Um pouco sobre intersexualidade. Passe para o lado, há vídeos com as falas da mãe.
Texto da postagem abaixo.
A Rosana descobriu que a vida de sua criança não seguiria os caminhos esperados quando um exame revelou uma síndrome rara: disgenesia gonadal mista, que mostrou que a criança tinha cromossomos masculinos (XY) mas genitália feminina.
A partir dali, a compreensão da Rosana sobre identidade e gênero mudou para sempre.
Desde cedo, os sinais estavam presentes na criança. Durante muito tempo, a mãe acreditou que fosse apenas teimosia. Até que, em uma festa de Ano Novo, a criança passou a noite inteira parada, emburrada com o vestido que lhe vestiram.
No fim, pediu para trocar de roupa: “essa roupa de menina é meu inimigo”. E com shorts e camiseta que lhe vestiram depois, correu e brincou como nunca. Ali ficou claro que não era birra, mas identidade.
A rotina da mãe e da criança passou a incluir longas viagens para exames e acompanhamento. Por conta da sua síndrome, a criança não desenvolveu o crescimento e, por isso, toma diariamente hormônio do crescimento, enquanto médicos observam se seu corpo responde mais a estímulos masculinos ou femininos.
Nesse momento, nem a mãe, nem a equipe médica se preocupam em definir se ela será menino ou menina, mas garantir saúde e um futuro.
Nesse processo, Rosana que não tinha conhecimento nenhum sobre o que acontece com sua criança, entendeu que seu papel é ser seu alicerce. Hoje, ela entende que seu papel não é impor escolhas, mas apoiar.
No mercado, quando alguém chama a criança de “menininho”, ela apenas observa o sorriso de alegria no rosto da criança. Em desenhos, a filha liga seu coração ao da mãe, reconhecendo nela o apoio para ser quem deseja ser.
A história da Rosana e sua criança mostra que não se tem respostas para os mistérios da vida, seja ele identitário ou genético.
E a partir disso, tudo que uma mãe ou um pai pode fazer é condicionar à sua criança amor, aceitação e respeito. Porque o mais importante é que essa criança cresça livre, feliz e sendo exatamente quem ela é.
Caralho só tem 12 países onde a MGI (Mutilação Genital Intersexo) é proibida por lei. Doze. Os países são os seguintes (com o ano em que a lei foi criada).
Albânia - 2020
Alemanha - 2021
Chile - 2023
Colômbia - 1999
Cuba - 2025
Espanha - 2023
Grécia - 2022
Islândia - 2019
Malta - 2015
Portugal - 2018
Quênia - 2023
Uruguai - 2018
Repara bem nas datas. A mais antiga é na Colômbia em 1999. Isso foi ontem, cara. Puta que pariu.
Os direitos LGBTI+ na Europa contam hoje duas histórias: coragem e retrocesso. Espanha sobe ao topo. Portugal desce. E a pergunta mantém-se: que lado da história querem os governos escolher? 🌈
Espanha ultrapassa Malta no Rainbow Map 🇪🇸, enquanto Portugal desce para 12.º lugar 🇵🇹
Aviso de conteúdo: menção a genitálias/características sexuais e disforia sexual.
Altersexo foi criado para ser utilizado em grande parte, mas não exclusivamente, para personagens fictícies, descrevendo corpos com partes que não são normalmente presentes em homo sapiens, ou, no caso de indivíduos reais utilizando altersexo como identificação pessoal, aqueles cujos planos para seus corpos, ou noção de seus "verdadeiros" corpos, se encaixam em altersexo.
Altersexo é um termo abrangente composto por "alter," que significa "diferente" ou "outra possibilidade," e "sexo," que se refere às características sexuais fisiológicas primárias e secundárias. Esse termo também pode designar sexos que não são nem perissexo nem intersexo, especialmente para aquelus que passam por terapia hormonal ou cirurgia de redesignação sexual. Para essas pessoas, o termo intersexo pode não ser apropriado.
O termo foi cunhado por indivíduos trans e intersexo para os seguintes propósitos:
1. Diferenciação de termos: Para lidar com o uso inadequado de intersexo ao descrever pessoas e personagens que não são realmente intersexo, mas também não são perissexo. Isso inclui corpos que não se conformam aos padrões binários de sexo, mas não são assim devido a variações intersexo. Pode ser resultado de transição sexual, existência de um sexo fictício/impossível, habilidade de mudar de forma para alterar características sexuais, ou possuir um sexo "alienígena" que não é encontrado em humanes mas pode ser encontrado em outras espécies.
2. Termo não-sexualizado: Para proporcionar um termo que não seja sexualizado ou ofensivo para sexos fictícios ou transicionados, em oposição a termos estigmatizados e sexualizados como "herm" (abreviação de hermafrodita, um termo ofensivo para pessoas com características sexuais intersexo), "cuntboy" (um termo vulgar para pessoas designadas homem ao nascer que adotam uma identidade feminina ou possuem características femininas), "dickgirl" (um termo vulgar para pessoas designadas mulher ao nascer que adotam uma identidade masculina ou possuem características masculinas), e "futa" (abreviação de futanari, um termo japonês relacionado a personagens com características intersexo e geralmente sexualizados), que são populares atualmente e considerados transmisíacos e diadistas.
Altersexo não implica nenhuma característica sexual específica, permitindo a privacidade da pessoa altersexo e evitando reduzir indivíduos à sua genitália. Isso também visa reduzir a fetichização de pessoas intersexo e cisdissidentes na arte e na ficção, fornecendo um descritor neutro útil para personagens e indivíduos que são altersexo.
Para esclarecimento, altersexo refere-se a qualquer sexo que não seja perissexo nem uma variação intersexo. Por exemplo, ume personagem com Síndrome de Klinefelter seria intersexo, não altersexo. Indivíduos ou personagens altersexo não são assim devido a qualquer variação intersexo. Aquelus que passaram por terapia hormonal ou procedimentos cirúrgicos que afetam suas características sexuais, bem como aquelus com disforia dessa natureza ou uma identidade interna que se assemelha a isso, também seriam altersexo. Esse termo pode descrever tanto um corpo físico quanto uma identidade sexual interna, ou ambes, e aquelus que não podem fazer cirurgia ou hormônios, mas têm uma ideia interna de seu sexo que não é fisicamente possível, ainda devem ser respeitades como altersexo.
Importância de termos complementares
O termo altersexo pode coexistir com outras identidades sexuais, como angenital (alguém que não quer ter genitália) e salmaciano (alguém que quer ter tanto pênis quanto vagina funcionais). Ele serve como um termo complementar para descrever estados sexuais que não se enquadram nos binários tradicionais de perissexo e intersexo.
Significado das cores da bandeira altersexo
O termo foi cunhado por farorenightclaw e a bandeira desenhada por pastelmemer.
- Verde Menta: Representa abundância, indicando corpos com abundância de características sexuais e a variedade de possibilidades dos corpos altersexo. Está associado a identidades altersexo específicas, como agenital e salmaciano.
- Azul: Representa fluidez, simbolizando corpos com características sexuais fluidas.
- Branco: Representa transcendência, simbolizando corpos sem características sexuais.
- Roxo: Representa a natureza alternativa e não tradicional dos corpos altersexo.
- Rosa avermelhado: Representa características sexuais.
Altersexo é um termo importante para descrever identidades sexuais que não se encaixam nos binários tradicionais de perissexo e intersexo, proporcionando uma linguagem inclusiva e não estigmatizada para personagens fictícies e indivíduos reais que veem seus corpos ou identidades sexuais de maneira única. É um passo significativo na luta contra a fetichização e discriminação de pessoas intersexo, trans etc.
Tradução e adaptação por Cari Lobo de um artigo do Dr. Cary Gabriel Costello, homem trans intersexo dos Estados Unidos. As ilustrações são de autoria do Dr. Cary Gabriel Costello.
*Pessoa diádica: aquela que não é intersexo.
*O termo “hermafrodita” é altamente ofensivo a intersexos, nunca use. Ele está nesse texto só para explicar o tratamento que a Medicina dá a intersexos.
Há muita variação no modo que os genitais se desenvolvem em cada pessoa. A natureza nos providencia com um amplo espectro de formas, sobre o qual a nossa sociedade impõe duas categorias absolutas: feminina e masculina. No meu último texto, eu expliquei como todas as pessoas iniciam suas vidas, dentro do útero, com os mesmos genitais, e como o faloclítoris se diferencia durante o desenvolvimento. Neste texto, vou discutir o espectro de formas genitais naturais, explicando como elas se desenvolvem a partir das estruturas faloclitorianas embrionárias.
Irei ilustrar este texto com diagramas simples. Eu sei que há muito interesse em ver genitais intersexo - a maioria das pessoas descobre intersexo a partir de imagens de genitais. Eu discuti em outro lugar a razão de eu não postar fotografias médicas de genitálias de pessoas intersexo - estas fotos geralmente são de crianças que não deram seu consentimento; e eu não vou participar nessa exploração infantil. Entretanto, eu encorajo o impulso das pessoas de querer saber mais a respeito do espectro das formas humanas. Eu quero ajudar a levantar o véu do sigilo imposto pela Medicina que torna nossos corpos invisíveis, a fim de desmistificar os corpos intersexo e torná-los aceitos na sociedade. Então: diagramas.
Vou começar dando uma revisão na nossa forma genital original, mostrando como ela se desenvolve no que se considera como pessoas ovariadas “normais” e pessoas testiculadas “normais.”
Intersex Genitalia Illustrated and Explained There is a lot of variation in how the genitalia develop from person to person in all of us.
---[ Genital embrionário ]---
Nós todes iniciamos nossa vida com genitais com quatro órgãos externos básicos. No topo está a parte numerada com 1 e pintada de rosa no meu desenho: a extremidade sensível do faloclítoris, a qual pode se diferenciar na cabeça do pênis ou na ponta do clítoris. Abaixo, a estrutura 2, em vermelho: corpo do faloclítoris, que pode se diferenciar no corpo do pênis ou no corpo do clítoris e nos pequenos lábios. No centro, a estrutura 3, em verde: membrana uretral, que pode se alargar ou se fechar; forma a uretra e pode formar a vagina. Ao redor, a estrutura 4, em azul: as turgescências labioscrotais (ou labioscroto), que podem se desenvolver nos grandes lábios ou no escroto.
---[ Diferenciação Diádica ]---
Você pode ver aqui como os quatro órgãos externos da genitália embrionária se diferenciam nesses diagramas de genitais “típicos” de pessoa ovariada e pessoa testiculada (ilustrações sem os prepúcios). Note como a glande do faloclítoris (em rosa) aponta para baixo no desenvolvimento de pessoa diádica ovariada e como a glande permanece reta/linear na pessoa diádica testiculada. O corpo do faloclítoris (em vermelho) permanece separado e fica interno aos lábios na pessoa ovariada, enquanto que o corpo do faloclítoris se une em volta da uretra e forma o corpo do pênis na pessoa testiculada.
Variações sexuais ocorrem em muitas formas, mas não são aleatórias. Tipos de intersexo são produzidos por padrões de variação no desenvolvimento de uma ou mais estruturas dentre os quatro órgãos externos da genitália embrionária. Vamos considerar uma série de tipos de intersexo para analisar como essas variações surgem e como são classificadas pela Medicina.
---[ Afalia ]---
“Afalia” é o termo dado pela Medicina para uma forma de variação intersexo produzida quando as primeiras duas partes da genitália inicial não se desenvolvem (o faloclítoris não se desenvolve). Embora isso possa ocorrer na mesma proporção em indivíduos com ovários e em indivíduos com testículos, essa variação só é comentada pela Medicina quando trata-se de pessoa testiculada XY. Isso mostra como a Medicina ocidental é permeada de forte preconceito (machismo). Ter um grande pênis erétil é considerado como uma necessidade para “homens”, e sua ausência é uma tragédia de grau elevadíssimo, a ponto de haver extensos artigos médicos. Ter um clítoris sensível e erétil não é considerado como algo importante - é tão pouco importante que a ausência de clítoris é tratada como algo merecedor de apenas notas de rodapé, quando muito.
As crenças generificadas (de gênero) que permeiam a Medicina Ocidental são também ilustradas pelo plano de tratamento para infantes testiculados que têm afalia. Médiques tipicamente dão a essas crianças intersexo uma cirurgia de transgenitalização para remover os testículos e criar uma vagina, aparentemente sendo impossível tolerar a ideia de criar crianças como meninos se não tiverem pênis. Sem essa castração cirúrgica, a criança poderia crescer fértil, mas sua fertilidade é sacrificada sem seu consentimento. Médiques dizem que crianças com afalia que foram operadas irão crescer com “função sexual feminina normal”. “Normal” para “mulheres”, segundo a Medicina, é definido como ser capaz de receber um pênis na vagina, sem haver prazer sexual.
---[ "Microfalo" ]---
Algumas pessoas têm pés grandes, outras têm pés pequenos. Algumas têm narizes grandes, enquanto outras têm narizes pequeninos. Quando o faloclítoris é bem pequeno numa pessoa com testículos, médiques dizem que o indivíduo tem um “microfalo”. Se os testículos são julgados como “inadequados”, médiques recomendam cirugia de transgenitalização na infância, assim como no caso de afalia, porque a vida enquanto “homem” com órgãos sexuais pequenos é considerada trágica. Novamente, a fertilidade de uma pessoa é sacrificada sem seu consentimento. Se os testículos são julgados como “normais”, a criança pode ser tratada com injeções de testosterona, o que aciona a puberdade na infância e aumenta moderadamente o faloclítoris (juntamente com outros efeitos de puberdade prematura como desenvolvimento de pêlos).
Opções muito raramente consideradas por médiques são: deixar a criança viver sua vida com pênis pequeno e depois decidir por si própria que ação tomar. Se o sacrifício de alguma ou toda sensibilidade sexual e da fertilidade na cirurgia de transgenitalização é melhor que viver enquanto pessoa testiculada com falo pequeno não é uma questão que a ciência pode responder. É uma decisão pessoal e subjetiva, e pode depender também da identidade de gênero que a pessoa tiver. Eu e outres intersexos acreditamos que somente a pessoa intersexo pode fazer tal decisão tão importante, e que a atitude da Medicina impondo suas ideologias numa criança, sem consentimento desta, é tão arrogante quanto cruel.
---[ "Clitoromegalia" ]---
Quando uma criança testiculada tem um grande faloclítoris, médiques fazem brincadeiras, admirando e elogiando a criança. Entretanto, quando a criança tem vulva, ter um grande faloclítoris é julgado como um “defeito de nascimento”. Apesar de não haver qualquer prejuízo funcional em ter um clítoris grande, médiques fazem cirurgia para reduzí-lo e torná-lo “aceitável”. Muito geralmente, essa prática danifica a sensibilidade sexual. Embora, hoje em dia, médiques gostem de se exibir dizendo que preservam a sensibilidade sexual, porque abandonaram o tratamento cirúrgico antiquado de “amputação clitoral”, quase sempre, alguma sensibilidade é perdida nessa “redução clitoriana”, e há vezes em que o faloclítoris perde toda sensibilidade, mesmo que reste algum tecido. É especialmente irônico que a remoção de parte do clítoris na circuncisão tradicional é chamada de “mutilação genital feminina” pela Medicina Ocidental, porém a própria Medicina Ocidental, sem remorso, realiza um procedimento similar nos casos de “clitoromegalia”.
---[ Chordee ]---
A glande do faloclítoris se encurva para baixo, similarmente à configuração de pessoas com vulva. Quando isso acontece em uma pessoa designada homem, é chamado de “chordee simples”. Em algumas pessoas, a única característica atípica é a cabeça do falo recurvada para baixo, enquanto que o pênis tem tamanho típico. Médiques apresentam essa variação como uma “má formação de causa desconhecida”, ao invés de dizer que o faloclítoris tem um formato tipicamente de pessoas com vulva, porque médiques têm aversão a intersexo. Contudo, chordee não é uma variação aleatória do formato do pênis, como se a cabeça do pênis igualmente pudesse se curvar em uma forma de S espontaneamente. Chordee surge quando a estrutura 1 do genital embrionário desenvolve a configuração típica de pessoa ovariada, enquanto que as outras estruturas do genital desenvolvem configuração típica de pessoa testiculada. Médiques sugerem “correção” cirúrgica da curva do faloclítoris com o argumento de que seria difícil para penetrar numa vagina, então seria um desafio à fertilidade. Uma cirurgia como essa oferece um risco tremendo à sensibilidade sexual na cabeça do pênis. Além disso, a fertilidade não é danificada por ter um pênis curvo - a produção de esperma não é alterada. Penetrar pode ser difícil, mas há muitas formas de se participar de atos sexuais e reprodutivos sem precisar penetrar, e apenas quem possui o pênis encurvado pode decidir se faz sentido arriscar a sensibilidade sexual da cabeça do faloclítoris para facilitar o sexo penetrativo com parceires que preferem um pênis reto (algumes parceires preferem encurvado).
Em outres indivídues com chordee, o faloclítoris é de tamanho intermediário. Ele aparece com uma forma intermediária balanceada entre clítoris e pênis. Comumente, a pessoa também tem uma vagina superficial (discutido abaixo em “hipospádia”).
Se indivíduos designados como mulher podem ter a glande do faloclítoris que não se curva para baixo de forma tipicamente de clítoris, mas permanece linear/reta de forma tipicamente de pênis, não se sabe, porque não é discutido na literatura médica Ocidental, a qual é obcecada por pênis e desinteressada por clítoris. Eu considero extremamente provável que ocorra essa forma de chordee.
---[ “Difalia” ]---
Geralmente é esperado que o órgão externo 2 (corpo do faloclítoris) se junte em uma única coluna no desenvolvimento de pessoas diádicas testiculadas, ou que permaneça separado, formando a crura clitoral do desenvolvimento de pessoas diádicas ovariadas. Se o genital se desenvolve seguindo a linha de pessoas com pênis, porém os dois lados do faloclítoris não se juntam, le indivídue nasce com dois meio-faloclítoris separados, lado-a-lado, cada um associado com um testículo e com um corpo cavernoso. Médiques removem cirurgicamente um dos falos (aquele que é julgado como menor, sem supresas), apesar de não haver qualquer dano funcional em ter dois meio-faloclítoris. Essa configuração genital pode estar associada com verdadeiros prejuízos funcionais como ânus imperfurado (não-perfurado), obviamente uma verdadeira emergência médica, mas construir um ânus não tem qualquer relação com remover a metade do faloclítoris. Médiques não consideram difalia como uma variação intersexo, porque consideram como se a criança fosse “masculina em dobro”, mas, na verdade, é intersexo, pois o faloclítoris se desenvolveu de maneira intermediária.
Uma forma mais rara de difalia é a duplicação faloclitoriana, na qual o embrião começa a desenvolver um embrião gêmeo siamês na região genital, mas pára de crescer. É similar aos casos de pessoas com três pernas (uma perna é de ume gêmini siamês que não se desenvolveu). A criança nasce com dois pênis ou dois clítoris, que podem estar lado-a-lado ou um acima do outro.
---[ Hipospádia ]---
Variações físicas nas quais ume infante desenvolve testículos externamente, enquanto que os órgãos 2 (corpo do faloclítoris) e 3 (membrana uretral) se desenvolvem atipicamente. Essas variações são chamadas pela Medicina de “hipospádia”. O órgão 3, a membrana uretral, forma a uretra e pode formar a vagina. Na configuração peniana diádica, a abertura da uretra se encontra na ponta do faloclítoris e não há abertura vaginal. Em indivídues com hipospádia, a abertura uretral se aproxima da configuração típica de vulva diádica, e também pode haver alguma abertura vaginal. Pessoas nascidas com hipospádia, hoje em dia, são quase sempre designadas homens e médiques raramente as chamam de intersexo. Essa é uma escolha ideológica ao invés de uma escolha determinada por lógica anatômica. A Medicina acredita que se uma criança tem testículos externos e o faloclítoris pode ser cirurgicamente reconstruído ao longo da linha peniana, então a criança deve ser designada como homem; e não se diz que é uma variação intersexo à família. Médiques acreditam que ser visto como menos do que “totalmente homem” é insuportável para um homem.
Perineal Hypospadias with Chordee.JPG
O grau de diferença entre morfologia peniana típica e a variação genital de indivídues com hipospádia muda muito. Em muites, é simplesmente um deslocamento do orifício urinário para uma posição mais abaixo da ponta do pênis, como mostrado na primeira ilustração. Médiques “corrigem” isso na infância, afirmando que ter uma abertura da uretra “deslocada” é inaceitável, pois pode ser razão de bullying, pode causar problemas para urinar de pé e pode dificultar a fertilidade. Perda de sensibilidade na glande do pênis, fístulas e infecções urinárias recorrentes são consideradas, por médiques, como resultados melhores do que ter que talvez urinar em posição sentada. Na fase adulta, muites que fizeram a cirurgia reclamam que os efeitos colaterais prevaleceram sobre os benefícios da cirurgia. A ideia de que a fertilidade seria danificada somente em ter uretra deslocada e emitir o sêmen de uma posição um pouco abaixo é ridícula.
Hipospádia é mensurada por médiques em graus. Quanto maior for o grau, mais o faloclítoris assume uma configuração vaginal. O orifício uretral/urogenital se torna mais parecido com uma vagina com uretra, conforme se distancia da cabeça do faloclítoris, aumentando de tamanho, como pode ser visto nas ilustrações. Se a abertura da uretra está na base do faloclítoris, a variação é chamada de “hipospádia perineal”. Nas pessoas nascidas com essa configuração, a genitália parece intermediária entre vulva normatizada e pênis normatizado, com uma vagina localizada na frente do ou entre o labioscroto. Testículos se localizam no labioscroto, com tecido superficial intermediário entre grandes lábios e escroto. O faloclítoris é geralmente de um tamanho intermediário, com cabeça curvada na configuração típica de clítoris (como em chordee). Apesar de crianças com “hipospádia perineal com chordee” terem genitália ambígua, aproximando-se mais da configuração de vulva, a Medicina Ocidental não classifica “oficialmente” como intersexo; e a cirurgia que fecha a vagina, disseca a base do faloclítoris e reposiciona a uretra para a glande do faloclítoris é chamada de “correção”, ao invés de cirurgia de transgenitalização. Uma cirurgia extensa assim é dolorosa, altera a vida por completo e comumente leva à perda de sensibilidade. Além disso, um bom número de crianças nascidas com essa configuração ambígua e que foram operadas crescem e se identificam como mulheres; e ressentem amargamente que suas vaginas foram removidas.
Raramente mencionado por médiques em artigos sobre hipospádia é o fato de que pode também surgir acompanhada por órgãos sexuais internos ambíguos, como um grande “utrículo protástico” (em pessoas diádicas ovariadas, essa estrutura embrionária se desenvolve em útero; em pessoas diádicas testiculadas, ela se desenvolve em uma pequena estrutura no centro da próstata; utrículo = órgão com formato de saco/bolsa que é homólogo ao útero). Em corpos intersexo, isso pode existir como uma pequena estrutura dentro da próstata ou perto da próstata, ou, conforme a elevação do grau da hipospádia, pode existir como um utrículo de tamanho médio ou de tamanho grande. É fascinante o fato que pessoas com hipospádia geralmente têm uma estrutura uterina, evidente em qualquer literatura sobre utrículo protástico, mas isso é raramente mencionado nas descrições médicas de hipospádia. Eu acredito que não é mencionado, porque discutir uma estrutura uterina enfraqueceria a concepção médica de que crianças com hipospádia seriam “meninos com má formação peniana” ao invés de crianças intersexo.
---[ Agênese Vaginal ]---
Em alguns indivíduos, a genitália é formada de modo próximo à configuração de pessoa diádica ovariada, mas o órgão 3 (membrana uretral) cria apenas uma vagina superficial ou um “remendo” de tecido que pode se lubrificar. Internamente, pode não haver gônadas, ou pode haver ovários, mas não útero, ou pode haver ovários e um útero atípico. Indivíduos com agênese vaginal são sempre chamados de “mulheres” e nunca de intersexo pela Medicina, até mesmo quando não têm gônadas e não irão desenvolver características sexuais secundárias (como presença/ausência de seios ou presença/ausência de pelos faciais) exceto se tomarem hormônios. Novamente, a ideologia da Medicina Ocidental tenta fugir ao máximo do intersexo.
Há muita atenção dada por médiques à criação de vagina em crianças que têm vulva superficial (têm clítoris e lábios, só não têm canal vaginal profundo). Argumenta-se que é uma necessidade para a função sexual, como se apenas a penetração vaginal fosse realmente um ato sexual, enquanto que outras formas de contato sexual não seriam “verdadeiramente sexo”. Como é o caso de outros corpos intersexo, cirurgias são comumente realizadas, mesmo que prejudiquem a sensibilidade sexual, só por causa da ideologia do sexo penetrativo como o único “sexo normal.”
---[ Hiperplasia Adrenal Congênita ]---
Em algumas variações intersexo, os quatro órgãos primordiais da genitália se desenvolvem de modo que parecem muito com a configuração típica de pênis (com orifício da uretra na ponta, com escroto e sem abertura vaginal), mas a pessoa tem útero e ovários e o escroto não tem testículos. O diagnóstico mais comum é Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) em indivídues XX. Enquanto que qualquer pessoa diria que ter pênis e útero é uma variação intersexo, a Medicina esperneia e diz que, ao invés de intersexo, é “pseudohermafrodita” (falsamente “hermafrodita”), querendo dizer que, de algum modo, ainda é “mulher”. Isso é baseado na jogada da Medicina há quase um século atrás: definir as variações intersexo fora da existência, dizendo que apenas indivídues com a raríssima condição de ter um ovário e um testículo simultaneamente ou com ovotestes (gônadas que têm tecido ovariano e tecido testicular simultaneamente) seriam “verdadeiramente hermafroditas.” Pessoas intersexo com testículos são consideradas como “homens, na verdade” e pessoas intersexo com ovários são consideradas como “mulheres, na verdade”, através da criação do termo “pseudohermafrodita” pela Medicina.
Na época em que médiques haviam criado a ideologia de “pseudohermafrodita”, a cirurgia transgenitalizadora ainda não havia sido desenvolvida. Hoje em dia, contudo, médiques insistem que bebês com HAC devem ser operades cirurgicamente. O termo “pseudohermafroditismo feminino” é usado para acalmar a família que estaria chocada com a ideia de médiques cortando o pênis de sua criança. Médiques dizem para a família que “não é verdadeiramente um pênis, mas é um clítoris deformado.” O fato é que todes bebês têm faloclítoris - e que o faloclítoris dessa criança do exemplo é um pênis típico. Se médiques fossem consistentes, teriam que chamar todos os falos XY de “clítoris deformados.”
De qualquer forma, médiques rotineiramente realizam o que chamam de “redução clitoriana” em bebês com HAC - isto é, a remoção de quase todo falo e o corte do escroto para dividir no meio e dar a impressão de grandes lábios. Para pressionar a família a aceitar a realização dessa cirurgia (que na verdade é uma cirurgia de transgenitalização), médiques apresentam à família uma estranha avaliação de riscos e benefícios. Médiques escondem o fato de que cortar a maior parte do faloclítoris causa um impacto sério na sensibilidade sexual. Dizem à família que isso deve ser feito para evitar a catástrofe de uma menstruação através do falo (note que médiques não informam à família de crianças com hipospádia perineal que menstruação é um “perigo”). Médiques não informam à família que uma alternativa seria tratamento hormonal para suprimir menstruação, e nem que a criança pode crescer e se identificam como homem. Ao invés de avisar à família que muitas crianças com HAC crescem e não se identificam como mulheres, desesperando-se por terem sido efetivamente castrades, médiques avisam que as crianças “têm um risco de se tornarem lésbicas”, o que é uma declaração falsa e homofóbica e que ignora a questão da identidade de gênero.
---[ Insensibilidade Androgênica ]---
Crianças com insensibilidade androgênica completa (IAC) são contrapartes das crianças XX com HAC. A genitália externa tem configuração típica de vulva diádica, mas, internamente, não há útero e no lugar que tipicamente haveria ovários, há testículos internos. Porque seus corpos não respondem à testosterona, desenvolvem-se com características sexuais secundárias comuns de pessoas diádicas ovariadas, mas sem haver menstruação. Apesar da aparência típica de pessoas ovariadas, médiques chamam tais indivídues de “pseudohermafroditas masculinos”, porque têm testículos. Entretanto, em contraste com o “tratamento” para crianças com HAC, médiques não chegam e dizem que as crianças com IAC têm “pênis deformados” que precisam ser cirurgicamente “corrigidos” para encaixar no padrão de “sexo verdadeiro.” Ao invés disso, dizem à família para criar a criança com IAC como menina, avisam à família que os testículos internos podem ser um risco de câncer, então dizem para remover os testículos.
Ao contrário de pessoas com HAC, que comumente se sentem muito mal por causa da cirurgia transgenitalizadora não-consentida, indivídues com IAC usualmente aceitam que foram designades como meninas no nascimento. Isso é provavelmente devido ao contraste nas vivências de cada intersexo. Crianças com HAC são designadas como meninas no nascimento via cirurgias traumáticas que danificam a sensibilidade sexual e, então, precisam tomar drogas supressoras de testosterona a vida inteira, enquanto que aquelus com IAC podem não descobrir que têm IAC até a puberdade, mantendo a genitália inalterada, e não tomam drogas supressoras de hormônios. Contudo, apesar de se identificarem como mulheres, tais indivíduos são taxados como “pseudohermafroditas masculinos” em todos os registros médicos e precisam viver o resto de suas vidas com as consequências de serem considerades como homens pela Medicina.
Algumas crianças têm Insensibilidade Androgênica Parcial (IAP). Elas podem nascer com um espectro de diferentes formas faloclitorianas, desde formas próximas do padrão testicular diádico, incluindo formas de “hipospádia perineal com chordee” e até formas próximas do padrão ovariano diádico. A maioria apresenta uma forma ambígua e recebe cirurgia transgenitalizadora não-consentida para uma das normas diádicas (ovariana ou testicular). Como sempre, tal cirurgia é traumática, dolorosa, não resulta em uma genitália considerada “totalmente normal” e danifica a sensibilidade sexual. Isso provavelmente explica a razão de muitas pessoas com IAP não viverem o gênero que lhes foi designado.
---[ Variações Intersexo que não foram ilustradas aqui ]---
Muitos corpos diferem do padrão diádico de maneiras que não são visíveis externamente, então são raramente diagnosticados no nascimento, como, por exemplo, as variações nos cromossomos sexuais. Contam-nos que “homens são XY e mulheres são XX”, porém, além de haver homens trans XX e mulheres trans XY, também há pessoas intersexo XX com configuração testicular e pessoas intersexo XY com configuração ovariana, de modo que não dá pra distinguir visualmente de pessoas diádicas. Há muites indivídues com cromossomos XXY (variação chamada de Klinefelter) com genital típico de padrão testicular, mas com testículos pequenos - cerca de 1 em 500 pessoas designadas homens têm esse cariótipo intersexo. Pessoas geralmente só descobrem que são XXY quando fazem testes devido à infertilidade, ou às vezes nos casos em que desenvolvem seios. Outra variação genética comum é o cromossomo X único, sem um cromossomo sexual secundário (X0), a qual médiques chamam de “síndrome de Turner.” Ter apenas 45 cromossomos ao invés dos 46 usuais é associado com uma gama de prejuízos físicos, e o fato de que as gônadas nunca se desenvolvem é tratado como um desafio secundário em função dos outros desafios físicos e neurológicos.
Outras variações intersexo existem em um nível mais alto do que cromossomos, mas são internas, então podem permanecer despercebidas durante anos ou durante a vida toda. Incluídas nisso, ironicamente, são as únicas variações consideradas como “hermafroditismo verdadeiro” pela taxonomia médica: a presença de ovotestes, ou, mais raramente, a presença de um ovário e um testículo na mesma pessoa.
Também há pessoas com um balanço dos hormônios estrógenos, progesterona, testosterona e outros andrógenos fora do padrão diádico. Todo mundo produz estes hormônios e necessita deles para fertilidade e saúde física; a diferença é que pessoas ovariadas diádicas têm tipicamente certos hormônios (estrógenos e progesterona) em maior concentração no organismo, enquanto que pessoas testiculadas diádicas têm tipicamente outros hormônios (testosterona e outros andrógenos) em maior concentração. Variações no balanço usual leva pessoas com sistema reprodutor ovariano a ter mais pelos no corpo e na face que a média, mais massa muscular que a média, maior chances de ficar com calvície que a média, maior libido que a média; enquanto que pessoas com sistema reprodutor testicular desenvolvem peitos maiores que a média, quadris mais largos que a média, etc. Essas variações não são consideradas intersexo pela Medicina, mas não há realmente razão para não serem. A característica intersexo lhes é negada, porque a maioria das pessoas adultas com essas variações tem identidades de gênero que cisnormativamente “combinam” com os genitais que têm. Eu concordo e reafirmo que a identidade de gênero de ninguém deveria ser considerada prejudicada só pela aparência física. Ao mesmo tempo, Eu acredito que ajudaria muito as pessoas de genitais não-normativos, de gêneros não-normativos e trans se a sociedade e a instituição médica reconhecessem a prevalência das variações físicas fora do padrão relacionada a genitais e sist. reprodutivo e, ao mesmo tempo, apoiassem indivídues em suas identificações de gênero. Algumes ativistas intersexo discordam e querem limitar o que “conta” e não “conta” como intersexo, excluindo certas pessoas. Pessoalmente, eu acho isso cruel e contraprodutivo. Uma mulher cis com barba vive sua vida com sua variação física bem visível; dizer que ela não pode ser incluída numa comunidade de pessoas com variações físicas, só porque ela tem uma genitália típica ovariada não faz o menor sentido pra mim.
Outra categoria de variações relacionadas a hormônios sexuais inclui indivídues que produzem níveis baixos de hormônios e cuja aparência física não muda depois da puberdade (a aparência fica andrógina). Tais crianças quase sempre recebem terapia hormonal, sem que tenham chance de escolher a alternativa de viver suas vidas em corpos andróginos inalterados (enquanto isso, terapia hormonal é negada para adolescentes trans que desejam suprimir certos hormônios sexuais, como testosterona, para que tenham a aparência física que desejam).
Digo que esse catálogo de formas corpóreas intermediárias não é limitante. No meu entendimento, qualquer pessoa que tenha aparência física fora do padrão diádico É intersexo e não deve ser excluída da sua categoria intersexo através de malabarismos de terminologias que a Medicina faz, assim como também não deve ser excluída da comunidade intersexo por “gatekeepers” (participantes da comunidade que tentam barrar a inclusão).
Precisamos que a sociedade e a instituição médica reconheçam que a natureza providencia um amplo espectro de formas à humanidade, para que todos os nossos corpos possam ser reconhecidos como válidos. A menos que haja um raro prejuízo funcional (como imperfuração do ânus/da uretra), nossos corpos não deveriam ser alterados na infância. Nossos corpos deveriam ser alterados somente quando nós requisitassemos com consentimento, para NÓS ficarmos confortáveis dentro de nossa própria pele, e não para que a sociedade se sinta confortável com nosso apagamento pela Medicina. A sociedade deve abraçar a diversidade, que é uma dádiva da natureza.
Big purple words above a chart that say, "Tips For Intersex Inclusive Language" and smaller words beneath that say, "Everyone is different! Here are tips on how to talk about diverse sex characteristics respectfully."
The chart beneath has three columns; one marked as "instead of" to show what you shouldn't say, one marked as "say" to show what you should say, and one marked as "because" for an explanation. The chart's contents read as such:
Instead of "biological sex" or "biological gender", say "sex traits" because people are born with sex traits, including chromosomes genitals and reproductive organs. but these may not line up neatly into what most people think of as one 'biological sex.' Gender is social and cultural. Someone's gender may not correspond to what often expect based on their bodily sex traits, although society commonly ties sex and gender together.
Instead of "born with ambiguous gender", say "born with genitals outside the typical male / female binary" because genitals do not have a determined gender, and we can never tell for sure what someone's gender will be when they're born. It's all up to the individual to figure out as they grow!
Instead of "born as a man / woman" say "born intersex" or "born with different sex traits" because with most people's binary understanding of sex, this could imply a person was born with two sets of genitalia, which is not possible* . It also assumes being a man or a woman depends on sex traits at birth (and implies these are the only &vo options).
Instead of "female/male chromosomes", say "XX/XY chromosomes" because call parts what they are without gendering them. Many people who are women have XX chromosomes. and many don't. Some people with XX chromosomes don't have a female gender identity. Intersex people can also have chromunme patterns that are not XX or XY.
Instead of "female/male" genitalia, say "vagina/penis" [if you really need to be talking about someone's genitals anyways]
* it is totally possible to be born with a vagina & testicals, a penis with a uterus, etc. Two full sets of functioning genitals is not possible though (as far as we know).
Instead of born a boy/girl, say assigned male/female at birth. Babies are assigned a gender based on what their genitals look like. Those assessments might not always be accurate once the baby grows up.
Instead of "both sexes/genders", say "multiple sexes/genders". There are more than two genders and many combinations of sex traits.
Instead of "what it's like to be intersex", say "my intersex experience". Not two intersex experiences are alike! Avoid generalization as much as possible.
End of text.
The bottom left of the image says # 4 intersex in purple letters. There is also the logo for "InterAct: Advocates for Intersex Youth" at the bottom right in purple and green letters.
[image description: infinity symbol mixed to Venus and Mars signs in each sides. end ID]
That should go without saying but this needs to be said: "infinite spectrum" is probably a pleonasm because it's in its definition.
As biopsychosocial beings, our sexes are also biopsychosocial constructs. It's tied to both corporeal/incorporeal contexts (or material/immaterial bodies), such as mind/mentality, socialization and nature.
Social constructionism ≠ meaninglessness.
When a biologist says sex is social construct (constructed socially) it's because all biology and science are entirely build and organized by society, it's just another way of saying "we live in a society" and it translates as made up literally. But in fact it's more than just that, this is a mixture of biopsychosocial and physicochemical constructs, in my PoV (nature/naturality=society).
What's "gendering sex"?
Intersex is not a gender (however some intersex people have their gender experience tied to their sex because identity narratives). Male and female are gender categories, therefore when you use them to describe your sex it's called gendering your sex, in other words it's socializing gender into your body.
Some examples an eunuch cis man can socialize their genital/gonadal sex as genderless, while other transgenital(ized) cisgender people can still associate their genitals with their gender attributed at birth; a bigonadal/ovotestis person can still gender their sex/gonads with a binary term (like male/female).
This is called freedom to self-determine labels for yourself. I have to point out here that being intersex is innate, altersex is not (at all).
Affirming sex is not finite, binary or dually identical, recognize that endosex/perisex/sex-ness dyadicity is also another conceptualization that matters, extremes have their proximity. Intersexism/endosexism/perisexism/dyadism is a dualism (to not say it's binarism to not confuse it as gender).
IS~Otoko Demo Onna Demo Nai Sei (2011) é um dorama japonês baseado no mangá de mesmo nome, escrito por Chiyo Rokuhana (publicado inicialmente em 2003). IS é uma sigla para "intersexo".
Embora não possa definir sua sexualidade com precisão, Haru Hoshino diz que tudo em si é como se fosse um homem, mas a confusão em sua vida será formada após entrar em uma nova escola para para se tornar um confeiteiro. A escola aceita a inscrição de Haru, porém exige que para isso, assuma uma identidade feminina devido ao seu registro de nascimento. Muitas coisas ocorrem nesse meio tempo e Haru conhece Aihara Miwako e Ibuki Kenji com quem desenvolverá relações bem distintas.