quênia ajudou uma criança que tinha órgãos genitais intersexo a nascer.
O pai ordenou que ela matasse o bebê, mas, em vez disso, ela escondeu e criou a criança como se fosse dela. Dois anos depois, a mesma coisa aconteceu - e ela se viu obrigada a fugir para salvar a vida das crianças.
Como uma parteira tradicional no oeste do país africano, Zainab estava acostumada a realizar partos e trabalhou em dezenas de nascimentos. Mas nenhum como aquele de 2012.
Foi um parto difícil, mas nada com que ela não soubesse lidar. O cordão umbilical estava enrolado na cabeça da criança e ela precisou agir rapidamente, usando uma colher de madeira para desenrolá-lo.
Depois de liberar as vias respiratórias e limpar o bebê, ela cortou o cordão umbilical e viu algo que nunca tinha visto antes.
"Quando olhei para saber se era menino ou menina, eu vi uma protusão - esse bebê tinha órgãos masculinos e femininos", disse.
Em vez de dizer o que estava acostumada em momentos como aquele - "É um menino", ou "É uma menina" -, Zainab apenas entregou a criança à mãe e disse: "Aqui está seu bebê".
Quando a mãe, exausta, viu que o sexo do bebê não estava definido, ficou impressionada. O marido chegou e não teve dúvidas do que deveria ser feito.
"Ele me disse: 'Não podemos levar esse bebê para casa. Queremos que ele seja morto'. Eu disse que a criança era uma criatura de Deus e que não poderia ser morta. Mas ele insistiu. Então respondi: 'deixe o bebê comigo, eu o matarei para você'. Mas eu não o matei, eu fiquei com ele", conta Zainab.
O pai voltou a procurar Zainab várias vezes para garantir que ela tinha cumprido a promessa. Ela escondia a criança e dizia que havia matado o bebê. Mas isso não funcionou por muito tempo.
"Um ano depois, os pais ouviram dizer que o bebê estava vivo e vieram me ver. Disseram que eu jamais poderia revelar que o bebê era deles. Eu concordei e desde então crio a criança como se fosse minha."
Crenças tradicionais
Foi uma decisão rara - e arriscada.
Na comunidade de Zainab, assim como em outras no Quênia, um bebê intersexo é visto como mau presságio, que traz maldição para a família e os vizinhos. Ao adotar a criança, Zainab estava desrespeitando as crenças tradicionais e corria risco de ser responsabilizada por qualquer infortúnio.
Isso foi em 2012. Dois anos depois, Zainab ficou impressionada ao se deparar, durante mais um parto, com um segundo bebê intersexo.
Apesar de não haver estatísticas confiáveis sobre quantos quenianos são intersexo (ou seja, nascem com a anatomia e/ou genética que não se encaixam facilmente nos estereótipos binários de sexo), os médicos acreditam que a incidência seja a mesma de outros países - aproximadamente 1,7% da população.
"Dessa vez, os pais não me pediram para matar a criança. A mãe estava sozinha e simplesmente fugiu, e me deixou com o bebê."
Mais uma vez, Zainab levou a criança para casa e a criou como parte da família. Mas o marido dela, um pescador no lago Victoria, não gostou da ideia.
"Quando íamos ao lago pescar e a pescaria era ruim, ele colocava a culpa nas crianças. Ele disse que elas tinham lançado uma praga sobre nós e sugeriu que eu entregasse as crianças para que ele pudesse afogá-las no lago. Eu disse que jamais permitiria aquilo. Ele então ficou violento e começamos a brigar o tempo todo", contou.
Zainab ficou tão preocupada com o comportamento do marido que decidiu deixá-lo e levar as crianças consigo.
"Foi uma decisão difícil porque financeiramente eu tinha uma situação confortável com meu marido, já tínhamos filhos criados e até netos. Mas ninguém consegue viver em um ambiente com tantas brigas e ameaças. Eu fui forçada a fugir."
As condições de nascimento de crianças vêm mudando no Quênia. Cada vez mais, as mulheres têm trocado os vilarejos por hospitais ao dar à luz. Mas até pouco tempo o uso de parteiras era regra, e havia uma norma tácita sobre como lidar com bebês intersexo.
"Elas costumavam matar essas crianças", diz Seline Okiki, diretora do Ten Beloved Sisters, grupo de parteiras tradicionais do oeste do Quênia.
"Se um bebê intersexo nascia, automaticamente era visto como maldição e não poderia viver. Já era comum entre as parteiras - elas matavam as crianças e diziam às mães que o bebê havia nascido morto."
Na língua luo, havia até mesmo um eufemismo para como os bebês eram mortos. As parteiras diziam que elas haviam "quebrado a batata doce" - uma referência ao uso de uma batata doce dura para quebrar e danificar o cérebro frágil e delicado dos bebês.
"Os pais não tinham nenhum poder de decisão nesse assunto. A expectativa era que o bebê nem ficasse tanto tempo vivo a ponto de chorar", afirmou Anjeline Naloh, secretária do Ten Beloved Sisters.
Atualmente, o grupo deixa os partos para as responsáveis nos hospitais, e trabalha alertando as mães e gestantes sobre a transmissão do HIV. Mas em áreas mais remotas, onde o acesso aos hospitais é difícil, as parteiras ainda promovem nascimentos da forma tradicional e o grupo acredita que o infanticídio ainda aconteça em certas regiões.
"É escondido. Não é tão aberto como era antes", disse Anjeline Naloh.
Seline Okiki concorda: "Essas coisas ainda acontecem, mas são segredos agora".
Para Georgina Adhiambo, diretora-executiva da ONG Voices of Women, que trabalha para reduzir o estigma contra pessoas intersexo no Quênia, o assunto ainda seja um tabu.
"Encontramos pessoas que tentaram esconder crianças intersexo, ou até trancá-las porque estavam com vergonha ou medo de que os outros pudessem machucá-las", conta.
"Temos explicado quem as pessoas intersexo realmente são. Esta é uma sociedade muito religiosa, então explicamos que as crianças intersexo também são criaturas de Deus".
Mas a endocrinologista pediátrica Joyce Mbogo, integrante de uma nova geração de médicos treinados especificamente para lidar com problemas de desenvolvimento sexual (DSD, na sigla em inglês), afirma que a atitude em relação a crianças intersexo já começa a mudar.
"Temos um novo grupo de pais que estão dispostos a procurar ajuda. A internet é acessível até em áreas rurais, então eles podem pesquisar e procurar saber do que se trata."
As opções de tratamento variam muito. Alguns pacientes não precisam de cuidados, enquanto outros podem precisar de remédios ou terapia hormonal. Há ainda aqueles que precisam de cirurgia - opção que costuma ser protelada até a puberdade, para que a própria criança possa escolher seu sexo.
Para os filhos adotivos de Zainab, essas decisões ainda estão distantes. As crianças são saudáveis e felizes - a parteira abre um sorriso ao falar sobre elas, e expressa orgulho da vida que construiu. Ela ainda faz partos quando necessário, mas vive do comércio de roupas e sandálias.
"Nós nos alimentamos bem e consigo ver que elas são crianças normais. Nós conversamos, a mais velha ajuda com as coisas de casa e meu filho as trata como irmãos. Eles são minha família e é um milagre de Deus."
Questionada sobre algum eventual arrependimento, ela ri como se fosse uma pergunta ridícula.
"Eu deveria me livrar delas? Não, eu sou mãe delas. Elas são seres humanos e eu tenho que cuidar das criaturas de Deus".