age of consent.
PLOTDROP: Are we old yet?; DATA: 16/08/2020; FEAT.: Kyungtae, Jinhwan and kids.
Age of Consent, do New Order, tocava em seus fones de ouvido quando tudo pareceu mudar de repente. Ela estava dobrando algumas roupas sobre a sua própria cama quando pareceu diminuir alguns centímetros exatamente do nada, mas não havia sido nada brusco apesar de tudo. Apesar de ter estranhado a diferença de tamanho, permaneceu em sua rotina normal enquanto guardava as roupas no armário do quarto que dividia apenas com os fantasmas que via; sequer notou diferença alguma ao passar em frente ao espelho. A não ser, é claro, a crescente vontade rebelde em seu âmago, e a revolta que uma vez sentiu enquanto adolescente. Com o cenho franzido sempre para aquele tipo de sensação, Robin permaneceu com seus afazeres até notar que havia algo de muito errado, sim, ao se pegar pensando em coisas inapropriadas demais enquanto apenas arrumava a própria escrivaninha; a mente sempre costumava viajar de forma indomável enquanto executava tarefas do dia a dia, mas naquele, em específico, ela estava especialmente inclinada às cenas mais quentes. Especialmente com Dohyun. Mas é claro que ela só foi confirmar toda a situação estrambótica quando pegou no celular; deparou-se, então, com uma timeline carregada de teor caótico enquanto alguns haviam se tornado crianças e outros haviam envelhecido o que podiam. Outros, por outro lado, haviam voltado à adolescência, com todo o frescor, rebeldia e hormônios.
Foi então que ela chegou à conclusão. Havia voltado a ser a Robin Kwon de quinze ou dezesseis anos — não sabia dizer, na verdade, porque sua aparência nunca mudara exatamente de forma brusca. Ela continuava com os mesmos traços que desenvolvera muito cedo, mas suas reclinações pendiam ao que era quando tinha essa idade. Estava revoltada com tudo: os pais, os deuses, a família e o mundo. Queria ser livre e a incompreensão que sentia daqueles que deviam apoiá-la era o mais difícil. De repente, viu-se com uma vontade excepcional de cometer loucuras das mais distintas, e não foi difícil achar alguém para compartilhar desse momento. Kyungtae e Jin pareciam ter seguido por esse mesmo caminho, e o trio se juntou para aprontar. Ora, outros adolescentes estavam colocando fogo em estátuas pelo pátio, então por que eles deveriam ser punidos por serem rebeldes também? É claro que o filho de Perséfone deu um jeito de conseguir sprays para que pichassem os muros ao redor da propriedade da Olympus. Robin começou a escrever letras de suas músicas favoritas pelas paredes, seguidas de algumas frases típicas de anarquistas rebeldes — tudo o que ela sentia naquela tarde. Fuck the police; down to the system; you don’t own us. Isso tudo até Nêmesis perceber todas as peripécias naquela área e aparecer para deter os culpados, coisa pela qual Robin não estava tentada a pegar detenção. Fugiu na companhia dos amigos antes que a professora os pegassem.
E não demorou nada para que outra coisa a entretivesse. Na verdade, não teria escolhido aquele tipo de distração se soubesse o que a estava esperando, mas tão logo passou pelos corredores dos dormitórios, um molequinho de alguns anos de idade se agarrou às suas pernas. Não o reconheceu de início, mas depois de alguns momentos de eterna confusão, Robin percebeu que aquele era Sawa. O filho de Ares havia diminuído até virar um pestinha faceiro, e agora estava em seu pé. Fala sério!, sentiu vontade de dizer. Não sou sua mãe! Mas o garotinho continuou a seguindo por todos os lugares, fazendo perguntas e a forçando a brincar com ele. Não soube como, mas acabou sendo arrastada para uma sessão de sorvetes na área do refeitório, e até que estava aproveitando os doces na companhia das outras crianças, até que uma guerra de sorvete começou. Lily estava especialmente pestinha naquele dia, e era a que mais incitava a violência com o doce gelado. A filha de Tânatos terminou a tarde com tanto sorvete no cabelo que se aborreceu por completo, deixando Sawa com as outras crianças para ir tomar banho.









