Parece tão bobo para você, mas suas palavras me deixam em pedaços, mãe
Eu estou quebrada, desculpa não ser o que esperava que eu fosse, Descobertasdeumagarota.
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Parece tão bobo para você, mas suas palavras me deixam em pedaços, mãe
Eu estou quebrada, desculpa não ser o que esperava que eu fosse, Descobertasdeumagarota.
Se eu soubesse...
Que responder aquele Oi traria tanta dor, tantos traumas, tantas inseguranças, teria te ignorado. Se eu soubesse que aquela risada iria tirar o meu sorriso, minha paz e minha confiança, teria desligado o telefone na sua cara na primeira ligação. Se eu soubesse que aquele Eu te amo, ia me fazer duvidar do amor e me fazer deixar de me amar, não teria me apaixonado quando você repetiu ela tantas vezes. Se eu soubesse... Mas eu não sabia e, agora sigo tentando me reconstruir a cada novo dia.
Algumas palavras são como facas afiadas... Você me esfaqueia com tão pouco e nem parece notar, talvez, apenas não se importe.
Eu pensei que você já havia partido meu coração de todas as formas possíveis, mas dá mesma forma que me enganei ao seu respeito, estava errada em relação a isso também.
Pensei que, pelo menos, para você eu significasse algo, mas estava enganada. Desculpa o transtorno.
“E aqui estou eu mais uma vez, fazendo um compilado de dores e amores frustados que pensei ter deixado no passado, mas vejo hoje que carrego comigo a bagagem e os traumas que vocês deixaram.
Talvez, seja minha culpa, eu não devia deixar vocês voltarem, tirarem minhas noites de sono e a minha vontade de assistir minhas séries e fazer desenhos aleatórios. Eu devia ser mais forte, devia ouvir as músicas que marcaram alguns momentos sem trazer eles de volta, devia ver as frases dos filmes que assistimos juntos ou que foram recomendação sem sentir meu coração se apertar...
É, eu devia ser tanta coisa que não ando sendo, ser mais minha do que de todos os amores que me fizeram sorrir e suspirar, ao mesmo tempo que me faziam chorar, é a principal delas. Mas cá estou eu novamente, escrevendo mais um compilado de desilusões que voltam quando a chuva resolve me fazer companhia.”
— Para todos os garotos que já me iludi, Descobertasdeumagarota
“E chegou ao fim... Eu tentei adiar, tentei sangrar em silêncio e cuidar dos seus ferimentos, tentei te fazer sorrir quando estava triste, tentei estar presente, tentei te fazer sentir todo o meu amor. Eu tentei...
A primeira onda me acerta e sinto meu coração parar, ainda te amo e sempre vou amar. A segunda onda me acerta e eu só quero parar de respirar, ainda te amo e sempre vou amar. Terceira onda me acerta e eu não tenho mais forças para lutar, eu queria pode parar de te amar.
Lutamos, mas o amor não vence tudo, infelizmente, a falta de um toque, de um abraço, de um beijo ao acaso e de um toque distraído criou um precipício entre nós, estou em queda livre e sem você para me espera lá embaixo. Entretanto, obrigada pela viagem, por cada momento, por cada ligação, por ter estado comigo em pensamento e mensagem quando eu mais precisei, por cada música e cada vídeo fofo. Obrigada por me amar e por me permitir te amar, desculpa ter acabado assim.
Chegou ao fim... Seja feliz, meu amor, te liberto de mim.”
— Ainda te amo e sempre vou amar, Descobertasdeumagarota.
16 de Janeiro de 2019.
As vozes me rodeiam, me cercam, me derrubam e me esmagam qualquer traço de esperança que brotava no mês que antecede meu aniversário, mas agora o que tenho? O que eu sou? O que me tornei? Me perdi entre versos, desenhos, rabiscos, amores, desamores, lágrimas, sorrisos, quedas e você. Você que olho todos os dias no espelho, quem tu és? Quem eu sou?
Sou a menina que ajuda, que levanta, que tem um olhar vazio, um sorriso tímido, que cansou de esperar que alguém ajudasse a se levantar, a nerd, a estranha. A guria que não gosta do corpo, que ama os livros e os animais, que desenha e que se tranquiliza em meio aos números, a calma e a explosão, o tudo e o nada. Isso me define bem, tudo e nada.
Sou o tudo quando estou de prontidão, quando abraço, conforto, guio, faço sorrir, levanto e cuido dos machucados, ou somente quando estou calada. Sou o nada quando a tristeza bate e meus demônios gritam, quando peço por conforto e um abraço, quando caio e me machuco, quando por fim, choro.
— “Você precisa aguentar”, foi o que ele me disse, e eu só queria alguém para me abraçar, Descobertasdeumagarota.