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❛ ❪ ♡ ou: 🌙 para um starter do hyunwoo.
A umidade gélida pairava ao ar, marcando presença em pequenas gotículas repousadas em completo acme ao policromo das plantas. Apreciava a simplicidade da natureza, transparecia calma e paz. Lembrava-se como sempre as invejou, arriscando em certos momentos excentricamente viver entre essas, ponderando se então aquilo traria armistício a turbulenta vida. Infelizmente precisou para que seu próprio ciclo fosse interrompido para que ela ganhasse tal oportunidade para que finalmente vivesse. A fora dos foscos vidrais da estufa essa avistou uma desconhecida figura. Não foi de demora para que ela deixasse os instrumentos de jardinagem em pousar dá pequena mesa de madeira, limpando as pequenas mãos sujas da terra molhada para que então cumprimentasse o indivíduo. ❝ Olá, bom dia! Estás precisando de alguma ajuda? Alguma informação? ❞ O timbre suave e sorridente fizera par com o levantar dos canteios da boca avermelhada em singelo sorriso, tentativa de acolher quem quer que estive a precisar.
— Não entendo o motivo de tamanha surpresa em me ver, estou por cá sempre, não? Ou você está aprontando algo que eu não devia saber?
“eu me baseei em um livro muito interessante que ensinava 50 maneiras diferentes de se matar alguém. e eu fico muito feliz que todo mundo aqui já morreu, assim não tem tanto perigo que se caso eu publicar uma obra detalhando alguma cena grotesca gloriosamente, vão tentar reproduzir e vão começar a surgir muitas mortes por aí, no máximo uns feridos. mas a pergunta é: você compraria esse meu livro?”
Ei, isso não te incomoda? - A mulher constantemente tocava a tez do rosto com os dígitos, como se tentasse moldar a mesma em uma tentativa falha de conseguir alguma mudança. - Nós não envelhecemos. - Miri fitava o espelho que segurava com a canhota, procurando por algum sinal de idade que há dezessete anos era inexistente. - Eu lembro que quando eu era viva passava o dia todo passando produtos no meu rosto, mas agora... Não é mais necessário. - Um desapontado bufar escapou dos lábios da coreana, que agora desistia em tentar procurar falhas que antes eram tão evitadas.
seus dedos moviam-se com rapidez, as cartas faziam um som agradável ao serem trocadas e mexidas a seu bel-prazer. atos como aqueles mantinham sua memória terrena viva, de uma mãe mistica que mal conhecera, uma figura quase que fictícia. percebeu que não estava mais sozinha, porém se demorou para levantar a cabeça e, quem sabe, reconhecer a pessoa. não gostava de ser importunada, principalmente pela maioria das almas. —— já que atrapalhou a minha paz, deixe-me ler as suas cartas. ou será que tem medo? —— uma leve provocação, seus lábios outrora carmesim mostravam certa diversão, que não chegava aos olhos. —— creio que algumas divindades não aprovam tal arte, mas nenhum de nós está nas boas graças deles, se estivéssemos não estaríamos aqui. —— colocou cinco cartas em cinco fileiras, o simbolo de um olho cercado em luzes e símbolos adornava as costas do objeto. —— escolha um monte. vamos lá, vai ser divertido, e se não acredita não há nada a temer, não é?
cercado entre as folhagens, com seus olhos fechados em meditação - sua respiração era tão profunda que poderia sentir todo o caminho de seu corpo ser preenchido por uma paz momentânea e tão breve. sua audição nunca lhe enganara e o barulho era certeza não ser seu. yulyeong não se moveu e nem mesmo tornou a abrir os olhos, continuou sendo uma completa estátua até que sua voz grave cortasse o clima frio: — quem é você & o que faz aqui?