hansol passou a lateral dos dedos pelo papel amarelado, afastando as sobras de grafite dos traços agora mais definidos do que desenhava. desde onde conseguia esticar sua memória, lembrava-se de ter dificuldade com o céu; não era exatamente uma coisa sólida de desenhar, e o resultado nunca saía do jeito que ele tinha imaginado ao começar. soprou a franja para longe dos olhos e bufou em frustração, fechando o bloco que tinha em mãos; seus olhos captaram quase que imediatamente os contornos distantes de um livro, abandonado sobre um banco ali perto. as cidades invisíveis, descobriu ao se aproximar, procurando entre os transeuntes e as pessoas sentadas nas proximidades alguém que parecesse ser o dono. seus olhos encontram boyoung, cujo rosto era mais familiar do que ele gostaria de admitir agora, após o tempo que ela havia passado em seu apartamento mediano de janelas grandes e paredes impessoais, logo que havia chegado no limbo. “boyoung-noona... não viu quem deixou aquele livro ali, viu?”











