Eu nunca tive um lugar para chamar de lar, mas com ele me senti ancorada.
( Twisted Loyalties )

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Eu nunca tive um lugar para chamar de lar, mas com ele me senti ancorada.
( Twisted Loyalties )
Eu andava bem, juro. Podia fazer as coisas todas dessa vida sem distração alguma e dormir na mesma hora em que deitava minha cabeça no travesseiro. Eu sei, foi culpa minha também. Mas o que poderia fazer eu diante desse sorriso lindo que só existe aí nessa sua carinha? Me sinto tola, boba… Mas isso aumenta quando eu percebo que sabia desde o princípio que seria loucura. Que não tinha como dar certo, que a probabilidade estatística de te amar sem fronteiras e sofrimento era nula, mas a culpa também foi sua. Porque? Como? Quando isso tudo aconteceu? Eu tava aprendendo a guardar meu coração, eu juro! Tava bem comigo mesma. Tava bem com o fato de me sentir completa. Tava bem. Eu tava! Quem mandou você me cativar? Até então você era só mais uma pessoa no meio de tantas milhões desse mundo inteiro. Agora eu preciso ouvir sua voz e ver sua cara suja. Agora eu preciso saber que você respira. Agora eu preciso de você. Tem ideia de quanto tempo faz que não escrevo assim pra alguém? Você tem muita culpa nesse cartório. Eu bato o martelo. Culpado, culpado, culpado. Desde quando eu me esqueço das coisas desse jeito? Desde quando passei a procurar tudo relacionado a você no tempo livre? Quando foi que você roubou uma parte do meu coração? A metade racional do coração sabia o que fazer desde o princípio. A burra insistiu. A metade que sabia o que aconteceria desde o começo me privava da situação ridícula que é estar perdida em meus pensamentos e palavras, a burra não tava nem aí. A metade que eu deveria dar ouvidos me dizia que você é um ser livre muito parecido comigo, mas que foi treinado a vida inteira para cativar e fugir. A metade que eu escutei ignorou isso tudo e me fez escrever isso. A metade racional está me dizendo para esquecer isso tudo e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Mas já é tarde demais e eu não consigo fazer isso.
Cativou
Aquela garota era um enigma, a complicação em pessoa, o ser mais difícil de conviver que eu já havia conhecido. Ela era doce, meiga e tinha um jeito que me tirava do sério todas as vezes, ao mesmo tempo ela era difícil, teimosa, emburrada, chata e muito mimada. Ela me fazia acreditar no amor e no amor dela por mim, outras vezes ela me fazia ter duvidas sobre esse mesmo amor... era um incógnita sem fim; não sabia se ela me queria por perto por carência ou por amor, mas todas as vezes que da boca dela saia um “eu te amo” meu coração acelerava e um sorriso se formava em meu rosto, era involuntário! Ela me tinha a hora que quisesse e sabia disso, me fez -e se quiser ainda me faz- de “gato-sapato”. A verdade é que me perdi no aroma de sua pela, na cor dos seus olhos, na maciez dos seu lábios e nunca mais me encontrei.
Gato-sapato
Tira o sábado pra mim. Tira uma semana pra gente fazer loucuras, um mês inteiro pra gente viajar pela América do Sul, a eternidade pra me fazer feliz. Tira esse semblante de cansada, esse medo de insistir no que se quer, essa vontade de ficar em casa. Tira os sonhos da gaveta, o mau humor da rotina, tira o seu desejo das mãos saudade. Tira aquele sorriso do meu rosto, aquele gemido que você tanto gosta de ouvir, aquelas palavras sacanas e bonitas, na cama e na rua. Tira esse som antigo da Marisa Monte, vê se põe algo pesado do Wu tang Clan, enquanto tira sua roupa pra mim. Tira uma comigo no banheiro, outra na cozinha, mais uma no quarto. Tira duas, três, quatro sem parar! Me tira do sério, mas não tira minha paciência. Vê se tira da minha vida normal, e que o normal meu bem, seja você não me tirar da sua vida.
Somos Homens
Ancorada, ainda do cap. I
Nossa estadia mais longa foi em São Francisco e é para lá que espero retornar. Minha paixão pela cidade pode ser explicada por cinco letras: Cavin. O dono o abraço mais perfeito e excitante do mundo. No começo achei que estava apaixonada pelos olhos dele: duas bolotas negras que como o mar te seduz e te conduz para dentro delas. Depois pela boca: uma obra feita pelas mãos de um anjo, rosas e carnudas que infelizmente nunca pode estabelecer nenhum contato físico com a minha. Depois pelo corpo que é simplesmente de se tirar o fôlego. E depois, depois... Enfim, pelo pacote completo.
Engraçado, faz três meses que não nos vimos e só de re-re-relembrar me vem uma falta de ar agonizante seguida sempre, claro, de um suspiro e do desejo de estar novamente com ele e assistir pela centésima vez Percy Jackson.
Da ultima vez ele sujou todo tapete da tia com a qual divide apartamento, o resultado disso? Perdemos meio filme tentando limpar aquela mancha enorme de chocolate que só aumentava.
Ancorada parte 1 cap. I
Chamo-me Bellie. Bellie Payne. Estou em Nova Bronswick com meu pai, se você sabe onde fica: parabéns e para quem não sabe, eu li hoje no verso do cardápio do café daqui do hotel que fica em Nova Jérsei, no Canadá. Voltaremos para casa em breve. Assim espero. Aqui é frio.
Perdi minha mãe aos treze anos (tenho dezessete) desde então tenho sido verdadeira turista, mudo-me pelo menos três vezes ao ano a trabalho com o Sr. Alfred Payne, meu pai. Ok, agora você me conhece mais que muita gente.
Continua...
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