O mar estava agitado e podia-se ouvir o som das ondas batendo contra o rochedo ao longe. A espuma marcava a areia molhada. Eu estava sentado em absoluto silêncio apenas observando o oceano que eu tanto amava. — Vem, vamos caminhar um pouco. — Albus falou ao se levantar depois de ficar sentado ao meu lado pelos últimos quinze minutos. Ele estendeu a mão para que eu pegasse, mas eu ainda não tinha certeza disso. Eu não negava o fato de que o amava, mas nossa relação era tão confusa e cheia de interrupções que eu não sabia se meu coração estava fazendo a escolha correta. Mordi o canto interior da bochecha algumas vezes enquanto pensava a respeito de acompanhá-lo. — Vamos Louis, eu não vou te morder. — Albus e sua habitual falta de impaciência me forçaram a tomar uma decisão enquanto ele continuava com a mão estendida. — Oui! — Respondi ao segurar a mão dele e me levantar para uma caminha a beira-mar. — Então, você terminou com aquele pé no saco do Bennet? — Meu olhar penetrou de forma fuziladora os olhos de Albus e isso foi o suficiente para saber que havia cruzado um limite. Arthur Bennet era o meu melhor amigo e quem eu adorava de todo coração, mas eu não podia continuar uma relação quando meu pensamento estava em outra pessoa, mesmo que de forma inconsciente. — Porque você só não cala a boca? Não quero falar sobre o Arthur. — Eu resmunguei enquanto caminhava de mãos dadas com Albus, molhando nossos pés na água fria do mar. — Se vamos namorar novamente, eu preciso saber a quem seu coração pertence, Louis. — Pude sentir a irritação na voz de Potter e isso me fez ficar desconfortável. Ele iria precisar controlar o temperamento se quisesse mesmo que as coisas entre nós funcionassem. — Eu me recuso a te responder uma coisa dessas! — Eu estava ultrajado. Como ele poderia considerar que eu não o amava? Eu sei, eu tinha problemas em expressar meus sentimentos. Em me fazer claro com palavras, mas minhas ações mostravam o que as frases não eram capaz de explanar. Eu estava ali com ele, não estava? Estava. Isso deveria bastar para ele acreditar em mim. — Eu amo você, Albus. Sempre foi você. — Falei depois de levar alguns segundos para me despir do meu orgulho e ver o ego de Albus ser massageado e o peito dele inflar como um balão. A resposta dele foi me envolver de forma torta em seus braços e me dar um beijo no rosto. Eu o segurei junto a mim como podia e não fui capaz de conter o sorriso. Ainda não havíamos retomado nosso relacionamento, mas talvez não fosse demorar tanto tempo para isso acontecer. A primeira barreira havia sido quebrada.











