“Morte á capital”. Falou uma menina de apenas dois anos. Foram suas primeiras palavras. No distrito 13 era muito comum crianças crescerem sendo ensinadas a odiar. “Revolução”, era o que diziam os líderes. Revolução essa que custou muitas vidas, que custou muitas infâncias jogadas pelo ralo para um “bem maior”. Eles sempre pensavam em tudo, tiveram essa ideia quando perceberam que pessoas que crescem ouvindo uma ideia nunca a contestariam no futuro. Começaram com um pequeno grupo de recém nascidos, os pais tinham direito de escolher o nome da criança e só, depois eram obrigados a entregar seus filhos para os líderes. Colocavam-os em uma espécie de “escola preparatória” para aprenderem técnicas, estratégias, como manusear uma arma e claro odiar a capital e tudo que nela existe. Pronto, tinham um exército perfeito: jovens cheios de ódio e muita inteligência. Mas então, surgiu uma garotinha. Ela era especial, ela era mais que um simples soldado, ela seria uma líder, sim! Uma grande líder, ela destruiria a capital, ela seria ensinada a ser fria. Sentimentos?”não há espaço para isso em uma guerra”. Diziam. Suas primeiras palavram foram “morte à capital”, seus pais choraram muito quando tiveram que entregá-la, disseram que pelo menos queriam que ela se chamasse Alma. Talvez imaginando que quando o pronunciassem lembrariam que há coisas mais importantes que vitórias, talvez lembrariam que(mesmo que não quisessem acreditar), ainda eram seres humanos.